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Mato Grosso em Chamas: Penalidades Severas Não Apagam o Fogo – Precisamos de Ação, Não Apenas Multas

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Fonte https://diamantinoaquiagora.com.br/a-necessidade-de-politicas-publicas-eficazes-no-combate-aos-incendios-em-mato-grosso/

Os incêndios florestais em Mato Grosso têm se intensificado nos últimos anos, revelando uma lacuna preocupante nas políticas públicas de prevenção e combate ao fogo. Contudo, é importante questionar a eficácia dessa medida isolada, uma vez que ela não resolve o problema na sua raiz. Multas mais altas podem, sim, gerar medo e evitar ações negligentes, mas o simples aumento das penalidades cria uma falsa sensação de controle. O combate aos incêndios exige muito mais do que punições severas. É necessária uma estratégia sólida de prevenção, com o fortalecimento das equipes de campo e o investimento em tecnologias que permitam uma atuação rápida e eficaz. Infelizmente, em muitos casos, nem mesmo a documentação básica dos incêndios – como filmagens – é realizada, o que reflete a falta de organização e infraestrutura para lidar com a situação.

A realidade que enfrentamos hoje em Mato Grosso é de um ciclo contínuo de incêndios e punições, sem que haja um avanço na estrutura necessária para prevenir esses desastres. As multas por si só não têm o poder de conter o problema, se não vierem acompanhadas de uma política pública que ofereça soluções estruturais, duradouras e eficazes. O combate eficiente aos incêndios florestais passa, obrigatoriamente, pelo investimento em capacitação de equipes de campo, como brigadistas e bombeiros. Esses profissionais devem ser treinados para agir com rapidez e precisão, utilizando equipamentos adequados e tecnologias modernas que facilitem o monitoramento e o combate ao fogo.

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A ausência de registros completos e de um monitoramento eficaz evidencia a falta de preparo e ferramentas que possam, de fato, fazer a diferença. Precisamos de uma estrutura que permita a detecção e a resposta imediata aos focos de incêndio, antes que eles se alastrem e causem danos irreversíveis. Além da capacitação das equipes de campo, é fundamental o fortalecimento das instituições responsáveis pela prevenção e combate aos incêndios. Isso inclui a ampliação do número de profissionais envolvidos, o direcionamento de mais recursos financeiros e a melhoria dos treinamentos oferecidos. Sem esse fortalecimento institucional, continuaremos dependendo de ações paliativas, que, no longo prazo, não geram os resultados necessários. Investir em prevenção é sempre mais barato e eficaz do que arcar com os custos econômicos e ambientais dos incêndios. Ao fortalecer as instituições, estamos protegendo tanto o meio ambiente quanto a sustentabilidade econômica dos produtores rurais, que dependem da preservação de suas terras.

Edson Mendes de Freitas Neto
Engenheiro Florestal, MBA em Agronegócio, Pós-graduação em Direito Ambiental e Inteligência Artificial pelo CNJ, Suplente de Deputado Estadual

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