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Contato com o idioma desde a infância favorece a aprendizagem, mas desenvolvimento da fluência também pode acontecer na adolescência e na vida adulta
São Paulo (SP), outubro de 2026: Em um cenário acadêmico cada vez mais conectado internacionalmente, o domínio do inglês deixou de estar relacionado apenas a viagens ou oportunidades profissionais. O idioma também ganhou relevância na própria trajetória educacional dos brasileiros, permitindo ampliar o acesso a artigos científicos, livros, pesquisas, cursos, intercâmbios, congressos e conteúdos produzidos por universidades e instituições de diferentes países. Apesar dessa importância, a fluência ainda é uma realidade para uma parcela pequena da população que possui algum conhecimento do idioma. Embora a língua inglesa permaneça como a mais procurada em território nacional, ainda existe um caminho relevante entre o primeiro contato e o desenvolvimento da fluência.
Para Marcia Lima, coordenadora pedagógica do Yázigi, esse cenário reforça a importância de enxergar o aprendizado de uma segunda língua como parte de um processo contínuo de formação. Embora iniciar os estudos ainda na infância ofereça vantagens importantes, principalmente pela maior familiaridade que a criança pode desenvolver com novos sons, estruturas e formas de comunicação, não existe apenas uma fase adequada para aprender.
“O inglês pode acompanhar diferentes momentos da formação de uma pessoa. Na infância, o contato com outro idioma contribui para construir familiaridade de maneira mais natural e progressiva. Na adolescência, passa a ampliar o universo acadêmico e cultural do estudante. Já na vida adulta, pode atender a objetivos muito concretos, como uma graduação, uma pós-graduação, uma experiência internacional ou uma mudança profissional. O mais importante é compreender que aprender uma língua é um processo contínuo”, explica Marcia.
Nos primeiros anos de vida, o aprendizado pode ser trabalhado de maneira lúdica e contextualizada, incorporando músicas, histórias, jogos, situações cotidianas e atividades que façam sentido para a faixa etária. O contato frequente com o idioma também ajuda a criança a perceber e reproduzir diferentes sons e padrões de pronúncia enquanto desenvolve suas próprias habilidades de comunicação. À medida que o estudante avança na educação básica, a segunda língua assume novas funções. Além da conversação, crianças e adolescentes começam a ampliar vocabulário, leitura, escrita e compreensão, competências que podem ser utilizadas para acessar conteúdos educacionais, culturais e tecnológicos disponíveis originalmente em inglês.
“Não se trata apenas de ensinar palavras ou regras gramaticais. Quando o idioma é inserido de maneira contextualizada, o aluno passa a utilizá-lo como uma ferramenta para conhecer outros assuntos, culturas e perspectivas. Isso amplia o repertório que ele leva para toda a trajetória acadêmica”, destaca a coordenadora pedagógica do Yázigi.
No Ensino Médio e na universidade, essa habilidade pode ganhar ainda mais relevância. Parte importante da produção científica internacional é publicada em inglês, e a compreensão do idioma pode facilitar o contato direto com referências acadêmicas, publicações especializadas e materiais complementares, sem depender exclusivamente de traduções. Assim, o conhecimento também pode contribuir para estudantes interessados em programas de intercâmbio, bolsas de estudo, graduação ou pós-graduação no exterior e experiências acadêmicas internacionais. Mesmo para quem pretende desenvolver toda a formação no Brasil, o inglês pode ampliar as fontes utilizadas em pesquisas e trabalhos acadêmicos.
Aprender também é uma possibilidade na vida adulta
Se começar cedo traz benefícios, isso não significa que adolescentes ou adultos tenham perdido a oportunidade de desenvolver uma segunda língua. Segundo Marcia Lima, cada etapa apresenta características próprias de aprendizagem e diferentes motivações. Na vida adulta, por exemplo, o estudante costuma chegar à sala de aula com objetivos mais definidos. Uma pessoa pode buscar o idioma para acompanhar conteúdos da graduação, ingressar em um mestrado ou doutorado, participar de congressos internacionais, preparar-se para um intercâmbio ou simplesmente ampliar sua formação cultural.
“Existe uma ideia de que quem não aprendeu inglês quando criança terá muita dificuldade depois, e isso pode afastar adultos do estudo. O processo é diferente, mas continua sendo possível. O adulto traz repertório, experiências e objetivos que também podem favorecer a aprendizagem. A metodologia precisa considerar o momento de vida e as necessidades de cada estudante”, afirma a especialista.
Para Marcia, essa perspectiva também reforça a importância do conceito de aprendizagem ao longo da vida. Em uma sociedade em que conhecimento, tecnologia e mercado de trabalho passam por transformações constantes, aprender uma segunda língua não precisa ser encarado como uma etapa com começo e fim determinados, mas como uma competência que pode ser construída e aperfeiçoada continuamente.
“Uma criança que começa hoje terá necessidades diferentes quando chegar à universidade ou ao mercado de trabalho. Da mesma maneira, um adulto que retoma os estudos pode descobrir novas possibilidades acadêmicas e profissionais. O idioma evolui junto com os objetivos de cada pessoa. Por isso, mais do que perguntar qual é a idade certa para aprender inglês, devemos incentivar as pessoas a começarem e continuarem aprendendo em qualquer fase da vida”, finaliza a coordenadora pedagógica.
Sobre o Yázigi
Fundado em 1950 em uma pequena sala na cidade de São Paulo, o Yázigi se tornou um marco na história da educação brasileira. A rede foi a da primeira franquia de serviços do Brasil e figura como pioneira entre as escolas de idiomas ao integrar soluções tecnológicas ao aprendizado em sala de aula. Ao longo de mais de sete décadas, a marca construiu uma trajetória focada em inovação, qualidade de ensino e forte conexão com temas sociais e culturais. Atualmente, está presente em mais de 120 cidades, distribuídas por 20 estados brasileiros, com 240 operações que englobam 145 unidades físicas e os cursos ministrados em escolas parceiras, além de contar com cerca de 70 mil alunos atendidos por ano entre crianças, jovens e adultos. Ao longo da história, a marca já impactou mais de 2 milhões de alunos.
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