CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

Deboche, ‘colas’ e troca de farpas esquentam bastidor de debate

publicidade

candidatos a governo

Fred Moraes [email protected]  João Vieira

O debate da TV Vila Real com os candidatos ao governo de Mato Grosso foi marcado por tensão, pedidos de direito de resposta, acusações, emoção e até uma discussão e empurrões nos bastidores. O  acompanhou os cinco blocos de dentro do estúdio e registrou momentos que não foram exibidos ao telespectador ao longo das cerca de duas horas e meia de transmissão.

 

O primeiro bloco começou em um clima mais ameno. Diante das câmeras, os candidatos demonstravam maior nervosismo e pouca interação entre si. As perguntas foram feitas por jornalistas do Grupo Gazeta de Comunicação e abordaram temas como o endividamento dos servidores públicos, o domínio de facções criminosas, a destinação de emendas parlamentares e a segurança pública.

 

Durante o intervalo, os assessores se aproximaram dos candidatos. Cada equipe aproveitou a pausa para conversar com seu candidato, fazer orientações e acompanhar de perto o andamento do debate.

 

A temperatura começou a subir no segundo bloco, quando os próprios candidatos passaram a fazer perguntas uns aos outros. As acusações ganharam espaço e surgiram os primeiros pedidos de direito de resposta.

 

A candidata Natasha Slhessarenko (PSD) foi a primeira a solicitar o direito de resposta após ser citada em uma pergunta feita por Maurício Coelho (Mobiliza). Ele mencionou o recebimento de cerca de R$ 4 milhões do fundo eleitoral para a campanha da candidata, valor permitido pela legislação eleitoral. Na sequência, Wellington Fagundes (PL) também pediu direito de resposta depois de ser chamado de “melancia” pelo candidato Rafael Millas (Missão).

Leia Também:  A PRODUÇÃO VAI CRESCER; Diego destaca agronegócio e necessidade de mais rodovias em MT

 

O passado político dos concorrentes que já ocuparam cargos públicos também entrou na mira. Wellington Fagundes foi questionado por Otaviano Pivetta (Republicanos) sobre sua trajetória política e citado em relação a indicações para superintendências do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), em referência a um episódio que ganhou repercussão nacional.

 

Mesmo com o aumento das provocações, temas como segurança pública, pavimentação e saúde continuaram entre os principais assuntos.

 

Foi justamente durante uma pergunta sobre saúde que o debate ganhou um dos momentos mais emocionantes. O candidato Sargento Laudicério (AGIR) questionou Natasha Slhessarenko sobre o atendimento na rede pública e, ao relatar a história da própria mãe, que teria perdido a visão após uma demora na realização de um exame de rotina para descolamento de retina, se emocionou e chegou a chorar.

 

O candidato atribuiu o episódio ao que classificou como “velha política” e chamou os políticos de covardes.

 

Discussão fora do ar

O momento mais tenso, porém, aconteceu durante o intervalo que antecedeu o terceiro bloco. Com uma pausa de cerca de 25 minutos para a propaganda eleitoral, os candidatos deixaram o estúdio e seguiram para a sala de descanso.

 

Foi nesse momento que ocorreu uma discussão envolvendo Maurício Coelho e o marido de Natasha Slhessarenko.

 

Segundo relato feito pelo próprio Maurício, ele teria sido intimidado pelo marido da candidata após uma suposta fala atribuída a ele sobre “trucidar” Natasha, direcionada a um integrante da equipe de marketing da campanha.

 

Durante o desentendimento, Maurício chegou a tocar no braço do marido da candidata. Integrantes das campanhas intervieram e separaram os envolvidos.

Leia Também:  Em Brasília, deputado critica proposta da ANTT e cobra duplicação da BR-163 entre Sinop e Guarantã do Norte

 

Na sequência, antes do retorno do programa, Maurício e Natasha também discutiram. A candidata expôs publicamente a acusação durante o debate.

 

Outro momento curioso registrado ocorreu quando Sargento Laudicério, durante uma das interações, mostrou algo escrito nas folhas que utilizava para acompanhar o debate, aparentemente direcionando a anotação a Maurício Coelho.

Maurício reagiu balançando a cabeça e, em seguida, também apontou para as próprias anotações.

O penúltimo bloco transcorreu de maneira mais tranquila, embora os pedidos de direito de resposta continuassem. Wellington Fagundes foi quem mais recorreu ao mecanismo, com sete pedidos. Pivetta solicitou três vezes e Maurício Coelho, uma.

 

Parte dos pedidos foi concedida pela organização do debate, conforme a avaliação das regras estabelecidas para o programa.

No quinto e último bloco, o clima voltou a ser mais leve. Os candidatos tiveram espaço para as considerações finais, fizeram promessas e se despediram do eleitor.

 

Na pressa da despedida, porém, todos acabaram deixando de lado um detalhe importante da campanha: pedir explicitamente o voto e informar o número de urna.

 

Sargento Laudicério ainda protagonizou um encerramento diferente dos demais. Em vez de apenas concluir sua fala, o candidato chegou a cantar durante as considerações finais.

 

Ao fim, os cinco candidatos deixaram o estúdio e atenderam à imprensa.

 

O próximo debate acontece dia 17 de setembro, com candidatos ao Senado, e 1.º de outubro, com candidatos ao governo.

 

 

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade