CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

Indígenas rikbaktsa miram certificação de castanha-do-brasil produzida na localidade em MT.

publicidade

DEU EM A GAZETA

Silvana Bazani [email protected] Divulgação

Povo rikbaktsa que vive na Terra Indígena (TI) Escondido, no município mato-grossense de Cotriguaçu, vislumbra perspectiva de fortalecer e ampliar o extrativismo vegetal e melhorar a renda. Com a obtenção de certificação inédita para produção de

castanha-do-brasil, os indígenas rikbaktsa têm a chance de triplicar a colheita do fruto proveniente da floresta amazônica.

Na última “safra”, foram coletadas 35 toneladas do alimento natural pelos moradores da Aldeia Babaçuzal. A projeção da comunidade local é alcançar 120 toneladas com selo de produto orgânico.

“A castanha para nós é muito importante. Com ela, temos recursos para manter nossa família. A gente colhe o ano inteiro,
só que a partir de novembro conseguimos colher e vender mais também”, explica Marinete Rikbaktsa, que é professora na aldeia.

Apesar de ser considerada um superalimento pelas inúmeras propriedades nutricionais, comercializar a castanha é um desafio para os rikbaktsa. “A questão da venda ainda é uma dificuldade, uma incerteza. Quando não temos contrato, a gente vende mais para os ‘atravessadores’. Acho que com a certificação, o processo vai mudar e os preços serão melhores”,
avalia Marinete.

Leia Também:  Governo de MT lança novo sistema CAR Digital para agilizar análise dos cadastros de imóveis rurais

Vivendo há dez anos na Aldeia Babaçuzal, Janice Rikbaktsa, integra um grupo de mulheres artesãs, porém a maior parte
da renda da comunidade provém da coleta e venda da castanha-do-brasil. “A castanha desde sempre é a principal renda da comunidade. Por ela, a gente consegue sustentar nossa família. E, o mais importante, a gente não desma ta. Também reutilizamos o ouriço da castanha para carvão, para não ficar jogando na mata. Mantemos a natureza limpa”, explica.

Cacique da Aldeia Babaçuzal, Roseno Rikbaktsa explica que a coleta e a comercialização da castanha é feita coletivamente.
“Na hora de puxar, todos puxam a castanha e, na hora da venda, todos vendem juntos. Hoje tem uma associação comprando, que já manda (deposita) na conta de quem tem produção”, detalha.

“Também sou coletor de castanha e acredito que estamos no caminho certo, de buscar certificação para ter a valorização
do nosso trabalho”, conclui o cacique.

Ao todo, 80 indígenas vivem na TI Escondido, no noroeste de Mato Grosso, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Leia Também:  Governo de Mato Grosso entrega centro de educação inclusiva para alunos com deficiência, autismo e superdotação

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade