ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA
Durante o 2º Encontro Lilás – Mulheres que Inspiram, a vereadora de Cuiabá defendeu afastar o agressor do convívio familiar antes que a violência evolua para o feminicídio
Falar sobre violência contra a mulher também é falar sobre medo, a dificuldade de romper ciclos e a responsabilidade do poder público em agir antes que mais uma vida seja perdida. Foi com essa perspectiva que a vereadora Katiuscia Manteli (Podemos), de Cuiabá, participou nesta quinta-feira (13) do 2º Encontro Lilás – Mulheres que Inspiram, realizado em Campo Verde pela parlamentar Rosangela Contadora (PSB).
Durante o evento, Katiuscia abordou a necessidade de atualizar a legislação para que o agressor seja isolado antes que a violência doméstica evolua para o feminicídio.
Ao abordar o uso de medidas protetivas e do botão do pânico, a vereadora apontou uma contradição na rede de apoio atual. Segundo ela, quando uma mulher precisa acionar esses recursos, sua integridade já está sob ameaça iminente. No entanto, é quase sempre a vítima quem precisa abandonar o lar, alterar sua rotina e se afastar do próprio convívio social.
“Se uma mulher está com a medida protetiva e com o botão do pânico, é porque a vida dela está em risco. E, se a vida desta mulher está em risco, nós precisamos olhar para quem está causando essa ameaça”, destacou.
Para Katiuscia, o Estado precisa intervir preventivamente. Segundo ela, a legislação deveria prever que o agressor seja retirado do convívio familiar, garantindo à mulher condições de reconstruir sua história com segurança.
“Nós precisamos de uma lei que retire o agressor antes que o feminicídio ocorra. Não podemos deixar nossas mulheres virarem apenas estatísticas”, afirmou.
A parlamentar ressaltou ainda que o combate à violência de gênero ultrapassa limites municipais e divergências partidárias, exigindo articulação conjunta e avanço nas pautas do Congresso Nacional.
“Não é uma questão partidária ou ideológica. É uma necessidade de união e de transformações na nossa legislação”, pontuou.
Segundo Katiuscia, descentralizar essa discussão pelos municípios mato-grossenses é essencial para fortalecer a articulação em defesa de políticas públicas eficazes. A expectativa é que debates como o de Campo Verde superem a mera apresentação de estatísticas e se convertam em proteção real.
“Que, no ano que vem, possamos comemorar a redução da violência doméstica e do feminicídio, e dizer com orgulho que não temos medo de ser mulheres”, concluiu.




























