ELEIÇÕES 2026
Governador tinha 23% em agosto e agora aparece numericamente à frente do senador, que permanece com 27%; diferença está dentro da margem de erro. Natasha avança de 8% para 11%
Da Reportagem
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) avançou seis pontos percentuais em um mês e aparece numericamente à frente na disputa pelo Governo de Mato Grosso, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (25). Pivetta alcançou 29% das intenções de voto, contra 27% do senador Wellington Fagundes (PL). Como a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.
A principal mudança em relação à rodada de 25 de agosto ocorreu no desempenho de Pivetta. Na pesquisa anterior, Wellington tinha 27% e o governador, 23%. Agora, o senador permanece nos mesmos 27%, enquanto Pivetta chega a 29%, invertendo a posição numérica dos dois candidatos.

Doutora Natasha (PSD) também avançou. A candidata passou de 8% para 11%, crescimento de três pontos percentuais. Sargento Laudicério (Agir) permanece com 2%, Maurício Coelho (Mobiliza) passa de 1% para 2% e Rafaell Milas (Missão) registra 1%, ante 2% anteriormente.
Outro movimento importante ocorre entre os eleitores que não escolhem nenhum dos candidatos. Branco, nulo ou aqueles que afirmam que não irão votar recuaram de 29% para 22%. Os indecisos passaram de 8% para 6%.
A comparação indica, portanto, maior definição do eleitorado a pouco mais de uma semana do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Em agosto, brancos, nulos, eleitores que não pretendiam votar e indecisos representavam conjuntamente 37%. Agora, somam 28%.
Essa maior consolidação aparece também quando a Quaest pergunta se o eleitor ainda pode mudar de candidato. Em agosto, 52% consideravam sua escolha definitiva e 47% admitiam mudar o voto. Agora, 64% dizem que a decisão é definitiva, enquanto 35% afirmam que ainda podem trocar de candidato.
Pivetta também avança na espontânea
O crescimento de Pivetta também aparece na pesquisa espontânea, modalidade na qual os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados.
O governador passou de 9% em agosto para 16% em setembro, alta de sete pontos. Wellington avançou de 6% para 9%, enquanto Natasha saiu de 1% para 4%.
A parcela de indecisos, embora ainda majoritária nessa modalidade, caiu de 78% para 65%. Outros 4% afirmam que votarão em branco, nulo ou não irão votar, mesmo percentual da rodada anterior. Os demais candidatos não alcançaram 1% na espontânea.
Wellington mantém vantagem no confronto direto
Apesar de Pivetta aparecer numericamente à frente no primeiro turno, Wellington mantém vantagem na simulação de segundo turno entre os dois.
O senador tem 41% no confronto direto, contra 36% do governador. A diferença, que era de nove pontos na rodada anterior — 38% a 29% — caiu para cinco pontos. Como a margem de erro é de três pontos para cada resultado, os intervalos estimados se sobrepõem.
Nesse cenário, 8% dizem que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois, e 15% estão indecisos. Em agosto, esses percentuais eram de 11% e 22%, respectivamente. Naquela rodada, a Quaest registrava Wellington com 38% e Pivetta com 29%.
Contra Natasha, Wellington aparece com 48%, enquanto a candidata do PSD registra 27%. Em agosto, eram 45% e 20%, respectivamente.
Na terceira simulação, Pivetta alcança 46% contra 29% de Natasha. No levantamento anterior, o placar era de 34% a 23%.
Rejeição de Pivetta recua
A Quaest também mostra mudança nos indicadores de conhecimento e rejeição dos principais candidatos.
Wellington apresenta rejeição de 33%, ante 32% em agosto. Outros 37% dizem conhecê-lo e que votariam nele, enquanto 30% afirmam não conhecer o senador.
Pivetta registra rejeição menor, de 20%, quatro pontos abaixo dos 24% da rodada anterior. Ao mesmo tempo, o percentual dos que afirmam conhecê-lo e que votariam nele subiu de 30% para 42%. O desconhecimento caiu de 46% para 38%.
Natasha também ampliou seu potencial declarado de voto. O percentual dos que dizem conhecê-la e que votariam nela passou de 9% para 17%. A parcela que não conhece a candidata recuou de 80% para 71%, e a rejeição oscilou de 11% para 12%.
Saúde continua como maior problema
A saúde permanece como o problema mais citado pelos mato-grossenses, apontado por 36% dos entrevistados. Violência aparece em segundo lugar, com 13%, seguida por infraestrutura, com 10%.
Corrupção e economia são mencionadas por 6% cada e educação por 5%. Outros temas somam 12%, enquanto 10% não souberam responder.
A pesquisa também mostra que 51% aprovam o governo estadual e 10% desaprovam. Na avaliação da administração, 42% consideram o governo positivo, 27% regular e 5% negativo.
Já 61% dos entrevistados afirmam que o ex-governador Mauro Mendes merece eleger um sucessor. Outros 22% discordam e 17% não souberam responder.
A Quaest ouviu 804 eleitores com 16 anos ou mais entre 21 e 24 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento, encomendado pela Rede Matogrossense de Comunicação (RMC), está registrado na Justiça Eleitoral sob os números MT-08098/2026 e BR-09594/2026.



























