Raciocínio lógico, criatividade, resolução de problemas e autonomia estão entre as habilidades que podem ser estimuladas por atividades tecnológicas desde a infância
São Paulo (SP), setembro de 2026: A presença cada vez maior da tecnologia na rotina das crianças vem transformando a maneira como elas aprendem. Indo além do uso de celulares, aplicativos ou computadores, a educação passa a ter o desafio de preparar os estudantes para compreender como a tecnologia funciona e, principalmente, utilizá-la de maneira criativa e produtiva. Nesse cenário, José Junior, diretor nacional da Ensina Mais Turma da Mônica, rede de apoio escolar e cursos livres do Grupo MoveEdu, explica que a programação e a robótica podem funcionar como importantes aliadas no complemento à educação básica.
Com a implementação da Política Nacional de Educação Digital, conteúdos relacionados à Educação Digital e Computação passaram a integrar oficialmente a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), reforçando a importância de temas como pensamento computacional, programação e robótica na formação dos estudantes. Para José Junior, um dos principais benefícios dessas atividades é estimular os alunos a assumirem uma postura mais ativa diante da tecnologia.
“Durante muito tempo, o contato das crianças com a tecnologia esteve relacionado principalmente ao consumo de conteúdos, jogos e aplicativos. Quando inserimos programação e robótica no processo educacional, mostramos que elas também podem criar, testar ideias, desenvolver projetos e encontrar soluções. Essa mudança de perspectiva contribui para diferentes áreas da aprendizagem. Há projetos, como o For Schools, por exemplo, que levam cursos com essa expertise para dentro de escolas regulares”, explica.
O executivo destaca algumas maneiras pelas quais programação e robótica podem complementar o ensino tradicional:
1. Desenvolvem o raciocínio lógico
Programar exige organizar informações e estabelecer uma sequência de ações para alcançar determinado resultado. Esse processo ajuda a criança a estruturar o pensamento, identificar padrões e compreender relações de causa e consequência. São competências que podem contribuir para o aprendizado de disciplinas como Matemática e Ciências. O pensamento computacional, inclusive, não se limita à programação, pois envolve analisar situações, organizar informações e construir soluções de maneira estruturada.
2. Transformam conceitos abstratos em experiências práticas
Na robótica, conteúdos que poderiam parecer distantes ganham uma aplicação concreta. Ao montar um projeto e observar seu funcionamento, a criança consegue visualizar os resultados de suas escolhas. “O aprendizado se torna mais significativo quando o estudante consegue colocar a mão na massa, testar uma hipótese e perceber na prática por que algo funcionou ou não”, comenta Junior.
3. Ensinam que errar também faz parte do aprendizado
Um código que não funciona ou um robô que não executa determinada tarefa exige que o aluno volte ao projeto, identifique o problema e faça novas tentativas. Para o diretor nacional da Ensina Mais Turma da Mônica, essa dinâmica estimula persistência, capacidade de adaptação e autonomia, habilidades que também são importantes para lidar com desafios escolares.
4. Estimulam criatividade e resolução de problemas
Programação não significa apenas seguir comandos previamente estabelecidos. Ao desenvolver um jogo, uma animação ou um projeto de robótica, por exemplo, a criança precisa imaginar possibilidades e buscar caminhos para transformar uma ideia em algo concreto. Assim, raciocínio lógico e criatividade são trabalhados de maneira conjunta.
5. Podem reforçar conteúdos da educação básica
Quando utilizadas de forma integrada ao aprendizado, as ferramentas tecnológicas podem ajudar a trabalhar conceitos presentes em diferentes disciplinas. “Programação e robótica não precisam disputar espaço com Língua Portuguesa ou Matemática. Elas podem criar maneiras novas de exercitar conhecimentos que o aluno já está aprendendo e mostrar aplicações práticas para esses conteúdos”, afirma o executivo.
6. Incentivam o protagonismo infantil
Outro ponto importante é fazer com que a criança deixe de ocupar apenas o papel de usuária da tecnologia. Atividades de programação, robótica e criação digital permitem que os estudantes desenvolvam projetos e construam conhecimento de forma mais participativa. Na Ensina Mais Turma da Mônica, por exemplo, esses conteúdos são trabalhados por meio de atividades que combinam tecnologia, ludicidade e aprendizagem prática, respeitando as diferentes fases do desenvolvimento infantil.
Para José Junior, o objetivo não é formar pequenos programadores, mas ampliar o repertório de competências que serão úteis dentro e fora da sala de aula. “Nem toda criança seguirá uma profissão ligada à tecnologia, mas todas estarão inseridas em uma sociedade cada vez mais digital. Saber analisar problemas, criar soluções, trabalhar com lógica e não desistir diante da primeira tentativa que dá errado são aprendizados que podem acompanhá-las independentemente da carreira que escolherem”, finaliza.
Sobre a Ensina Mais Turma da Mônica
A Ensina Mais licenciada Turma da Mônica e faz parte do Grupo MoveEdu. A rede oferece programas educacionais e surgiu da necessidade de melhoria na educação de base das crianças e jovens no Brasil. A missão da Ensina Mais Turma da Mônica é fortalecer a construção da base educacional dos alunos de forma lúdica e inovadora, contribuindo para sua formação. Dessa forma, a marca adota uma metodologia exclusiva, utiliza recursos tecnológicos, promove aulas totalmente interativas, dinâmicas e altamente qualificadas, buscando o desenvolvimento das crianças em todos os aspectos. O foco é no desenvolvimento intelectual dos alunos, contribuindo na formação cultural e complementar. Atualmente, são mais de 100 escolas em diferentes estados brasileiros.
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