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Moraes concede regime semiaberto a ‘Débora do Batom’

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Ministro do STF reconheceu o direito à progressão após considerar tempo de prisão, remições por trabalho, leitura e aprovação no ENEM; Débora permanecerá em prisão domiciliar
Moraes autoriza Débora do Batom a ir para o regime semiabertoReprodução / Processo Judicial

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu a progressão para o regime semiaberto a Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”. A decisão foi assinada na sexta-feira (2) de outubro e mantém a condenada em prisão domiciliar, considerada pelo ministro uma forma de cumprimento de pena mais benéfica do que o regime semiaberto.

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Débora foi condenada definitivamente a 14 anos de prisão pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada. A condenação também determinou o pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, de forma solidária com os demais condenados.

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Na decisão, Moraes homologou 212 dias de remição da pena. Desse total, 108 dias são referentes ao trabalho realizado por Débora durante o período em que esteve presa, quatro dias pela leitura de um livro e outros 100 dias pela aprovação no ENEM PPL de 2023. Somados aos dois dias de remição já reconhecidos anteriormente, o total chega a 214 dias.

Segundo o ministro, Débora cumpriu o requisito objetivo para a progressão. A pena é de 14 anos e, no caso analisado, era necessário o cumprimento de 25% da pena. O documento registra que ela havia cumprido 3 anos, 6 meses e 14 dias, além das remições reconhecidas.

Apesar da progressão, Débora continuará em prisão domiciliar. O ministro determinou ainda a atualização do atestado de pena a cumprir, considerando as remições reconhecidas na decisão.

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A decisão não reconheceu, porém, a remição pela aprovação de Débora no ENEM PPL de 2024. Segundo Moraes, a concessão representaria duplicidade, já que a remição pelo mesmo nível de escolaridade havia sido reconhecida pela aprovação no exame de 2023.

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