Da Redação – Airton Marques, Rafael Machado, Luis Vinicius e Giovanna Bitencourt / Do Local – Jardel P. Arruda
Crédito: Pedro Brites/ OD
O último debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso antes do primeiro turno foi marcado por confrontos diretos, acusações e propostas para diferentes áreas da administração estadual. Realizado pela TV Vila Real, o encontro reuniu Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL), Natasha Slhessarenko (PSD), Rafaell Milas (Missão), Maurício Coelho (Mobiliza) e Sargento Laudicério (Agir), que disputam a sucessão no Palácio Paiaguás.
Entre os principais temas que dominaram o debate estiveram incentivos fiscais, saúde, segurança pública, educação, infraestrutura, turismo, violência contra a mulher e situação fiscal do Estado. Os momentos de maior tensão envolveram principalmente Pivetta, Wellington, Natasha e Milas, com acusações relacionadas a incentivos fiscais, corrupção, alianças políticas e episódios da vida pessoal dos candidatos.
O confronto também foi marcado por direitos de resposta e intervenções do mediador para cumprimento das regras. Pivetta chegou a tentar exibir um documento durante uma discussão sobre incentivos fiscais e foi advertido de que a apresentação de documentos era proibida. Já Natasha recebeu direito de resposta no início do segundo bloco após ser chamada de “mentirosa” pelo governador.
Ao longo das rodadas, os candidatos apresentaram propostas para áreas como saúde digital, habitação, educação, geração de empregos, agricultura familiar, turismo e segurança. Nas considerações finais, cada um buscou reforçar sua candidatura: Pivetta prometeu dedicação à população, Wellington destacou a promessa de um “governo humano”, enquanto os demais candidatos pediram votos e defenderam seus projetos para o Estado.
Acompanhe abaixo, em tempo real, os principais momentos do último debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso antes do primeiro turno:
13h21 – ESTÁ ENCERRADO O DEBATE!
13h20 – Nas considerações finais, Natasha Slhessarenko (PSD) buscou reforçar a imagem de candidata de fora da política tradicional, voltou a associar sua campanha à atuação como médica e fez um apelo direto ao eleitorado insatisfeito com os atuais grupos políticos.
A candidata afirmou que pretende governar com foco no cuidado com as pessoas e usou sua trajetória de mais de duas décadas na área da saúde como principal argumento de identificação com o eleitor.
“Eu estou aqui para ser a sua médica. Como médica de posto de saúde que eu sou há mais de 24 anos, eu quero me colocar à sua disposição para cuidar de você e da sua família.”
Na sequência, Natasha afirmou que seus adversários estariam com medo do crescimento de sua candidatura e disse estar empatada com eles nas pesquisas. Também acusou adversários de censura e de impedir sua presença na televisão.
“Eles estão com medo, medo dessa médica assumir.”
No trecho mais duro das considerações finais, Natasha voltou a atacar o sistema político e pediu uma ruptura com os atuais grupos de poder.
“Vamos matar de vez esse sistema perverso e extremamente podre que está aí.”
Ela encerrou pedindo votos no dia 4 de outubro e reforçando o slogan de um governo voltado ao cuidado com a população.
“Vote Doutora Natasha 55 para fazer um Mato Grosso diferente. Um Mato Grosso que cuide de gente.”
13h14 – Rafaell Milas agradeceu à TV Vila Real pela realização do debate e afirmou que a eleição representa uma oportunidade de mudança em Mato Grosso e no país. O candidato também criticou a cobertura da TV Globo e alegou ter sido prejudicado pela emissora durante a campanha.
Rafaell pediu votos para sua candidatura ao governo e para Renan Santos (Missão), que disputa a Presidência da República. Ele também pediu apoio aos candidatos do partido que concorrem à Câmara dos Deputados.
Ao encerrar, afirmou que tem propostas apresentadas em seu programa de governo e voltou a defender uma mudança no Estado. “Há uma chance, sim, de a gente mudar esse Estado. Há uma chance de mudar o Brasil também”, declarou.
13h13 – Pivetta encerra a participação no debate prometendo dedicar ‘toda força e energia’ para melhorar vida da população.
Nas considerações finais, Otaviano Pivetta (Republicanos) deixou de lado os embates com os adversários e utilizou seu último minuto para assumir um compromisso com os eleitores. O governador afirmou que administrar o Estado exige conhecimento, razão e capacidade de se colocar no lugar da população.
“Para governar, precisa da razão, precisa conhecimento e precisa de coração para se colocar no seu lugar, para se colocar no lugar do outro”, afirmou.
Pivetta citou sua trajetória como prefeito de Lucas do Rio Verde e disse que mantém uma postura de inconformismo diante dos problemas que ainda não foram solucionados pelo poder público.
“Vivo indignado com o que falta fazer, com a incapacidade que, às vezes, o Estado tem de resolver todos os problemas”, declarou.
Ao encerrar sua participação no último debate do primeiro turno, Pivetta prometeu dedicação caso permaneça no comando do Palácio Paiaguás. “Eu vou dedicar toda a minha força, toda a minha energia para melhorar a vida do povo mato-grossense”, concluiu.
13h12 – Nas considerações finais, Sargento Laudicério (Agir) agradeceu à imprensa pela oportunidade de apresentar suas propostas e afirmou que a cobertura permitiu levar seu projeto aos 142 municípios de Mato Grosso.
O candidato destacou que disputa a eleição com menos recursos e agradeceu especialmente aos profissionais de imprensa. “Se não fossem os senhores, nós não teríamos oportunidade de levar todo o nosso projeto para os 142 municípios”, afirmou.
Ao encerrar sua participação, Laudicério disse que sua mãe o ensinou a prestar reverência como forma de agradecimento. Ele então foi à frente e inclinou o tronco em direção aos jornalistas, fazendo uma reverência antes de agradecer novamente.
“Sargento Laudicério, número 36”, finalizou.
13h11 – Nas considerações finais, Wellington Fagundes (PL) buscou encerrar o debate reforçando a imagem de um governo “humano” e direcionou parte da fala aos servidores públicos. Ele prometeu pagar valores atrasados da Revisão Geral Anual (RGA) e disse que a categoria teria um parceiro no governo.
“Vou pagar a RGA atrasada e vocês terão um parceiro junto do governo.”
Na sequência, Wellington elevou o tom político e fez uma referência indireta às acusações de agressão contra Otaviano Pivetta, ao pedir que o eleitor não vote em “candidato que agride mulher”.
“Não vote em candidato que agride mulher.”
Por fim, Wellington vinculou sua candidatura estadual à de Flávio Bolsonaro e pediu votos para ambos, afirmando que pretende “acelerar Mato Grosso” e promover um governo voltado à geração de prosperidade para as famílias.
“Para acelerar o Mato Grosso e fazer um governo humano, vote Wellington 22.”
13h09 – Na consideração final, Maurício Coelho afirmou que o debate foi uma oportunidade para o eleitor conhecer os candidatos sem as diferenças de estrutura existentes no horário eleitoral. Ele destacou que não utiliza fundo eleitoral e disse que, por isso, pode ter menos exposição durante a campanha.
O candidato afirmou que decidiu disputar o governo para defender pautas que considera difíceis de avançar e disse ter levado seus temas ao debate público. “Eu vim ser candidato porque eu acredito que é preciso lutar até pelas causas que pareçam a princípio impossíveis”, declarou.
Ao encerrar sua participação, Maurício pediu diretamente o voto dos eleitores e também que eles conversem com familiares sobre a candidatura. “E agora eu preciso do seu voto”, afirmou.
13h06 – TERMINA O BLOCO. NO RETORNO, OS CANDIDATOS FARÃO AS CONSIDERAÇÕES FINAIS.
13h05 – Milas chama Wellington de ‘ex-candidato’ e mira aliados; senador promete barrar condenados no governo.
Rafaell Milas (Missão) direcionou seu confronto a Wellington Fagundes (PL), a quem voltou a provocar chamando de “ex-candidato”. Em vez de formular uma pergunta, Milas utilizou praticamente todo o tempo para fazer acusações sobre pessoas ligadas ao senador e questionar quem poderia ocupar cargos em uma eventual gestão do candidato do PL.
Milas citou Pedro Henry, que atua na campanha de Wellington, e Sinésio Nunes de Oliveira, ligado ao gabinete do senador. O candidato do Missão mencionou condenações e acusações atribuídas aos dois e questionou se Wellington teria condições de garantir critérios de integridade para a composição de um eventual governo.
“É sério mesmo, pessoal? Nós vamos entregar a chave do Palácio Paiaguás para o senhor envolvido com braço direito envolvido em corrupção?”, provocou Milas.
Wellington respondeu que “cada um responde pelo seu CPF” e usou seus 36 anos de vida pública para defender a própria trajetória. “Nunca fui condenado, eu sou ficha limpa, sou vida limpa”, afirmou.
O senador prometeu ainda editar, no primeiro dia de um eventual mandato, um decreto para estabelecer critérios para a ocupação de cargos de confiança. Segundo Wellington, apenas pessoas que atendam às exigências de “ficha limpa” poderão integrar sua administração. Ele citou como referência uma legislação de Sinop que restringe a nomeação de pessoas envolvidas em agressões contra mulheres.
Milas voltou à carga na réplica e acusou Wellington de contradição entre a promessa e a composição atual de sua equipe. “O senhor disse que vai fazer quando chegar no governo, mas você não aplica essa regra hoje no seu gabinete”, afirmou.
Na tréplica, Wellington reiterou a promessa do decreto e tentou deslocar o confronto para o grupo de Otaviano Pivetta (Republicanos), citando pessoas ligadas ao atual governo e questionamentos sobre contas do adversário. “Eu lhe garanto que será feito no meu primeiro dia de governo o decreto para que ninguém ocupe cargo público que tenha feito qualquer coisa que a lei não permita”, concluiu.
13h03 – Rafaell Milas (Missão) questionou Maurício Coelho (Mobiliza) sobre propostas para combater a corrupção, citando especialmente o uso de emendas parlamentares.
Maurício afirmou que pretende criar uma delegacia especializada em casos complexos e disse que as investigações devem começar por pessoas sem foro privilegiado, como lobistas e supostos “laranjas”, para posteriormente alcançar eventuais envolvidos com foro.
“Se tem alguém aqui que tem coragem para enfrentar os corruptos e os corruptores, sou eu”, afirmou.
Na réplica, Milas apresentou a proposta de uma Lei de Responsabilidade Gerencial, que condicionaria o recebimento de emendas parlamentares por municípios à melhora de indicadores de áreas como educação, saúde e segurança.
Maurício voltou a destacar seu histórico profissional e afirmou que nunca recebeu dinheiro público nem participou de licitações. “Eu nunca participei de uma licitação, nenhuma empresa minha nunca participou de licitação”, declarou.
13h01 – Wellington Fagundes (PL) levou o debate para o turismo e perguntou a Maurício Coelho (Mobiliza) como pretende estruturar o setor em Mato Grosso, citando o potencial do Pantanal, Cerrado e Amazônia e a necessidade de ampliar a infraestrutura para receber visitantes.
Maurício respondeu defendendo uma participação maior da iniciativa privada. Segundo ele, seu plano de governo prevê linhas de crédito para acelerar projetos ligados ao turismo, com retorno dos recursos aos cofres públicos. O candidato também propôs uma estratégia para ampliar a divulgação de Mato Grosso fora do Estado, com participação direta de agências de viagens.
“Nós vamos levar Mato Grosso para o mundo, comissionando quem vende o turismo no mundo e trazendo gente para cá.”
Na réplica, Wellington desviou inicialmente do turismo para fazer uma defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem classificou como “o homem mais injustiçado desse país”. Depois, retomou o tema econômico e defendeu a criação de linhas de crédito voltadas aos pequenos empreendedores do setor, citando pousadas e pescadores.
“Criar o crédito para o pequeno poder investir na sua pousada, para que o pescador seja valorizado.”
Wellington também criticou a situação dos pequenos pescadores e afirmou que pretende garantir o pagamento do seguro-defeso em dia, além de evitar medidas que, segundo ele, penalizam a categoria.
Na tréplica, Maurício praticamente abandonou a discussão sobre turismo e utilizou o espaço para fazer um apelo direto ao eleitorado. Ele apresentou sua candidatura como alternativa aos nomes tradicionais da política e reforçou que pretende colocar pequenos produtores e empreendedores no centro das políticas públicas.
“É a primeira vez que o pequeno foi para a pauta. Eu trouxe você para a pauta. A pauta não é mais só dos gigantes.”
15h58 – Wellington questionou Rafaell Milas sobre como pretende evitar casos de corrupção envolvendo servidores e aposentados, citando o Banco Master. Na resposta, Rafaell rebateu o questionamento e partiu para o confronto com o adversário, citando o apoio de Wellington a Flávio Bolsonaro.
Rafaell afirmou que pretende criar um painel público para acompanhar cada centavo gasto pelo governo, incluindo emendas parlamentares e obras. Em seguida, citou pessoas ligadas à campanha de Wellington e fez acusações sobre condenações envolvendo Pedro Henry e Cinésio. “O principal de combater a corrupção é não ter corruptos por perto”, afirmou.
Wellington respondeu prometendo endurecer contra o Banco Master caso seja eleito e disse que pretende editar, no primeiro dia de governo, um decreto para expulsar a instituição do Estado. Também afirmou que vai pagar a RGA dos servidores em dia e quitar valores atrasados.
Na tréplica, Rafaell voltou a cobrar uma posição de Wellington sobre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. “Não adianta o senhor vir com o papinho de que combate corrupção, o senhor anda com corruptos condenados ao seu lado”, afirmou ao citar Pedro Henry e Cinésio.
12h55 – Maurício cobra Pivetta para suspender descontos de consignados; governador cita R$ 100 milhões depositados em juízo.
Maurício Coelho (Mobiliza) voltou a escolher Otaviano Pivetta (Republicanos) e levou ao debate as denúncias de fraudes envolvendo empréstimos consignados e cartões de benefício de servidores públicos estaduais. O candidato cobrou que o governador suspenda diretamente na folha os descontos referentes às operações contestadas.
Maurício pediu que Pivetta assumisse publicamente o compromisso de interromper os repasses assim que deixasse o debate. “Saindo daqui, isso vai chegar na sede do governo e vai parar os repasses dos empréstimos fraudulentos”, provocou.
Pivetta respondeu que, quando ocupou interinamente o Governo em 2025, encaminhou à Assembleia Legislativa uma lei para extinguir os cartões de benefício e restringir a concessão de consignados. O governador afirmou ainda que o Estado acionou 14 instituições financeiras envolvidas nas operações questionadas.
“Nós estamos depositando em juízo. Já temos mais de R$ 100 milhões em juízo em defesa desses servidores que foram assaltados”, declarou. Pivetta disse que as medidas são tomadas com orientação jurídica e citou a vice Gisela Simona (União) como uma das pessoas que o orientaram sobre o assunto.
Maurício rebateu afirmando que a legislação não interrompeu os descontos das operações anteriores que são apontadas como fraudulentas. Para ele, o Estado deveria suspender imediatamente a cobrança e deixar às instituições financeiras a responsabilidade de recorrer à Justiça para comprovar eventual direito aos valores.
“Tenha coragem de parar os descontos. Se quem fraudou acha que merece receber, é quem fraudou que tem que entrar na Justiça pedindo para receber”, afirmou.
Pivetta não assumiu o compromisso de suspensão imediata proposto pelo adversário. Disse que depende da orientação da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para adotar medidas juridicamente possíveis e voltou a citar os valores depositados judicialmente.
“Vontade política para isso e disposição eu tenho. Nós temos uma PGE que nos orienta juridicamente em todas as medidas que nós vamos tomar”, afirmou. Segundo o governador, caso a Justiça reconheça o direito dos servidores ao final dos processos, os valores depositados serão devolvidos.
12h54 – Maurício Coelho (Mobiliza) questionou Otaviano Pivetta (Republicanos) sobre as renúncias fiscais concedidas a empresas ligadas ao candidato e perguntou se o Grupo Excelência continuaria funcionando caso os benefícios fossem retirados.
Pivetta afirmou que os incentivos fazem parte de uma política pública que alcança cerca de 1,5 mil empresas em 130 municípios. Também disse que as empresas das quais é sócio geram cerca de 2 mil empregos diretos em Mato Grosso e já pagaram R$ 1 bilhão em impostos no período citado.
“Eu nunca tive privilégio, nunca tratei com um secretário, com um ex-secretário, com um deputado. Eu trabalho formalmente”, afirmou.
Na réplica, Maurício disse que a discussão não era moral, mas orçamentária, e voltou a questionar se as empresas conseguiriam manter as atividades sem os incentivos fiscais.
Pivetta respondeu que está afastado da administração de suas empresas desde 2016 e afirmou que a gestão é feita pelos sócios e diretores. “Eu quero dedicar a minha capacidade, o meu conhecimento, tudo que Deus me deu e o Mato Grosso me deu, eu quero dedicar ao povo mato-grossense”, disse.
12h50 – Natasha Slhessarenko (PSD) elevou o tom contra Otaviano Pivetta (Republicanos) ao reunir uma sequência de acusações envolvendo a trajetória política, empresarial e administrativa do governador. Ela citou suposta condenação relacionada à compra de ambulâncias superfaturadas, recursos que teriam saído do governo e chegado a uma usina ligada a Pivetta no Piauí, desvios na Saúde e renúncias fiscais concedidas a empresas do grupo do governador. Em seguida, resumiu o ataque em uma pergunta direta sobre a mudança de comportamento do adversário.
“Você não era assim. O que mudou? O Pivetta ou o poder?”
Pivetta não respondeu individualmente a cada uma das acusações. Em vez disso, devolveu o ataque à adversária e afirmou que quem teria mudado foi Natasha. Na sequência, recorreu à própria trajetória pessoal e empresarial, destacando que chegou a Mato Grosso há 44 anos, construiu negócios, gerou empregos e pagou impostos.
O governador também defendeu a política de incentivos fiscais, argumentando que empresas enquadradas no Prodeic ajudam a sustentar parte relevante da arrecadação estadual e, consequentemente, serviços como saúde, educação, segurança e infraestrutura.
“Falar é muito fácil, fazer que é difícil. Eu sou do fazimento, eu gosto de fazer e o povo que me conhece sabe disso.”
Na réplica, Natasha intensificou as acusações e passou a atingir também pessoas próximas a Pivetta. Ela afirmou que integrantes do entorno político do governador estariam envolvidos em casos de corrupção e citou episódios relacionados à composição da chapa e à Casa Civil. Em seguida, questionou por que, segundo ela, apenas Pivetta estaria fora dessas suspeitas.
“Então, só o Pivetta não é corrupto? Estranho, não é?”
Natasha ainda retomou acusações pessoais contra o governador envolvendo a ex-esposa. Nesse ponto, a fala avançou para um terreno sensível e acusatório, que precisa ser tratado com bastante cautela fora do contexto do debate e sempre de forma atribuída.
Na tréplica, Pivetta evitou rebater ponto a ponto as novas acusações e adotou um tom mais institucional. Disse considerar lamentável ouvir aquele tipo de ataque, mas afirmou que isso faz parte do jogo democrático. Depois, voltou à própria biografia política e apresentou sua trajetória em Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e no Médio-Norte como base para pedir continuidade do projeto de governo.
“É lamentável que nessas ocasiões a gente tenha que ouvir tudo isso. Mas é do jogo democrático e eu me proponho a jogar o jogo.”
12h46 – Natasha questionou Maurício Coelho sobre a política de incentivos fiscais e citou os cerca de R$ 500 milhões em renúncias que, segundo ela, teriam sido concedidos a uma empresa ligada ao governador Otaviano Pivetta. A candidata quis saber como ele pretende atrair empresas e preservar empregos sem abrir mão da arrecadação.
Maurício defendeu uma revisão das renúncias e afirmou que uma parcela significativa dos benefícios está concentrada em grandes empresas. Segundo ele, metade das renúncias estaria concentrada em 30 companhias.
“Essa conversa de que vai gerar desemprego, tirar essas renúncias que estão indo para 30 gigantes, é uma conversa fiada”, afirmou.
Natasha disse ser favorável aos incentivos, mas defendeu que os benefícios tenham prazo e sejam acompanhados pelos resultados em geração de empregos e desenvolvimento. Ela também afirmou que, em seu eventual governo, políticos e familiares não receberiam renúncias fiscais.
Na tréplica, Maurício questionou se os incentivos são, de fato, responsáveis pela atração de empresas e citou o grupo de Pivetta como exemplo de crescimento da cadeia do agronegócio.
Para ele, a renúncia fiscal acaba beneficiando empresas que já se expandiriam naturalmente. “A renúncia fiscal depois só vem para engordar o lucro”, afirmou.
12h43 – Pivetta cita crise de 2019 e questiona Laudicério sobre salários; candidato propõe revisar incentivos.
Em confronto no terceiro bloco, Otaviano Pivetta (Republicanos) escolheu Sargento Laudicério (Agir) e usou a situação fiscal encontrada pelo atual grupo político ao assumir o governo, em 2019, para questionar como o adversário pretende garantir o pagamento de salários e aposentadorias dos servidores.
Pivetta lembrou que Laudicério, como servidor da Segurança Pública, enfrentou os atrasos salariais registrados naquele período. Segundo o governador, o Estado acumulava mais de 11 mil credores e enfrentava dificuldades até para manter viaturas policiais em circulação.
“Nós mudamos a história de Mato Grosso de 2019 para cá. […] O senhor foi vítima disso também, de atraso de salário. O que o senhor vai fazer na gestão fiscal para garantir o salário e a aposentadoria para os nossos servidores?”, perguntou.
Laudicério respondeu que pretende revisar renúncias e incentivos fiscais, além dos contratos mantidos pelo Estado, com corte daqueles que considerar sem resultados. O candidato também defendeu buscar recursos do governo federal independentemente de divergências partidárias ou ideológicas.
“Uma coisa é meu conceito ideológico, outra coisa é a luta para o povo”, afirmou. Laudicério também criticou situações em que parlamentares precisam recorrer à Justiça para obter a liberação de emendas, argumentando que disputas políticas acabam prejudicando a população.
Na réplica, Pivetta defendeu o modelo de gestão adotado desde 2019 e afirmou que Mato Grosso passou a figurar entre os estados com melhores indicadores de investimento e equilíbrio fiscal. “Cuidar do dinheiro público e prestar bons serviços é a nossa obrigação”, disse, prometendo manter investimentos em educação, saúde, infraestrutura e segurança.
Laudicério reconheceu avanços, mas afirmou que ainda existem “lacunas” na administração estadual. Citou como exemplos a disponibilidade de viaturas nas periferias e dificuldades de acesso aos serviços de saúde. “Reconheço, mas ainda assim há lacunas. Então é nessas lacunas que nós iremos trabalhar”, concluiu.
12h40 – Otaviano Pivetta (Republicanos) questionou Natasha Slhessarenko (PSD) sobre propostas para fomentar o turismo em Mato Grosso e destacou investimentos em rodovias feitos durante os últimos sete anos.
Natasha afirmou que o governo priorizou estradas, mas deixou de lado outras áreas e criticou as condições de algumas rodovias. Como proposta para o turismo, citou a região da Chapada dos Guimarães e defendeu a conclusão das obras no Portão do Inferno, além da construção de um viaduto no local.
“Realmente, fizeram muita estrada, mas esqueceram das pessoas e estradas ruins”, afirmou.
Na réplica, Pivetta disse que a duplicação da MT-251 está parada no Ibama e afirmou que pretende priorizar o desenvolvimento do Vale do Rio Cuiabá, com foco em Cuiabá e Várzea Grande. Também citou a chegada da ferrovia e a criação de um hub aeroportuário como fatores de desenvolvimento.
Natasha rebateu dizendo que o governo levou oito anos para anunciar atenção a Cuiabá e Várzea Grande. A candidata também afirmou que pretende concluir a duplicação da MT-251 e construir o viaduto na região do Portão do Inferno.
“É uma pena que leva oito anos para falar que agora vai cuidar de Cuiabá e Várzea Grande”, disse.
12h38 – Sargento Laudicério (Agir) levou o debate para uma situação cotidiana enfrentada por motoristas de baixa renda: a perda do único veículo da família por pendências administrativas. Ele questionou Rafaell Milas (Missão) sobre até que ponto o Estado deve apenas punir e quando deveria oferecer mecanismos de regularização, sem flexibilizar infrações de trânsito.
Milas, porém, ampliou a resposta e transformou o tema em uma crítica ao tamanho e ao custo da máquina pública em Mato Grosso. Ele afirmou que o problema não está apenas na cobrança de impostos ou nas penalidades administrativas, mas no que classificou como uma estrutura de privilégios mantida pelo poder público.
“Mato Grosso é o Estado dos privilégios.”
Na sequência, Milas citou os custos de estruturas políticas e institucionais, incluindo prefeituras, Assembleia Legislativa, Câmara de Cuiabá e Judiciário, e defendeu que uma redução desses gastos permitiria redirecionar recursos para áreas como infraestrutura e serviços à população.
Na réplica, Laudicério voltou ao ponto original da pergunta e deu exemplos concretos de motoristas que têm veículos apreendidos por irregularidades. Ele citou casos em Cuiabá e Tangará da Serra para defender que o Estado ofereça condições de regularização, especialmente para quem depende do veículo para trabalhar ou sustentar a família.
“Como dar condições disso? Esse é o nosso programa: reeducar essas pessoas e dar condições para que possam pagar o IPVA realmente parcelado de forma justa.”
Na tréplica, Milas concordou que o IPVA é um imposto que considera injusto, mas voltou à tese central de sua campanha: a redução de privilégios dentro do Estado. Segundo ele, não é possível falar em desenvolvimento sem rever gastos com a estrutura política e com parcelas do alto escalão do funcionalismo.
“Aqui tem que ser um Estado desenvolvido e rico para as pessoas.”
12h35 – RECOMEÇA O DEBATE!
No terceiro bloco do debate, o Sargento Laudicério questionou Pivetta sobre a RGA e a perda salarial acumulada pelos servidores públicos, estimada em 18,38% desde 2017 da gestão Pedro Taques (PSB). Ele quis saber se o compromisso do governador é apenas garantir a revisão anual daqui para frente ou também negociar a recomposição do percentual perdido.
Pivetta afirmou que sua gestão colocou as contas do Estado em ordem e citou a criação do Fundo de Previdência, que, segundo ele, já acumula mais de R$ 3 bilhões. Sobre a RGA, disse que pretende discutir o tema com os servidores e prometeu transparência nas negociações. “Nós vamos fazer um debate transparente, público, na mesa, sem prometer, sem enganar ninguém”, afirmou.
Na réplica, Laudicério defendeu que a valorização dos servidores também ajuda a movimentar a economia local. Em tom descontraído, citou a compra de um espetinho de R$ 5 como exemplo do consumo que pretende estimular.
Pivetta encerrou o confronto afirmando que pretende ampliar para todo Mato Grosso a política de desenvolvimento que, segundo ele, implantou no Médio Norte. “Nós sabemos fazer isso e faremos isso daqui para frente”, afirmou.
11h57 – O DEBATE É INTERROMPIDO PARA O INÍCIO O HORÁRIO ELEITORAL.
11h56 – Natasha e Milas encontram convergência em propostas de aplicativo para a saúde
O confronto entre Natasha Slhessarenko (PSD) e Rafaell Milas (Missão) teve um tom diferente dos embates anteriores. Em vez de divergências, os dois candidatos encontraram convergência em propostas semelhantes previstas em seus planos de governo para digitalizar o atendimento na saúde pública.
Natasha escolheu Milas e pediu que o adversário explicasse o “APP da Saúde”, proposta que prevê concentrar informações e serviços do paciente em um aplicativo. A médica destacou que seu programa também contempla uma ferramenta para permitir ao cidadão acompanhar filas, consultas e exames pelo celular.
Milas afirmou que pretende integrar os dados dos pacientes ao DataSUS e utilizar inteligência artificial para organizar informações, estoques de medicamentos e a regulação de procedimentos. “Vai ter um aplicativo na mão do cidadão, onde ele vai acompanhar os exames dele, a quantas anda, haverá o prontuário único, onde o cidadão vai poder, através do CPF dele, ser atendido no Estado inteiro”, explicou.
Segundo o candidato do Missão, a ferramenta também permitiria que médicos consultassem o histórico dos pacientes e seria utilizada para controlar os estoques de medicamentos. Milas defendeu ainda a expansão da telemedicina como forma de levar especialistas a municípios do interior.
Natasha concordou com a proposta e afirmou que ferramentas semelhantes já são utilizadas no Brasil. A candidata disse que seu projeto também prevê teleconsultas, acompanhamento da posição do paciente nas filas e agendamento de exames e consultas.
“O aplicativo vai permitir que você saiba a sua ordem na fila e marque seus exames e também as suas consultas. Isso vai diminuir em cerca de 50% o tempo de espera”, afirmou Natasha.
Milas encerrou reforçando que a digitalização permitiria ampliar a transparência para os usuários e facilitar o atendimento especializado a distância. “Vai trazer a telemedicina para poder levar o especialista para o interior, aqui de Cuiabá atendendo em Juína, por exemplo, um cardiologista”, disse.
11h55 – Natasha Slhessarenko (PSD) questionou Sargento Laudicério (Agir) sobre as propostas para a segurança pública e citou dados que atribuiu ao Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Segundo ela, houve redução de 27,5% nos recursos destinados ao policiamento entre 2024 e 2025 e faltam policiais nas ruas. O Anuário é elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública a partir de dados oficiais. Fórum Brasileiro de Segurança Pública
Laudicério defendeu a valorização dos policiais militares, civis e penais, com melhorias nas condições de trabalho, saúde mental e progressão de carreira. Também afirmou que é necessário ampliar o efetivo da segurança pública.
“Eu fui mesmo com risco da própria vida. Agora o Estado não pode usurpar do meu compromisso”, afirmou.
Na réplica, Natasha defendeu a realização de concursos e afirmou que policiais que atualmente exercem funções administrativas devem voltar às ruas.
“Policial valorizado é policial na rua”, disse.
Laudicério voltou a defender a valorização dos profissionais e destacou ser o primeiro policial militar candidato ao Governo de Mato Grosso. “Valorize o que está dentro de você, que conhece a sua realidade”, afirmou.
11h53 – Otaviano Pivetta (Republicanos) levou a pergunta para a infraestrutura, qualificação profissional e geração de empregos, defendendo que Mato Grosso precisa avançar na verticalização da produção para agregar valor às riquezas produzidas no Estado.
Wellington Fagundes (PL), porém, começou a resposta contestando a forma como Pivetta descreveu Mato Grosso como um Estado “novo”. Ele recuperou aspectos históricos da formação do Estado, citando bandeirantes, Vila Bela da Santíssima Trindade, comunidades ribeirinhas, quilombolas, indígenas, nordestinos e, posteriormente, migrantes do Sul. Em seguida, argumentou que o desenvolvimento de Mato Grosso ocorreu com pesquisa, tecnologia e investimento.
Depois, Wellington levou a resposta para sua própria atuação política e afirmou que sempre incentivou obras de infraestrutura, citando a duplicação entre Cuiabá e Rondonópolis. Na sequência, atacou diretamente a gestão de Pivetta ao mencionar as intervenções no Portão do Inferno e acusar o atual governo de gastar recursos sem entregar um serviço adequado.
“O governo do fazimento malfeito. O governo Wellington vai ser o governo de fazer bem feito.”
Na réplica, Pivetta explicou que, ao classificar Mato Grosso como um Estado novo, estava se referindo à sua formação recente quando comparada à história mais ampla. O governador então retomou o discurso de continuidade das obras e destacou projetos de infraestrutura para a Baixada Cuiabana.
“Nós estamos construindo esse Estado para todos os mato-grossenses. O progresso e o desenvolvimento estão chegando na Baixada Cuiabana.”
Pivetta também citou a chegada de um ramal ferroviário à região e apresentou o projeto como parte do processo de expansão da infraestrutura estadual.
Na tréplica, Wellington contestou a tentativa de atribuir os avanços exclusivamente ao atual governo. Ele afirmou que projetos estruturantes dependem da participação de diferentes agentes políticos e citou a bancada federal, o senador Jayme Campos e a atuação histórica de Vicente Vuolo na defesa da ferrovia.
“Isso não é obra de um só.”
Wellington sustentou que a implantação e expansão da ferrovia resultam de uma construção coletiva e encerrou o confronto reivindicando participação própria e da bancada federal nesse processo.
11h47 – Pivetta destacou os investimentos feitos na educação durante a gestão e afirmou que Mato Grosso deixou as últimas posições entre os estados brasileiros. Durante o debate, ele questionou o Sargento Laudicério (Agir) sobre as propostas para melhorar a área.
Na resposta, Laudicério contestou os resultados apresentados pelo governo e citou o desempenho de Mato Grosso no PISA, afirmando que o Estado aparece em 24º lugar. Ele também denunciou supostas mudanças de matrícula de estudantes no interior para mascarar casos de evasão escolar. “Está sendo maquiado por grande parte da equipe técnica que está trabalhando com o senhor”, acusou.
Pivetta rebateu afirmando que o governo trabalha para reduzir a evasão e aumentar a permanência dos jovens nas escolas. Ele citou investimentos no novo modelo de unidades, com piscina semiolímpica, ginásio, refeitório e cozinha industrial.
Na tréplica, Laudicério defendeu que os resultados sejam analisados conforme a realidade de cada escola, com atenção aos alunos em situação mais vulnerável. “A partir do momento que você trabalha com média, você desfavorece o menos favorecido lá embaixo”, afirmou.
11h45 – Wellington usa pergunta a Laudicério para defender emenda destinada a pesquisas na Antártica.
Em sua segunda pergunta no segundo bloco, Wellington Fagundes (PL) escolheu Sargento Laudicério (Agir) e aproveitou o confronto para defender a destinação de aproximadamente R$ 600 mil de uma emenda parlamentar de sua autoria para atividades do Programa Antártico Brasileiro (Proantar). O repasse de recursos para pesquisas fora de Mato Grosso entrou no debate eleitoral nos últimos dias.
Wellington relacionou o investimento a estudos sobre mudanças climáticas e câncer e questionou Laudicério, que possui formação acadêmica em nível de mestrado e doutorado, sobre a importância do financiamento público à pesquisa científica.
“Esse investimento que eu fiz foi para pesquisa, para o câncer e para que o Brasil estivesse na Antártica, a influência do clima, que pode influenciar na vida e na produção de Mato Grosso”, afirmou Wellington.
Laudicério respondeu que Mato Grosso ainda oferece pouco incentivo à pesquisa e usou a própria trajetória acadêmica como exemplo. Segundo ele, não recebeu apoio durante seu mestrado e doutorado. O candidato aproveitou a resposta para defender uma administração formada por critérios técnicos e sem indicações decorrentes de acordos políticos.
“As pessoas, os secretários irão trabalhar por competência técnica. Não tem como eu fazer um governo simplesmente por amizade, porque é coleguinha, porque é fulano que financiou minha campanha e eu preciso retornar para ele agora”, declarou.
Na réplica, Wellington prometeu ampliar investimentos nas universidades, na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), na educação profissionalizante, em ciência e tecnologia. Também voltou a prometer o pagamento de Revisão Geral Anual (RGA) que considera pendente aos servidores públicos.
Laudicério encerrou questionando se Wellington manterá os investimentos em pesquisa caso não seja eleito governador e voltou a defender mais recursos para a Unemat. Segundo o candidato do Agir, a universidade precisa de valorização da pesquisa e da realização de concursos públicos.
11h42 – Wellington Fagundes (PL) questionou Maurício Coelho (Mobiliza) sobre propostas para gerar emprego e melhorar as condições dos pequenos agricultores, destacando a importância da agricultura familiar e defendendo a ampliação da atuação da Empaer nos municípios.
Maurício propôs direcionar R$ 1,3 bilhão em crédito de ICMS sobre combustíveis para produtores e transportadoras, com o objetivo de reduzir custos do setor. Segundo ele, a medida poderia gerar uma economia de até R$ 2,3 bilhões.
O candidato também criticou a política de incentivos fiscais e afirmou que os pequenos produtores estão enfrentando dificuldades financeiras. “O produtor e o pequeno produtor, principalmente, está com a corda no pescoço hoje”, disse.
Na réplica, Wellington defendeu mudanças no Fethab para ampliar investimentos em habitação e afirmou que pretende garantir acesso à casa própria e a serviços de saúde.
Na tréplica, Maurício voltou a defender que o governo priorize pequenos trabalhadores urbanos e rurais e criticou a concentração de benefícios nos grandes produtores.
“A massa da população que está sustentando esse Estado está com dificuldade”, afirmou.
11h39 – Maurício Coelho (Mobiliza) voltou a explorar a situação econômica de Mato Grosso ao questionar Wellington Fagundes (PL). Na pergunta, ele afirmou que o Estado caminha para um cenário de déficit fiscal e citou aumento no custo da cesta básica e queda da indústria para perguntar como Wellington pretende reverter esse quadro.
Wellington respondeu defendendo um governo descentralizado, com estruturas regionais e presença de secretários fora de Cuiabá. Citou Sinop, Araguaia, Baixada Cuiabana e região Oeste e afirmou que pretende usar incentivos fiscais para estimular a industrialização e a geração de empregos, inclusive atraindo empresas dispostas a agregar valor à produção dentro do Estado.
Ao falar dos incentivos, Wellington voltou a atacar Otaviano Pivetta e repetiu a crítica de que empresas ligadas ao governador teriam recebido cerca de R$ 500 milhões em benefícios fiscais ao longo dos últimos anos.
“Nós vamos levar [incentivo] para o pequeno, para o médio, mas para o grande que queira gerar emprego aqui. Incentivar para exportar matéria-prima sem valor agregado, não.”
Na réplica, Maurício praticamente deixou de lado a pergunta original e transformou o espaço em um apelo direto ao eleitor. Ele comparou sua participação neste debate com o confronto realizado dois dias antes e afirmou que sua presença estaria mudando a dinâmica contra Pivetta. Também pediu explicitamente uma vaga no segundo turno.
“Me leva para o segundo turno, que é o ganho do Pivetta. […] Eu estou aqui, eleitor, para me comprometer com a oposição, com mudar esse Estado.”
A fala representa uma mudança clara no tom de Maurício: em vez de apenas confrontar os adversários, ele passou a apresentar sua candidatura como alternativa dentro do campo de oposição ao atual governador.
Na tréplica, Wellington voltou ao eixo econômico e usou seus 36 anos de mandato como argumento de experiência política e capacidade de buscar recursos. Ele afirmou que pretende captar investimentos em Brasília ou onde houver recursos disponíveis para estimular a industrialização e a geração de empregos em Mato Grosso.
“Eu tenho experiência, conheço os caminhos. Trinta e seis anos de mandato e vou buscar os recursos para aqueles que quiserem investir no Mato Grosso de verdade.”
11h37 – Maurício levou para o debate da TV Vila Real uma crítica à gestão do Hospital Central e questionou Natasha sobre os valores repassados à organização social responsável pela unidade. Segundo o candidato, o contrato prevê 90% do pagamento de forma fixa, independentemente da produção, o que, na avaliação dele, estaria contribuindo para a demora na realização de cirurgias.
Natasha concordou com as críticas e afirmou que o Estado gasta bilhões com saúde sem conseguir garantir atendimento à população. Ela citou os valores pagos ao Hospital Central e o número de pacientes atendidos para questionar a relação entre o custo da unidade e os resultados apresentados. “Mato Grosso paga muito e tem um serviço péssimo”, afirmou.
Na réplica, Maurício elevou o tom e afirmou que os gastos com o Hospital Central já chegariam a R$ 255 milhões entre janeiro e agosto, considerando instalação, despesas pré-operacionais e custeio. Segundo ele, o valor teria resultado em cerca de 2 mil cirurgias, enquanto o mesmo recurso poderia ter permitido realizar aproximadamente 14 mil procedimentos.
Natasha voltou a criticar a aplicação dos recursos na saúde e mencionou problemas apontados pela CPI da Saúde. Ela também citou o Hospital Regional de Alta Floresta, afirmando que a unidade foi inaugurada em março, mas só começou a funcionar meses depois. Para a candidata, não basta entregar as estruturas: é necessário garantir médicos, exames e atendimento de média e alta complexidade.
11h32 – Laudicério cobra Wellington por rompimento com antigo grupo; senador diz ter se ‘decepcionado’.
Na segunda pergunta do segundo bloco, Sargento Laudicério (Agir) escolheu Wellington Fagundes (PL) e cobrou explicações sobre a mudança de posição do senador em relação ao grupo político que hoje critica. Wellington esteve na mesma aliança de Mauro Mendes e Otaviano Pivetta em 2022, quando os três disputaram a eleição pela mesma coligação e foram eleitos.
“Qual política do atual grupo o senhor apoiou e hoje reconhece que fracassou? Diga uma, assuma a responsabilidade e explique o que faria diferente”, questionou Laudicério.
Wellington não apontou especificamente uma política que tenha apoiado e posteriormente considerado fracassada. Em vez disso, destacou seus 36 anos de mandato e afirmou que historicamente apoiou presidentes, governadores e prefeitos por se considerar “municipalista convicto”.
O candidato do PL disse, porém, ter se decepcionado com a administração de Mauro Mendes e Pivetta. “Eles enveredaram não para servir à população, e sim servir-se do governo”, afirmou. Na sequência, voltou a acusar Pivetta de ter sido beneficiado por incentivos fiscais e criticou mudanças promovidas no Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).
Laudicério aproveitou a resposta para atacar a polarização entre os antigos aliados. “Os grupos estão brigando. Em 2022 estavam juntos e três meses depois da eleição irão tirar foto juntos dizendo que é uma composição por uma democracia, por um Estado de Mato Grosso mais justo”, ironizou. O candidato do Agir afirmou que, caso eleito, pretende governar com “independência” e “sem loteamento do Estado”.
Na tréplica, Wellington voltou a defender sua trajetória política e citou obras viabilizadas por sua atuação parlamentar em municípios de Mato Grosso. “Sempre fui um político que respeitei o voto de confiança do cidadão”, afirmou, acrescentando que pretende fazer um “governo humano” e ampliar oportunidades no Estado.
11h31 – Sargento Laudicério (Agir) questionou Maurício Coelho (Mobiliza) sobre como o Estado deve atender mulheres que denunciam agressores, mas acabam voltando para casa por dependência financeira ou psicológica.
Maurício afirmou que o combate à violência também passa pela autonomia econômica das mulheres. Ele defendeu medidas para reduzir impostos e afirmou que é necessário ampliar as oportunidades de trabalho para que vítimas possam deixar relacionamentos abusivos.
“É preciso dar condição para as mulheres saírem de casa e conseguir oportunidades de trabalho”, afirmou.
Laudicério defendeu uma rota de proteção que continue após o registro da ocorrência, com medidas voltadas à independência financeira. Ele citou a aplicação do Formulário Nacional de Avaliação de Risco (FONAR) e afirmou que o boletim de ocorrência deve ser apenas o início do atendimento.
“O boletim de ocorrência não é onde termina a situação. É onde começa uma rota de proteção”, disse.
Na tréplica, Maurício afirmou que muitas mulheres sequer chegam a denunciar ou desistem posteriormente por dependerem financeiramente do agressor ou terem filhos com ele. O candidato defendeu facilitar o registro das denúncias, garantir o cumprimento das medidas protetivas e ampliar oportunidades econômicas.
11h29 – Rafaell Milas (Missão) levou o debate para a destinação de emendas parlamentares de Wellington Fagundes (PL) e questionou Sargento Laudicério sobre o uso de recursos fora de Mato Grosso. Milas citou repasses destinados a São Paulo e também recursos relacionados a pesquisas na Antártica, argumentando que o dinheiro poderia ter sido aplicado em demandas do próprio Estado.
Laudicério evitou condenar diretamente a destinação para a Antártica e ponderou que seria necessário saber se os recursos foram direcionados à pesquisa, área com a qual afirmou ter ligação acadêmica. Em seguida, deslocou a resposta para a definição de prioridades no orçamento público e citou saúde, segurança, moradia e assistência social como áreas que, na avaliação dele, deveriam ser atendidas antes de outros investimentos.
“A minha prioridade não pode ser construir um Parque Novo Mato Grosso e deixar o menor abandonado.”
Na réplica, Milas retomou diretamente Wellington e voltou a questionar as prioridades adotadas pelo senador na destinação das emendas. Ele mencionou cerca de R$ 6 milhões destinados a São Paulo e aproximadamente R$ 800 mil para iniciativas ligadas à Antártica, afirmando que os recursos deveriam permanecer em Mato Grosso.
“Eu acho que o dinheiro de Mato Grosso tem que ficar em Mato Grosso e ser investido aqui, porque ainda tem muita coisa para fazer.”
Na tréplica, Laudicério reforçou o discurso de prioridade e usou a saúde como exemplo. Citou o Hospital de Câncer e afirmou que a unidade não possui um equipamento PET-Scan, defendendo que investimentos públicos sejam direcionados primeiro para áreas consideradas essenciais.
“Prioridade é ter segurança, ter acesso à saúde e ter acesso à dignidade através do social.”
Após a fala de Milas, Wellington Fagundes pediu direito de resposta, por ter sido citado durante o confronto.
11h28 – No segundo bloco do debate, Rafaell Milas questionou Otaviano Pivetta sobre os incentivos fiscais concedidos pelo Estado e pediu que o candidato explicasse por que o mecanismo é tão utilizado em Mato Grosso. Pivetta defendeu o PRODEIC e afirmou que o programa atende mais de 1,5 mil indústrias em 130 municípios.
Ao defender o modelo adotado em sua gestão, Pivetta afirmou que atualmente há transparência e isonomia na concessão dos incentivos e fez uma acusação contra um dos adversários. Segundo ele, no passado, um candidato teria conseguido o PRODEIC para a própria família por meio de um ex-secretário que acabou preso. A declaração provocou um pedido de direito de resposta de Wellington Fagundes (PL), que será analisado pela produção do debate.
Na réplica, Rafaell afirmou ser contrário aos incentivos fiscais, mas defendeu que o mecanismo só seja encerrado quando Mato Grosso tiver infraestrutura suficiente para reduzir custos de produção e transporte.
Pivetta, por sua vez, sustentou que o benefício é necessário justamente para compensar a distância do Estado dos grandes centros consumidores e citou o crescimento da arrecadação e a expansão da indústria de etanol de milho como resultados do programa.
11h18 – COMEÇA O SEGUNDO BLOCO E NATASHA GANHA DIREITO DE RESPOSTA!
Natasha abre segundo bloco com direito de resposta e volta a acusar Pivetta.
O segundo bloco começou com direito de resposta concedido a Natasha Slhessarenko (PSD) após Otaviano Pivetta (Republicanos) chamá-la de mentirosa durante o primeiro confronto entre os dois. Os pedidos feitos pelo governador e por Maurício Coelho (Mobiliza) foram negados pela organização do debate.
Natasha aproveitou o tempo para voltar à acusação de violência doméstica envolvendo Pivetta e sua ex-mulher e criticou as decisões da Justiça Eleitoral que determinaram a retirada de peças de sua propaganda que abordavam o episódio.
“A Justiça Eleitoral retirou os meus programas, bem como as inserções, onde eu mostrava o passado dele ali de agressão contra a mulher, que ele espancou, ele bateu e ele foi preso por isso. É isso que eu queria mostrar para a população de Mato Grosso e fui impedida, fui calada”, declarou.
A candidata afirmou ainda que a decisão teria silenciado não apenas sua campanha, mas as mulheres do Estado, e reagiu à acusação feita por Pivetta no bloco anterior. “Ainda agora me chamando de mentirosa. Quem bate em mulher apanha nas urnas”, concluiu.
11h17 – TERMINA O PRIMEIRO BLOCO
11h16 – Rafaell Milas (Missão) questionou Natasha Slhessarenko (PSD) sobre seu arco de alianças e citou nomes como Emanuel Pinheiro, Gilmar Fabris, Pedro Taques e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O candidato perguntou se essas figuras teriam espaço em um eventual governo da adversária.
Natasha afirmou que os integrantes do arco de alianças não necessariamente farão parte de sua gestão e disse que não pretende “dar atestado de inocência ou de culpa” a aliados ou adversários. “Eu respondo pelo meu CPF”, afirmou.
Na sequência, a candidata citou o próprio partido de Milas e mencionou Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República, além de Arthur do Val, conhecido como Mamãe Falei, para rebater a associação feita pelo adversário. Natasha afirmou que não faria acusações contra Milas por atos ou declarações de integrantes de sua legenda.
“Eu jamais faria qualquer tipo de alusão a você por causa de um comentário de uma pessoa que é do seu partido”, disse Natasha, após mencionar declaração de Mamãe Falei sobre mulheres ucranianas.
Na réplica, Milas afirmou que sua crítica não era direcionada à conduta de integrantes do Missão, mas à possibilidade de aliados de Natasha cobrarem espaço em um eventual governo.
Na tréplica, Natasha afirmou que seu plano de governo estabelece o compromisso de “não roubar e não deixar que roubem” e propôs que integrantes do primeiro escalão apresentem anualmente declarações de renda e patrimônio.
11h14 – Rafaell Milas direcionou a pergunta a Wellington Fagundes (PL) para confrontá-lo com uma declaração anterior em que o candidato havia dito que nem ele nem familiares teriam recebido incentivos fiscais do Estado. Milas citou especificamente a Zootec, de Rondonópolis, e afirmou que João Antônio Fagundes Neto, filho de Wellington, estaria ligado à empresa beneficiada com mais de R$ 1 milhão em renúncias de ICMS. Levantamentos publicados nesta semana apontam R$ 1,081 milhão em benefícios entre 2019 e 2025 para a Zootec e relacionam João Antônio à estrutura societária do grupo.
Wellington negou que empresa dele ou do filho tenha recebido benefício do Prodeic e desviou parte da resposta para atacar Otaviano Pivetta, acusando o adversário de utilizar material oficial do Estado na campanha. Em seguida, disse que a empresa que teria recebido incentivo seria a CGM Madeireira, que, segundo ele, não pertence ao filho. O candidato prometeu apresentar documentos à imprensa ao fim do debate.
“Afirmo que a minha empresa, e nem do meu filho, não recebeu recurso incentivado do Prodeic.”
Wellington também devolveu o desafio aos adversários e questionou se eles renunciariam caso a acusação fosse comprovada como falsa.
Na réplica, Milas elevou o tom. Chamou Wellington de “melancia”, acusou o candidato de mentir e propôs que os dois fossem, imediatamente após o debate, até a sala de imprensa para confrontar os documentos. Ele colocou a própria candidatura no desafio: afirmou que renunciaria se não conseguisse provar a ligação entre João Antônio e o benefício fiscal e exigiu a mesma atitude de Wellington caso a documentação confirmasse sua acusação.
“Se eu estiver errado, eu renuncio à candidatura. E, se eu estiver falando a verdade, o senhor renuncia à sua. E aí, o senhor topa?”
Na tréplica, Wellington aceitou o confronto documental e ampliou a provocação, incluindo também Pivetta entre os candidatos que, segundo ele, teriam de renunciar. O senador disse que iria com a imprensa após o debate e exigiu que os adversários comprovassem que uma empresa de seu filho recebeu ao menos R$ 1 em incentivo do Prodeic. “Maravilha. Agora terão dois candidatos aqui, o Milas e o Pivetta, para renunciar.”
11h13 – Maurício Coelho, ao direcionar a segunda pergunta ao Sargento Laudicério, afirmou que o Pivetta teria levado ao confronto uma pasta do Governo do Estado para apresentar documentos contra outros candidatos.
Maurício também criticou os incentivos fiscais concedidos pelo Estado e classificou como “absurdo” o volume de benefícios. Para ele, a utilização de material da estrutura pública em uma eleição “não é normal” e reforça a necessidade de mudança na gestão.
Na resposta, Laudicério afirmou que pretende revisar os incentivos fiscais concedidos pelo Estado, verificando os benefícios gerados para os municípios e a contrapartida das empresas. Segundo ele, a medida também deverá alcançar contratos e gastos públicos, com o objetivo de reduzir prejuízos aos cofres estaduais.
Na réplica, Maurício voltou a acusar o grupo que está no poder de se apropriar da estrutura pública e defendeu uma mudança na prioridade do governo, com foco em trabalhadores urbanos e pequenos produtores rurais.
Laudicério, por sua vez, afirmou que fez uma campanha sem utilizar a máquina pública e declarou que não deve favores políticos.
11h07 – Maurício critica ‘Inferno Pantaneiro’ e Milas rebate: ‘Se acostume’.
Em sua primeira pergunta, Maurício Coelho (Mobiliza) escolheu Rafaell Milas (Missão) e colocou em discussão o “Inferno Pantaneiro”, nome dado pelo candidato a um projeto de unidade prisional de segurança máxima. Maurício argumentou que a denominação pode prejudicar a imagem do Pantanal, um dos principais destinos turísticos de Mato Grosso.
“O Pantanal é o nosso maior produto turístico. Eu não imagino o Nordeste falando assim: ‘vou criar o Inferno de Maragogi’. Esse nome vai atrapalhar o Estado. Eu acho que a gente devia mudar esse nome”, provocou Maurício.
Milas descartou qualquer mudança e afirmou que a intenção é justamente adotar uma denominação que intimide integrantes de organizações criminosas. “Se você quiser botar um nome fofinho para bandido, me desculpe, mas eu acho que o nome tem que assustar mesmo”, respondeu.
O candidato do Missão disse que pretende zerar o déficit de vagas no sistema penitenciário e defendeu condições mais rígidas de encarceramento na unidade. “O nome é Inferno Pantaneiro, sim. É para mostrar que terá um governador que vai enfrentar a facção criminosa e é para botar medo de bandido”, afirmou.
Na réplica, Maurício insistiu na crítica e questionou também a localização prevista para o presídio, que Milas já indicou que pretende construir na região de Cáceres. Para o candidato do Mobiliza, instalar uma unidade desse porte em uma região de fronteira também deveria ser reconsiderado.
Milas rebateu dizendo que justamente a proximidade com a fronteira justificaria a escolha da região, por concentrar problemas relacionados ao tráfico e ao crime organizado. “Tem que ficar ali pertinho já desses criminosos”, afirmou.
Ao final da resposta, Milas elevou o tom contra Maurício. “Eu sei que você tem medo de enfrentar bandido, eu sei que você não gosta de maltratar bandido”, disparou. Maurício solicitou direito de resposta por causa da declaração.
11h06 – Rafaell Milas (Missão) detalhou a proposta de construção do presídio de segurança máxima “Inferno Pantaneiro”, durante confronto com Sargento Laudicério (Agir). Milas afirmou que a unidade seria construída na região de Cáceres, teria custo estimado em R$ 225 milhões e serviria para zerar o déficit de vagas no sistema prisional.
Segundo o candidato, a unidade teria regras mais rígidas para os detentos, como restrições a visitas íntimas e gravação de entrevistas com advogados. Milas afirmou ainda que pretende utilizar mão de obra prisional na construção do presídio.
“É para mostrar que terá um governador que vai enfrentar de frente o crime organizado”, afirmou.
Laudicério questionou a escolha de Cáceres para receber o presídio, destacando que a região é de fronteira e já enfrenta problemas com facções e tráfico de drogas. Para ele, a construção da unidade poderia agravar a situação de segurança no local.
“Segurança não é slogan, é a mãe abrir a porta e saber que o filho vai voltar”, afirmou.
Na tréplica, Milas defendeu novamente a localização e afirmou que pretende ampliar a estrutura destinada aos policiais penais, com a criação de uma delegacia específica para a categoria. A proposta de construção do “Inferno Pantaneiro” também consta no plano de governo de Milas.
11h03 – Sargento Laudicério (Novo) direcionou a pergunta a Natasha Slhessarenko (PSD) para cobrar detalhes sobre a promessa da candidata de construir 55 mil moradias, sendo 20 mil gratuitas. Ele questionou quantas unidades já possuem terreno definido, município pactuado, projeto aprovado e cronograma de entrega, além de pedir que Natasha diferenciasse o que já está estruturado do que ainda depende da União e das prefeituras.
Natasha respondeu afirmando que Mato Grosso possui déficit habitacional de aproximadamente 185 mil moradias, número que atribuiu ao Tribunal de Contas. Segundo ela, a execução da proposta dependeria de uma parceria entre municípios, Estado e Governo Federal, por meio do Minha Casa, Minha Vida.
A candidata explicou que os municípios normalmente entram com terreno e infraestrutura, enquanto o Estado participa atualmente com um subsídio de aproximadamente R$ 25 mil para facilitar a entrada do beneficiário. Natasha prometeu aumentar esse valor.
“O Estado hoje entra só com a entrada facilitada em torno de R$ 25 mil. Eu quero aumentar esse valor para, no mínimo, R$ 30 mil.”
Ela acrescentou que, no caso das 20 mil moradias que classificou como “faixa zero”, os beneficiários não teriam pagamento pela unidade. Já nas demais modalidades, segundo Natasha, haveria participação do Governo Federal e financiamento pela Caixa Econômica Federal.
Na réplica, Laudicério não apresentou contraponto aos números citados pela adversária, mas voltou à cobrança inicial por resultados concretos. Ele afirmou que famílias que vivem de aluguel precisam saber como as promessas serão transformadas em políticas efetivas e defendeu transparência na execução dos programas habitacionais.
“Transformar esse diálogo em algo palpável é o que a população precisa saber.”
Na tréplica, Natasha reafirmou a promessa das 55 mil moradias e argumentou que o custo do aluguel pesa sobre uma parcela significativa da população. Ela também afirmou que, nos últimos quatro anos, teriam sido contratadas 40 mil moradias, das quais aproximadamente 33 mil já teriam sido entregues por meio de parcerias entre União, Estado e municípios.
“Eu reitero aqui o nosso compromisso de fazer 55 mil novas moradias, sendo 20 mil uma faixa zero para a população mais carente.”
11h00 – Wellington Fagundestentou direcionar sua pergunta ao adversárioOtaviano Pivetta, mas foi interrompido pelo apresentador por descumprir as regras do debate. A situação provocou risos de Pivetta e uma intervenção de Wellington, que acabou escolhendo Natasha.
Wellington questionou o que o atual governo teria feito para combater os índices de feminicídio e violência contra a mulher no Estado. Natasha respondeu que a gestão não teria avançado no enfrentamento do problema e voltou a mencionar a acusação de agressão contra a ex-mulher envolvendo Pivetta.
“Não fez absolutamente nada, tanto que nos últimos anos, Mato Grosso continua sendo aí o campeão de feminicídio”, afirmou.
Na sequência, Wellington defendeu a criação de políticas de proteção e crédito para mulheres empreendedoras. Ele também citou a repercussão nacional do caso envolvendo Pivetta e afirmou que o episódio foi amplamente divulgado pela imprensa, embora o adversário negue as acusações.
Na tréplica, Natasha prometeu criar uma Secretaria da Mulher com orçamento próprio, ampliar a Patrulha Maria da Penha, realizar concursos para policiais e criar casas de acolhimento. Ao encerrar, fez uma declaração direcionada aos eleitores: “Homem que bate em mulher apanha nas urnas”.
10h57 – Wellington e Pivetta batem boca por incentivos; governador tenta mostrar documento e é advertido.
O primeiro bloco esquentou no confronto entre Wellington Fagundes (PL) e Otaviano Pivetta (Republicanos). O senador escolheu o governador e repetiu uma pergunta feita no debate da TV Centro América, na terça-feira (29), sobre incentivos fiscais, abrindo caminho para retomar a acusação de que empresas ligadas a Pivetta teriam sido beneficiadas por renúncias fiscais durante sua gestão.
Wellington perguntou se Pivetta sabia a diferença entre renúncia fiscal programática e não programática. O governador não entrou na distinção proposta pelo adversário e respondeu defendendo o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic). Disse que cerca de 1,5 mil indústrias são incentivadas pelo Estado e voltou a afirmar que empresas ligadas à família de Wellington estão entre as beneficiárias.
“O nosso programa de incentivo fiscal, o Prodeic, do qual sua família é beneficiada, esse programa beneficia 1.500 indústrias”, afirmou Pivetta.
Na réplica, Wellington acusou o governador de mentir e negou que suas empresas tenham recebido benefícios do Prodeic. Também contestou uma afirmação anterior de Pivetta sobre a SGM, madeireira de Colniza que, segundo o governador, estaria ligada a um dos filhos do senador.
“Essa empresa não é e nunca foi do meu filho. E, se for verdade, eu renuncio ao meu mandato. E eu quero saber se o candidato agora, se ele estiver mentindo, ele também renuncia ao mandato”, desafiou Wellington.
Pivetta então pegou um documento e tentou exibi-lo diante das câmeras, afirmando que se tratava de um registro do Prodeic relacionado aos filhos do adversário. O mediador Antônio Carlos interrompeu o governador e lembrou que as regras do debate proíbem a exibição de documentos. “Ah, não pode? Desculpe”, respondeu Pivetta, antes de brincar: “Eu posso ser expulso aqui do debate?”.
O clima permaneceu tenso mesmo depois do encerramento dos tempos de fala, com os dois candidatos continuando a trocar provocações com os microfones desligados.
Pivetta voltou então à tese de que enfrenta uma ação coordenada dos adversários. “Vocês perceberam que o consórcio dos dois aí só me agride. Eles não têm assunto para falar, estão desesperados e ficam me agredindo. Então eu quero falar de proposta”, afirmou.
A tensão continuou na sequência. Ao receber o direito de fazer uma nova pergunta, Wellington escolheu novamente Pivetta, apesar de a regra do bloco impedir que o mesmo adversário fosse selecionado outra vez. O governador reagiu com risos, enquanto o mediador interveio: “Candidato, por favor, vamos seguir as regras do debate. Debate ao vivo, Mato Grosso assistindo. Domingo tem eleição”.
10h53 – Otaviano Pivetta (Republicanos) questiona Rafaell Milas (Missão) sobre as propostas para a educação. Na pergunta, Pivetta destacou que Mato Grosso teria saído da 22ª posição para a sexta entre os melhores do Brasil e afirmou que pretende colocar o Estado em primeiro lugar nos próximos quatro anos.
Milas defendeu um programa de incentivo financeiro às famílias de estudantes do ensino médio que apresentarem 100% de frequência, notas e disciplina. Segundo ele, a proposta busca estimular o desempenho dos alunos e aproximar os pais da rotina escolar.
“No meu governo, o Mato Grosso será o primeiro do Brasil e não o sexto”, afirmou.
Na réplica, Pivetta defendeu a continuidade das ações do atual governo e afirmou que pretende ampliar o ensino técnico para todos os estudantes do ensino médio. Segundo ele, atualmente cerca de 15 mil alunos já participam da modalidade.
“Vamos levar o ensino técnico para todos os alunos do ensino médio”, disse Pivetta, argumentando que a medida permitirá aos jovens sair da escola com uma profissão.
Na tréplica, Milas voltou a defender sua proposta e afirmou que, além de infraestrutura e valorização dos profissionais, um dos desafios da educação é manter os estudantes atentos em sala de aula.
10h52 – Otaviano Pivetta pergunta a Maurício Coelho sobre os investimentos do Governo de Mato Grosso em infraestrutura e afirma que o Estado chegou a 7.720 quilômetros de rodovias executadas, sendo 720 quilômetros apenas neste ano. Em seguida, perguntou ao adversário qual seria sua proposta para o setor.
Maurício evitou concentrar a resposta apenas em obras viárias e levou o embate para a situação fiscal do Estado. Ele afirmou que pretende adotar um modelo multimodal de infraestrutura e questionou os custos das obras executadas pelo atual governo. Na sequência, citou um relatório atribuído à XP para sustentar que Mato Grosso corre risco de déficit fiscal em 2026 e comparou o cenário ao período do ex-governador Pedro Taques. As afirmações sobre déficit e custos de obras foram feitas pelo candidato e precisam ser verificadas antes de serem apresentadas como fatos.
Coelho também associou Pivetta a Paulo Brustolin, ex-secretário de Fazenda durante o governo Taques, afirmando que ele atualmente presta assessoria ao governador. “A gente não pode deixar as pessoas acreditarem que o governo vai bem. Pivetta entrou, Mato Grosso piorou”, declarou.
Na réplica, Pivetta rebateu a crítica citando a Capacidade de Pagamento (Capag) do Estado e sustentando que Mato Grosso possui crédito e equilíbrio financeiro. A Capag é um indicador do Tesouro Nacional utilizado para avaliar a situação fiscal dos entes e sua capacidade de contratar operações de crédito. Tesouro Transparente
“O Estado de Mato Grosso foi organizado, tem governo, tem seriedade e tem crédito”, respondeu Pivetta, antes de afirmar que, se eleito, pretende manter os programas de infraestrutura.
Na tréplica, Maurício aproveitou justamente a menção a crédito para lançar uma nova acusação contra Pivetta. Ele afirmou que, em 1995, o adversário teria contado com apoio do então senador Jonas Pinheiro para conseguir junto ao BNDES um empréstimo de US$ 12 milhões que anteriormente teria sido negado pelo Banco do Brasil. Segundo Coelho, atualizado, o financiamento corresponderia hoje a R$ 137 milhões.
10h49 – Natasha direcionou sua segunda pergunta a Wellington Fagundes (PL) questionando a relação que o senador manteve com Otaviano Pivetta na eleição de 2022. Ela lembrou que os dois trocaram apoio naquele pleito e citou ainda a ligação de Mauro Carvalho, suplente de Wellington, com o atual governador.
Wellington respondeu que a aproximação ocorreu por uma tentativa de construir uma aliança em benefício do Estado e afirmou que chegou a convencer Jair Bolsonaro a apoiar a composição com Pivetta. O candidato também citou medidas aprovadas durante o atual governo e, na sequência, fez uma acusação contra a gestão.
“Infelizmente, o Banco Master tomou conta do Mato Grosso. Os nossos servidores públicos foram roubados pelo Banco Master”, declarou.
Na tréplica, Natasha afirmou que também esteve próxima do grupo político de Pivetta e Wellington na eleição passada, mas acabou afastada do palanque quando disputou uma vaga ao Senado. Ela disse considerar o episódio um “livramento” e associou o atual governo a denúncias de corrupção.
“Graças a Deus, não estou atolada nesse mar de corrupção que, infelizmente, domina o nosso governo”, afirmou Natasha.
A declaração provocou pedido de direito de resposta de Pivetta, que foi submetido à avaliação da produção do debate. Na sequência, Wellington voltou a responder à candidata e afirmou que ela fazia parte do grupo político de Pivetta, e não do seu.
10h43 – COMEÇA O DEBATE!
Natasha abre debate citando acusação contra Pivetta e diz ter sido ‘censurada’.
Responsável pela primeira pergunta do debate, Natasha Slhessarenko (PSD) escolheu Otaviano Pivetta (Republicanos) para o confronto e abriu o programa levando ao centro da discussão a acusação de violência doméstica envolvendo o governador e sua ex-mulher, caso que foi posteriormente arquivado.
Natasha mencionou reportagem exibida pelo Fantástico e perguntou quais propostas Pivetta apresenta para evitar novos casos de violência contra mulheres. “Eu e as mulheres de Mato Grosso queremos saber quais são as suas propostas para evitar que casos como este aconteçam novamente”, questionou.
Pivetta não respondeu diretamente sobre o episódio pessoal e concentrou a resposta nas ações de seu governo. Citou a criação do Gabinete da Mulher, medidas de proteção, bolsa-aluguel, políticas habitacionais, delegacias especializadas e núcleos de atendimento no interior. “As minhas ações de governo são contundentes em relação ao combate à violência contra a mulher”, afirmou.
Na réplica, Natasha acusou Pivetta de tentar silenciá-la durante a campanha. Segundo a candidata, decisões judiciais impediram a veiculação de quatro programas eleitorais e 36 inserções em que sua campanha abordava o caso. “Eu, como única candidata mulher, fui silenciada, fui censurada”, disse.
Pivetta afirmou desconhecer a decisão mencionada, mas atribuiu a retirada das peças a eventuais irregularidades cometidas pela campanha adversária. “Com certeza a senhora desafiou a lei, a senhora se excedeu, a senhora mentiu e, quando acontece isso, tem a Justiça”, respondeu.
O governador encerrou a participação acusando novamente Natasha de mentir: “A senhora, por favor, pare de mentir, porque a Justiça já falou para a senhora parar de mentir”. Diante da declaração, a candidata do PSD solicitou direito de resposta.

Pedro Brites/ OD
10h30 – Último a chegar, Milas antecipa Wellington como alvo e leva ‘carta de renúncia’.
Último candidato a chegar à TV Vila Real, Rafaell Milas (Missão) antecipou que Wellington Fagundes (PL) será um dos principais alvos de sua participação no debate. Milas apareceu com documentos sobre benefícios fiscais concedidos a uma empresa ligada ao filho do senador e afirmou ter levado até uma “carta de renúncia” para cobrar o adversário.
O candidato fez referência a declarações anteriores de Wellington de que renunciaria à candidatura caso fosse comprovado que familiares seus foram beneficiados por incentivos fiscais. Milas afirmou que pretende apresentar no debate informações sobre a Zootec, empresa ligada a João Antônio Fagundes Neto, filho do candidato do PL, que, segundo ele, recebeu quase R$ 3 milhões em benefícios.
“Vou aproveitar para cobrar do ex-candidato Wellington Fagundes a coerência, porque ele falou que iria renunciar à candidatura caso alguém provasse que ele tem ligações familiares que recebem incentivos fiscais. Está aqui”, disse, mostrando os documentos.
Milas afirmou que preparou uma carta para que Wellington formalize a desistência. “Já trouxe também a carta de renúncia, já está pronta para ele assinar e ir embora, pegar o chapéuzinho dele e ir embora”, provocou.
O candidato do Missão também rejeitou a acusação de que estaria atuando para favorecer Otaviano Pivetta (Republicanos) ao concentrar ataques em Wellington. Segundo Milas, as críticas são motivadas por questionamentos que faz sobre a atuação política do senador.
“Vão falar que eu sou padre Kelmon, que eu estou com um, estou com outro. Não. Eu estou atacando político corrupto”, afirmou. Milas voltou a levantar suspeitas sobre a destinação de emendas parlamentares por Wellington e citou recursos para tratamentos em câmaras hiperbáricas, além da atuação de Pedro Henry na campanha do adversário.
“É um cara que faz muito rolo com emenda, tem muito a se explicar. […] Então é claro que eu vou apertar ele mesmo”, completou.
10h24 – Pivetta chega com Gisela, fala em ‘dever cumprido’ e diz ver ‘consórcio’ de adversários.
O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) chegou à TV Vila Real acompanhado da candidata a vice-governadora Gisela Simona (União). Na reta final da campanha, afirmou estar com a “sensação do dever cumprido”, mas descartou diminuir o ritmo antes da votação de domingo (4).
“Não é uma tarefa fácil. Quando a gente chega no fim de uma jornada como essa, a gente agradece a Deus e respira”, afirmou.
Questionado sobre o crescimento registrado por sua candidatura nas últimas pesquisas, Pivetta evitou projetar uma vitória no primeiro turno e disse que seguirá nas ruas até sábado. “Vamos continuar humildemente pedindo para a população prestar atenção nas propostas”, disse. Segundo ele, “a pesquisa conclusiva mesmo vai ser as urnas”.
Pivetta afirmou estar preparado para os dois cenários. “Se for no primeiro turno, vamos agradecer e vamos trabalhar muito a partir do dia seguinte. E, se for para disputar o segundo turno, nós vamos disputar com altivez, com proposta, com tranquilidade”, declarou.
O governador também voltou a falar dos ataques que recebeu no debate anterior e afirmou enxergar uma ação conjunta dos adversários contra sua candidatura. “Vocês todos perceberam que existe um movimento, uma combinação, um consórcio para nos atacar, para tentar destruir a nossa imagem, destruir a nossa candidatura”, disse.
Pivetta afirmou que pretende responder às críticas “com tranquilidade” e encerrou dizendo que “a mentira tem perna curta”. Ao comentar a reta final da eleição, também ampliou o discurso para o cenário nacional, defendeu o combate ao crime organizado e criticou o que chamou de “velha política”.
Pivetta também chamou a atenção ao chegar sem a pasta com documentos e anotações que costuma acompanhar candidatos em debates. Segundo ele, a decisão de abandonar as “colinhas” ocorreu após perceber que o material mais atrapalhava do que ajudava durante os confrontos.
“Hoje vim sem nada. Eu não tenho nada na manga. Vamos ouvir e falar o que nós já sabemos, o que está no nosso pensamento, nossa experiência, nossa capacidade de pensar sobre Mato Grosso e de falar sem precisar de colinha”, afirmou.
O governador contou que chegou a levar anotações nos primeiros debates, mas percebeu que recorria excessivamente ao material. “Como eu não tenho treinamento, me puxava muito o olhar para baixo e o pessoal comentou sobre isso. Parei de trazer colinha e vamos falar o que o coração manda e bora para frente”, completou.
10h16 – Sargento Laudicério (Agir) afirmou que pretende usar o último debate do primeiro turno para tentar conquistar os eleitores que ainda estão indecisos. Segundo ele, a estratégia será apresentar as propostas discutidas ao longo dos 45 dias de campanha, sem partir para ataques aos adversários.
Laudicério também criticou o que chamou de excesso de campanhas feitas pelas redes sociais e defendeu maior contato direto com o eleitor. Para ele, a quantidade de indecisos às vésperas da eleição está relacionada à falta de presença dos candidatos nas ruas.
Ao comentar a expectativa para o confronto, Laudicério afirmou esperar um debate “inteligente” e descartou adotar uma postura agressiva contra os demais candidatos.
“Debate de agressões é ridículo. Ah, você vai ofender? Não vou, porque eu sou militar, e nós já temos essa cultura de tratar todo mundo bem, inclusive o cidadão infrator”, declarou.
10h05 – Natasha Slhessarenko (PSB), chegou à sede da TV Vila Real afirmando que pretende priorizar propostas no último debate do primeiro turno, mas avisou que reagirá caso seja alvo de ataques dos adversários. Segundo ela, o eleitor que ainda não definiu o voto deve ter a oportunidade de conhecer as propostas de cada candidato.
“Aquilo que eu sempre falo, se vierem com confronto, do pescoço para baixo vai ser tudo canela”, ressaltou.
Natasha também antecipou que pretende retomar, durante o confronto, a discussão sobre o episódio envolvendo Otaviano Pivetta (Republicanos), relacionado a uma acusação de agressão contra sua ex-esposa. A candidata afirmou que não pretende se calar sobre o assunto.
Ao lembrar o confronto anterior com Pivetta no debate na TV Centro América, Natasha afirmou que sua postura mais incisiva ocorreu em resposta às provocações de Pivetta. Ela citou as críticas de que faria parte da “velha política” e disse que pretende responder novamente caso seja atacada.
10h04 – Maurício Coelho diz que vai processar marido de Natasha e dá polêmica como encerrada.
Terceiro candidato a chegar à TV Vila Real, Maurício Coelho (Mobiliza) retomou a confusão protagonizada com Roberto Carlos Fraife Barreto, marido de Natasha Slhessarenko (PSD), nos bastidores do primeiro debate promovido pela emissora, em setembro. Maurício afirmou que já registrou boletim de ocorrência e que prepara uma notícia-crime contra Roberto, a quem acusa de mentir sobre o episódio.
A confusão ocorreu durante um intervalo do debate de 1º de setembro. Maurício afirmou na ocasião que teria sido intimidado pelo marido da adversária após questionar Natasha. A campanha do PSD apresentou outra versão e acusou o candidato do Mobiliza de ter dito a um integrante da equipe que iria “trucidar” Natasha. A candidata e Roberto também registraram ocorrências contra Maurício. As acusações foram encaminhadas à Polícia Civil para apuração.
“Fizemos o boletim de ocorrência e o processo com a notícia-crime a gente está preparando ainda para mover. […] O que eu vou processar é pela mentira. Quem fala a verdade não tem problema, mas quem mente não pode”, afirmou Maurício.
Questionado sobre a acusação de que teria explorado a confusão para ganhar visibilidade durante a campanha, Maurício rebateu e responsabilizou a adversária e sua equipe pela repercussão. “Como que eu surfei na polêmica se quem falou foram eles? […] Não fui eu que criei a polêmica”, disse.
Maurício, no entanto, descartou levar o embate pessoal para o último debate. “Nesse assunto, não. Isso daí não é assunto de debate, isso aí foi assunto dos bastidores. Na minha opinião, assunto ultrapassado”, declarou.
O candidato afirmou que pretende concentrar sua participação na situação do trabalhador urbano e nas contas públicas. Maurício voltou a criticar o volume de benefícios fiscais concedidos pelo Estado e argumentou que a discussão deve ser tratada sob a ótica orçamentária. “Mais importante do que fulanizar esse tema é a gente perceber que esse tema significa a maior fatia do orçamento. Não é um tema político, é um tema administrativo”, disse.
09h29 — CANDIDATOS COMEÇAM A CHEGAR
O senador Wellington Fgaundes (PL) foi o primeiro dos seis candidatos a chegar na sede do Grupo Gazeta de Comunicação. Ele chegou para o debate acompanhado do filho Diógenes Fagundes, dos marqueteiros Caco e João Maria, além de assessores diretos e da equipe jurídica da campanha. Na entrada, foi recepcionado por cabos eleitorais que tremulavam bandeiras com seu rosto e número e falou rapidamente com a imprensa, evitando responder perguntas.
Em uma breve declaração, Wellington afirmou que a reta final do primeiro turno consolida um trabalho construído ao longo de 36 anos de vida pública e voltou a defender um governo que, segundo ele, seja voltado a toda a população.
“Foi a oportunidade de a gente estar consolidando um trabalho de 36 anos, abraçando e sendo abraçado, com muita alegria, com confiança, que vamos fazer um governo humano, aqui no coração da nossa gente, para avançar Mato Grosso”, declarou.
O candidato também citou o apoio de igrejas e entidades filantrópicas e encerrou com uma crítica indireta à atual gestão. “Com a família cristã, com todas as igrejas, com todas as filantrópicas, com todos aqueles que querem fazer desse Estado um Estado que seja para todos. E não apenas para 30 pessoas”, afirmou.
Atualização em andamento.


























