Em 20 dias, em apenas quatro deles a moeda americana registrou alta. Ações de tecnologia nos EUA desabaram com concorrência chinesa em IA
O dólar fechou em queda de 0,10%, a R$ 5,91, nesta sexta-feira (27/1), no sexto recuo seguido. A valorização do real, contudo, ocorreu na contramão mundial, que registrou elevação da moeda americana na maioria dos mercados.
Vieira Junior observa que o mercado de capitais sofreu forte abalo em Nova York nesta segunda-feira. O tombo foi provocado por informações de que a startup chinesa de tecnologia DeepSeek conseguiu desenvolver ferramentas de inteligência artificial (IA) similares às da empresa OpenAI, a criadora do ChatGPT, mas a um custo muito inferior.
“Com isso”, diz o analista, “as ações da Nvidia (a fabricante de chips usados em IA) chegaram a cair 15%”. “Parte desse dinheiro saiu da Bolsa americana e veio para o Brasil. Esta havendo entrada de dólar no país.”
Bolsa em forte alta
No Brasil, por volta das 17h30, o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), operava em forte alta de 1,84%, aos 124.703 pontos. Esse é mais um resultado que vem na contramão do mercado de capitais americano.
Em parte, o movimento pode ser explicado com a forte queda das ações em Nova York, notadamente das empresas de tecnologia. Elas também afetadas pelo notícia da chegada da concorrência chinesa à área de inteligência artificial.
Destaques do Ibovespa
Na análise da corretora Ativa Investimentos, os destaques positivos do Ibovespa ficaram com os papéis do Magazine Luiza (MGLU3) e da Minerva (BEEF3), subindo, respectivamente, 9,26% e 8,78%. Em terceiro vêm a Assaí (ASAI3), com avanço de 8,62%. Ações mais cíclicas, como Magalu e Assaí, estavam reagindo à queda do dólar e operam em alta.
No campo negativo, a Ativa destacou as ações da WEG (WEGE3), com queda de 7,72%, seguidas pela Embraer (EMBR3) e RD Saúde (RADL3). Estas chegaram a recuar, respectivamente, 2,43% e 0,67%.
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