Governador confia em apoio do União, afirma que buscará aliança com Jayme, caso senador não seja escolhido pelo partido
Da Reportagem
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que pretende concentrar sua estratégia na disputa pelo Palácio Paiaguás para tentar liquidar a eleição ainda no primeiro turno.
Embora reconheça a possibilidade de uma segunda etapa da votação, o chefe do Executivo disse que trabalhará para conquistar a maioria dos votos, logo na primeira disputa.
“É possível [um segundo turno], as regras são essas. Eu vou me esforçar para a gente ganhar o quanto antes”, declarou o governador, durante entrevista concedida nesta sexta-feira (17).
Pivetta figura entre os principais pré-candidatos ao Governo nas eleições de 2026.
Também estão colocados na disputa o senador Wellington Fagundes (PL), a médica Natasha Slhessarenko (PSD) e o senador Jayme Campos (União Brasil), cuja candidatura ainda depende da definição interna do partido.
UNIÃO BRASIL – Um dos principais movimentos aguardados pelo grupo político do governador é a definição do União Brasil, legenda do ex-governador Mauro Mendes.
O partido vive um impasse entre integrantes que defendem candidatura própria, com Jayme Campos, e aqueles que apoiam uma composição em torno de Pivetta.
Segundo o governador, ele tem evitado interferir nas discussões internas da sigla, por entender que se trata de uma decisão partidária.
Ainda assim, admitiu ter feito contatos pontuais com lideranças políticas ligadas ao grupo.
Apesar da indefinição, Pivetta afirmou estar confiante de que contará com o apoio do União Brasil.
Caso Jayme Campos não seja o escolhido na convenção, o governador disse que pretende procurar o senador para construir uma aliança.
“Não posso falar por ele, mas eu gostaria que sim. Vou pedir para ele o apoio”, afirmou.
PEPARADO PARA ATAQUES – Durante a entrevista, Pivetta também comentou a possibilidade de adversários explorarem, durante a campanha, as acusações de agressão feitas por sua ex-esposa, Viviane Cristina Kawamoto, em 2021.
O governador afirmou que o episódio foi analisado pela Justiça de Santa Catarina e de Mato Grosso e declarou estar tranquilo para responder ao tema durante o processo eleitoral.
“Eu já sofro há muito tempo. Eu estou preparado. Sobre o episódio da Lei Maria da Penha, eu fui inocentado em Santa Catarina e fui inocentado aqui”, afirmou.
Segundo ele, o silêncio adotado nos últimos anos ocorreu em respeito aos filhos do casal.
Pivetta acrescentou que pretende manter a campanha centrada na apresentação de propostas e disse esperar que questões de natureza pessoal não dominem o debate político.
“Eu quero ser um homem público. Tenho que ter condições de me explicar e não me aborrecer com as conversas que vêm a meu respeito”, declarou.




























