Fotos: Divulgação
Mecanização, monitoramento e análise de dados ajudam a reduzir a exposição dos trabalhadores e reforçam a prevenção de acidentes
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Antes de entrar na cabine da PT-175, trator florestal utilizado na roçada mecanizada, Wesley Rhuan Bento, de 24 anos, segue uma rotina rigorosa de checagens em São Luiz do Paraitinga (SP). Ele revisa o carro de apoio, confere os equipamentos de proteção individual, faz a inspeção da máquina ao lado do mecânico e consulta o microplanejamento, que aponta previamente pontos de risco, como áreas com declividade acentuada.
Casado e pai de uma menina de 2 anos, o operador de máquinas florestais resume o que está por trás de tanto cuidado: “Não há nada melhor do que chegar em segurança e ver minha esposa e minha filha correndo para me dar um abraço. Saber que saí para trabalhar e consegui voltar bem para casa é o mais importante.”
A rotina de Wesley ilustra uma transformação mais ampla no setor. A incorporação de máquinas, sensores e sistemas de monitoramento está mudando a forma como os riscos são identificados e controlados nas operações florestais.
Mais do que substituir atividades manuais, as novas tecnologias permitem retirar trabalhadores de situações de maior exposição, acompanhar equipamentos em tempo real e planejar a execução dos serviços com informações mais precisas sobre o terreno.
“No geral, a tecnologia amplia a nossa capacidade de prevenção. Ela permite atuar antes que a situação de risco se transforme em uma ocorrência, seja retirando o trabalhador da exposição direta, seja fornecendo informações para uma decisão mais segura”, reforça André Henrique de Paula, gerente de Segurança e Qualidade da Reflorestar Soluções Florestais.
Na Reflorestar, que mantém operações em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Bahia, a tecnologia também está a serviço da segurança ao substituir atividades que tradicionalmente exigem maior esforço físico e expõem os trabalhadores de forma mais direta às condições do ambiente.
É o caso da própria PT-175 operada por Wesley. A máquina atua em áreas com inclinação de até 38 graus e vegetação intensa nas entrelinhas, em florestas de diferentes idades. Em vez de percorrer o terreno com ferramentas de corte, o profissional realiza a atividade dentro de uma cabine protegida e climatizada.
O equipamento possui estruturas de proteção para situações como capotamento, queda ou projeção de materiais, além de sistema de filtragem contra poeira, comandos ergonômicos, para-brisa e proteções laterais de alta resistência. O sistema sobre esteiras também proporciona maior estabilidade e tração em terrenos irregulares.
“Em uma atividade manual, o trabalhador permanece exposto ao desnível do terreno, ao calor, à chuva, às ferramentas cortantes e à presença de animais peçonhentos. Com a solução mecanizada, conseguimos estabelecer uma barreira física entre a pessoa e os riscos do ambiente de trabalho“, explica André.
A mesma lógica é aplicada ao plantio mecanizado, no qual o auxiliar florestal trabalha em cabine climatizada e equipada com banco pneumático, e à irrigação, realizada com o profissional em ambiente protegido, confortável e ergonômico. Em ambos os casos, a mecanização contribui para reduzir a exposição aos riscos presentes no ambiente de trabalho.
Na colheita e no carregamento de madeira, equipamentos de grande porte também diminuem o contato direto dos operadores com riscos como projeção de madeira, galhos e outros materiais durante a atividade. Cabines, câmeras, alarmes e sistemas de controle passam a integrar a proteção operacional, ao lado dos procedimentos, treinamentos e capacitação das equipes.
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Segurança como pilar cultural
Como resultado desse conjunto de medidas, a Reflorestar ultrapassou 1.200 dias sem acidente de trabalho com afastamento. Para o gerente de Segurança e Qualidade da empresa, o resultado reflete não apenas os investimentos em tecnologia, mas também o fortalecimento de uma cultura que trata a segurança como valor inegociável.
“A tecnologia não funciona de forma isolada. Ela precisa estar associada a treinamento, manutenção, planejamento e disciplina operacional. Uma máquina moderna pode reduzir determinados riscos, mas a segurança depende da forma como ela é incorporada ao processo e utilizada pelas pessoas“, ressalta André.
O avanço tecnológico também modifica o papel das equipes de segurança. Com mais informações disponíveis, os profissionais deixam de atuar apenas de forma corretiva, após a verificação de ocorrências, e passam a identificar tendências, desvios e sinais de falha durante a operação.
Esse movimento também fortalece o uso de ferramentas proativas de segurança, como abordagem comportamental, observação positiva da atividade, análise de riscos e acompanhamento preventivo em campo.
“A segurança se torna mais preventiva quando conseguimos combinar a experiência das equipes com dados do campo. O objetivo não é apenas responder rapidamente a um problema, mas criar condições para que ele não aconteça”, conclui.
Ao integrar mecanização, monitoramento, análise de dados e disciplina operacional, a Reflorestar reforça que tecnologia e comportamento caminham juntos. Afinal, em uma operação segura, o resultado mais importante é sempre o mesmo: todos voltarem bem para casa.
Sobre a Reflorestar
Empresa integrante do Grupo Emília Cordeiro, especializada em soluções florestais, incluindo silvicultura, colheita mecanizada, carregamento de madeira e locação de máquinas. Atualmente com operações em Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul, ela investe em capacitação técnica e comportamental, gestão integrada e confiabilidade dos equipamentos para oferecer as soluções mais adequadas para cada particularidade dos clientes.
Fundada em 2004 no Vale do Jequitinhonha (sede em Turmalina, MG), originou-se da paixão pelo cuidado com o solo e o meio ambiente. Com 20 anos de atuação, a Reflorestar se consolidou no mercado pela visão inovadora no segmento florestal e pela oferta de serviços de qualidade, atendendo clientes em todo o Brasil. Para mais informações, visite o site da Reflorestar.






























