Dentista aponta que a doença pode ser descoberta por via oral diante de alguns sintomas
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O avanço do fenômeno El Niño sobre o Brasil no segundo semestre deste ano coloca as autoridades de saúde em estado de alerta diante da possibilidade de aumento dos casos de dengue, zika, chikungunya e febre oropouche. De acordo com o Ministério da Saúde, as condições climáticas associadas ao fenômeno podem favorecer a proliferação do mosquito transmissor dessas doenças, e as projeções do InfoDengue/Fiocruz reforçam a preocupação: o país poderá registrar cerca de 1,7 milhão de novos casos de dengue no próximo ano.
Embora a febre, as dores no corpo e o mal-estar sejam os sintomas mais conhecidos, especialistas alertam que a dengue também pode provocar manifestações na saúde bucal, que muitas vezes passam despercebidas, mas podem contribuir para um diagnóstico mais rápido e evitar complicações.
“Nos casos convencionais da dengue, alguns pacientes exibem sinais na pele e membranas mucosas, como inflamação na gengiva, inchaço e feridas nos lábios. Enquanto na forma hemorrágica da doença, o sangramento da gengiva é comum, podendo ocorrer até hemorragias em outras partes da boca”, explica a Dra. Flávia Teixeira Vidal, coordenadora do curso de Odontologia da Faculdade Anhanguera.
Além desses sintomas evidentes, há um conjunto de efeitos menos perceptíveis que podem se manifestar na saúde bucal durante e após a infecção por dengue. A professora alerta que a queda da imunidade associada à doença pode aumentar a suscetibilidade de infecções bucais, como periodontite e candidíase oral. “É de suma importância que os pacientes permaneçam vigilantes a quaisquer mudanças na condição bucal durante e após a experiência com a dengue, procurando aconselhamento odontológico apropriado”, analisa.
Flávia aponta que com a presença da doença e a queda da imunidade, os pacientes devem ter um cuidado e atenção maior com a higiene oral, pois a presença de sangramentos gengivais e processos inflamatórios podem ser indícios de dengue e devem ser analisados com cautela para o diagnóstico.
“Manter uma disciplina de cuidados orais é crucial, o que envolve uma rigorosa higienização, uso diário de fio dental e consultas periódicas ao dentista, visando evitar novos agravamentos”, finaliza.
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