A mobilização ocorre em torno do Projeto de Lei, encaminhado pela Prefeitura em regime de urgência e que ainda depende da aprovação da Câmara Municipal.
Segundo Tânia Matos, a medida é essencial diante do cenário de violência contra mulheres e meninas. “A criação da Secretaria da Mulher não é uma escolha política, é uma resposta necessária a uma realidade concreta. Quando o Estado não estrutura políticas públicas específicas, ele falha em proteger quem mais precisa. Estamos falando de vidas. Uma secretaria própria garante planejamento, orçamento e integração da rede de atendimento”, pontuou.
Dados levantados pelas entidades apontam falhas na rede de proteção, como falta de integração entre órgãos, ausência de orçamento específico e demora no atendimento — em um estado que figura entre os primeiros em casos de feminicídio no país.
A presidente da BPW-VG, Cláudia Regina Soares Magnani, reforçou a necessidade de políticas estruturadas e permanentes. “Não se trata apenas de criar um órgão, mas de garantir que as políticas para mulheres deixem de ser pontuais e passem a ser permanentes, estruturadas e eficazes. Sem isso, continuaremos enxugando gelo diante de um problema grave e crescente”, afirmou.
Durante a reunião, o grupo deve alinhar estratégias para sensibilizar os vereadores e acelerar a votação do projeto. A expectativa é de que a proposta avance ainda neste mês, diante da pressão das entidades e da relevância do tema para o município.
SERVIÇO:
O quê: Reunião na Procuradoria do Legislativo de Várzea Grande pela criação da Secretaria da Mulher no Município
Quando: Terça-feira, 14, às 8h
































