Mato Grosso passa a figurar no mapa mundial da inovação educacional. O Colégio Unicus, em Cuiabá, foi reconhecido pela Apple como Apple Distinguished School para o triênio 2026-2029. Com a certificação, a instituição se torna a única do estado a integrar a comunidade internacional de escolas que a empresa considera referência no uso pedagógico da tecnologia.
O grupo é restrito. Em todo o mundo, cerca de 700 escolas carregam o selo. No Brasil, o último diretório oficial publicado pela Apple, anterior ao novo ciclo de certificações, reunia apenas 30 instituições, concentradas em estados como São Paulo, Paraná, Bahia, Goiás, Pernambuco e Maranhão.
O programa não está aberto a inscrições livres. A participação ocorre apenas por convite, destinado a instituições que já cumprem os requisitos estabelecidos pela Apple. Entre eles estão a existência de um programa consolidado de uso da tecnologia, a aplicação inovadora da plataforma, a proficiência de gestores e professores no uso de iPad e Mac e a presença de uma equipe dedicada à inovação contínua. A avaliação vai além da presença de equipamentos em sala e analisa, sobretudo, como eles transformam a aprendizagem.
Para a Márcia Amorim Pedr’Angelo, fundadora do Colégio Unicus & Toque de Mãe e coordenadora da Unesco para a Educação em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o reconhecimento coroa uma trajetória de muitos anos. “Desde o início, nossa premissa foi clara. A tecnologia não substitui o professor e não entra na sala de aula só porque é novidade. Ela precisa ter propósito pedagógico”, afirma.
A tecnologia Apple faz parte do dia a dia das escolas há anos, acompanhada de um percurso de formação continuada dos educadores para que os recursos sejam incorporados ao currículo de forma segura, criativa e intencional. Na prática, os estudantes usam os dispositivos para pesquisar, criar, colaborar, desenvolver projetos e resolver problemas. “Quando bem utilizada, a tecnologia transforma o aluno de consumidor de informação em autor da própria aprendizagem”, diz Márcia.
Com a certificação, a instituição passa a integrar uma rede global de lideranças escolares, com acesso a eventos exclusivos, contato com especialistas e troca de experiências com escolas de diferentes países.
Para Márcia, o maior ganho é dos estudantes. “Queremos formar crianças e jovens capazes de usar as tecnologias do seu tempo com senso crítico, criatividade, ética e responsabilidade. São essas competências que vão fazer diferença nas profissões que ainda nem existem”, avalia.
A diretora faz questão de dividir o mérito. “Nenhuma certificação desse porte é resultado do trabalho de uma pessoa só. Ela pertence aos professores que abraçaram a formação permanente, à nossa equipe de gestão pedagógica e tecnológica e, principalmente, aos alunos, que dão sentido a cada projeto”, destaca.
O selo, segundo ela, não encerra um ciclo. “Um reconhecimento como esse não é ponto de chegada. É uma responsabilidade que nos desafia a continuar estudando, evoluindo e compartilhando boas práticas”, conclui.




























