NEGÓCIOS FORMALIZADOS
Em Cuiabá, 1.115 empreendedores autônomos ambulantes levam refeições ao encontro dos consumidores
Da Reportagem DC
Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-MT) mostram que Mato Grosso tem 4,8 mil empreendedores do ramo da gastronomia vendendo comidas prontas em ruas, feiras e praças.
A maioria, 4.330, é de Microempreendedores Individuais (MEI) – ou seja, trabalhadores autônomos que se formalizaram.
Os demais estão divididos em 460 Microempresas (ME) e 21 Empresas de Pequeno Porte (EPP).
Cuiabá e Várzea Grande concentram a maioria das empresas formalizadas nessas categorias.
Em Cuiabá, conforme o levantamento, estão 1.340, das quais 1.115 são empreendedores autônomos ambulantes, aqueles que levam as comidas nas ruas, ao encontro dos consumidores.
Já em Várzea Grande, 463 no total, sendo 418 da categoria microempreendedor individual.
Luiz Felipe dos Santos, de 39 anos, é um desses empreendedores individuais formalizados.
Ele vende churrasco grego em ruas, feiras e praças em locais abertos e condomínios de Cuiabá.
Divulgação

No mercado desde 2014, a “churrascaria grega” móvel tem lanches que muitos clientes consomem como refeição, seja no almoço ou janta
A cada dia está em um lugar.
No mercado desde 2014, na “churrascaria grega” móvel dele tem lanches que muitos clientes consomem como refeição, seja no almoço ou jantar.
Os preços praticados variam de R$ 20 a R$ 35 – do tradicional ao grego supremo.
De acordo com Felipe, mesmo sem ter ponto fixo, há exigências legais e sanitárias a serem cumpridas.
São exigência fundamentais para assegurar higiene e qualidade, medidas que podem impulsionar a venda do produto.
“Para participar de feiras abertas e em condomínios, por exemplo, são exigidos alvarás, um deles é o sanitário”, explica.
O alvará ao qual Felipe se refere só se obtém por meio da formalização.
“O churrasco grego que Felipe vende é um dos melhores, se não o melhor que já consumi”, avalia o servidor público Antônio Carlos de Souza.
Quando recebe elogios, como esse que ouviu do servidor público, Felipe celebra.
“Realmente, é importante e vale a pena formalizar o seu negócio”, avalia ele.
O gerente da Regional Metropolitana do Sebrae-MT, Júlio Henrique Prior, destaca que há duas maneiras de empreender: oportunidade e necessidade.
Por oportunidade, explica Prior, o empresário busca entender o mercado, sistema tributário, forma de gestão, entre outras questões relacionadas àquilo que quer fazer.
Nesse caso, somente depois da formalização, da abertura legal, a empresa entra em operação.Por necessidade, diz ele, a meta é a sobrevivência.
Criar uma fonte de renda. Quando isso ocorre, esquece-se da formalização, da abertura do negócio, e parte direto para a operacionalização.
“A legalização traz uma série de vantagens, como a possibilidade de acesso a crédito com taxas diferentes, trabalhar sem problemas com a fiscalização, fazer contratações de trabalhadores e serviços”, cita ele.
“No campo financeiro, ao empreendedor formalmente, o empreendedor tem acesso a crédito que como pessoa física não teria”, observa.
A gastronomia, avalia o gerente metropolitano do Sebrae-MT, é uma das coisas mais valorosas no estado, especialmente dentro de Cuiabá.
Para trabalhar com o empreender nesse segmento, da comida e bebida, o Sebrae tem o Projeto Food Service Experience.
Criado para atender esse setor, tem como objetivo o acompanhamento estratégico desde o gerenciamento das finanças até a comercialização dos produtos.
O atendimento inclui a oferta de cursos, mentorias e eventos voltados exclusivamente à divulgação e formação de quem atua no comércio de bebidas e alimentos.
Aos 34 anos, com formação em Direito, Prior está no Sebrae-MT desde 2017.
Antes de ocupar a Gerência Regional Metropolitana, ele atuou como gerente regional em Cáceres e gestor de projetos de Políticas Públicas e Empreendedorismo.

































