Representantes da Associação Brasileira de Mulheres de Carreiras Jurídicas de Mato Grosso, ao lado da BPW Várzea Grande e do Coletivo Essência, estiveram nesta terça, 14, na Câmara Municipal de Vereadores para cobrar a aprovação do projeto de lei que cria a Secretaria da Mulher no município — proposta enviada pelo Executivo em regime de urgência.
O movimento não é apenas institucional, é político. As entidades pressionam o Legislativo a dar uma resposta concreta diante da ausência de políticas públicas estruturadas para mulheres na cidade. Durante a reunião, o grupo foi recebido pela Procuradoria da Casa, que apresentou os trâmites e aspectos técnicos do projeto. Ao final, foi protocolado um documento formal de apoio, reforçando a cobrança por celeridade na tramitação.
Na sequência, a pauta foi levada diretamente à prefeita Flávia Moretti, evidenciando o alinhamento político e a urgência da criação da nova secretaria.
A defensora pública e presidente da ABMCJ-MT, Tânia Matos, foi direta ao apontar o que está em jogo. “Não estamos pedindo um favor, estamos exigindo estrutura. Várzea Grande não pode continuar tratando políticas para mulheres como algo secundário. A criação da Secretaria da Mulher é uma resposta concreta à violência, à desigualdade e à ausência histórica de políticas públicas eficazes. Essas entidades estão aqui porque representam vozes que não podem mais ser ignoradas. Agora, a decisão é política: ou o município avança, ou assume que escolhe permanecer atrasado”.
A mobilização continua – uma nova reunião está marcada para a manhã desta quarta-feira, dia 15, com as comissões da Mulher e de Constituição, Justiça e Redação do Legislativo Municipal para onde o projeto deve avançar.



































