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No dia de conscientização sobre o retinoblastoma, o Hospital do GRAACC alerta sobre a importância do diagnóstico precoce

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As chances de cura do tumor, que acomete crianças abaixo de cinco anos, superam 90% quando diagnosticado em estágio inicial e tratado em centros especializados. Mas, se descoberta tardiamente, a doença pode levar à cegueira e até à morte

Sinal mais comum do retinoblastoma, o reflexo pupilar branco (leucocoria), conhecido popularmente como “olho do gato”, geralmente é percebido em fotos tiradas com flash. Foto: Hospital do GRAACC

 

Em 18 de setembro é celebrado o Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma. O Hospital do GRAACC, referência no tratamento de casos de alta complexidade de câncer infantojuvenil, apoia, pelo quinto ano consecutivo, a campanha De Olho nos Olhinhos. Idealizada pelo apresentador Tiago Leifert e a jornalista Daiana Garbin, a iniciativa alerta a sociedade sobre os sinais desse câncer ocular infantil, com o objetivo de aumentar as chances de cura.
Apesar de raro, o retinoblastoma é o tipo mais comum de câncer no olho em crianças. Dos 405 novos casos oncológicos atendidos no GRAACC em 2025, 56 eram de retinoblastoma, o que significa incidência de 14%. Ele tem origem na retina e 95% dos casos ocorrem até os 5 anos de idade. “O diagnóstico precoce é imprescindível em qualquer tipo de câncer. No caso do retinoblastoma, se o tumor for diagnosticado em estágio inicial e tratado em centros especializados, as chances de cura superam 90%”, explica Dra. Carla Macedo, oncologista pediátrica do Hospital do GRAACC. “Por outro lado, se houver demora na detecção, o câncer sai do olho e se espalha para outros locais do corpo, o que coloca em risco não somente a visão, mas também a vida da criança”, previne.

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A oncologista pediátrica ressalta que, independentemente do surgimento ou não de sintomas aparentes, é muito importante que pais e responsáveis levem a criança para avaliação de um oftalmologista no primeiro ano de vida. “Os cuidados com os olhos são fundamentais para o diagnóstico em estágio inicial de qualquer alteração ocular nos bebês”, frisa Dra. Carla.
PRINCIPAIS SINAIS DO RETINOBLASTOMA

 

Reflexo branco na pupila: Em mais de 60% dos casos, o retinoblastoma causa leucocoria, ou seja, um reflexo anormal na pupila quando exposta à luz. Popularmente conhecida como ‘reflexo do olho de gato’, a leucocoria é perceptível em fotos tiradas com flash, nas quais aparece um brilho branco diferente no olho da criança e, também, por meio de um exame oftalmológico.

 

Estrabismo: desvio ocular no qual os dois olhos não parecem olhar na mesma direção, que pode acontecer por conta da fraqueza do músculo que controla o movimento do olho.

 

Proptose: deslocamento anterior do olho na cavidade da órbita, condição que faz com que um ou ambos os olhos fiquem salientes.

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Outros sinais também merecem atenção, como problemas de visão, aumento do tamanho do olho, dor nos olhos, vermelhidão da parte branca do olho e sangramento na parte anterior do olho.
TRATAMENTO

 

O Hospital do GRAACC possui um dos mais modernos centros de tratamento do retinoblastoma, que é comparado aos principais serviços existentes em países da Europa e nos Estados Unidos. Sua equipe multidisciplinar é especializada em todas as modalidades terapêuticas necessárias.

 

Há mais de 10 anos, o Hospital aplica a quimioterapia intra-arterial, procedimento minimamente invasivo que age no foco da doença. “Um microcateter é introduzido, normalmente em um acesso na virilha, e, por meio de micronavegação, é posicionado na artéria oftálmica do olho, onde será injetada a medicação quimioterápica, com concentração 80 vezes maior que a quimioterapia sistêmica. Geralmente são suficientes de 3 a 5 sessões para a remissão do câncer”, explica Dra. Carla. “Esse procedimento, juntamente com a quimioterapia sistêmica, quimioterapia intraocular e as demais técnicas de tratamento local, reduz, em média, para 20% a necessidade de enucleação, que é a remoção do globo ocular”, completa.

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