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Cruel e brutal: onça passará por tratamento com saliva após ter cara rasgada no Pantanal de MS

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O registro foi feito durante um safári, após o animal entrar em confronto com outro de sua espécie
Ana Cavalcante
Onça-pintada é registrada com ferimento no rosto. (Foto: Reprodução, Redes Sociais)

O guia de campo Fagner Almeida fez um registro impactante de uma onça no Pantanal de MS nesta sexta (11). No registro, o animal símbolo do bioma aparece com um ferimento entre os seus olhos. A onça, denominada Miúdo, é acompanhada pela ONG Onçafari desde 2024. Apesar do ferimento, a orientação é de que não haja intervenção humana nos cuidados com o animal.

No vídeo publicado nas redes sociais do guia, o animal aparece deitado. Enquanto ele se limpa, dá para ver nitidamente o traço vermelho-sangue que atravessa o seu ‘semblante’. O registro foi feito durante um safari na Caiman Pantanal, no dia 6 de setembro. No dia anterior, a onça foi vista brigando com outro macho, chamado Anambé, ocasião que teria causado o ferimento.

Para o guia, a marca é mais do que um ferimento — ela revela uma história de resistência. Questionado se o animal teria recebido algum tratamento, o guia esclarece que, em casos de confronto natural, o tratamento também fica sob responsabilidade da natureza.

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“A onça possui mecanismos próprios de defesa e cicatrização. Sua saliva tem propriedades antimicrobianas, mas a recuperação depende principalmente do sistema imunológico e da regeneração dos tecidos”, explica.

Para Fagner, que, além de guia, é fotógrafo, o ferimento vai além de uma lesão ou corte. Ele revela uma história de luta e de conquista.

“É o registro de um confronto, a evidência de uma batalha travada pela permanência e pelo domínio de seu território”, descreve o guia.

Ainda, o guia diz que cada território representa acesso a recursos, abrigos e oportunidades de reprodução. Por isso, os confrontos costumam ser intensos e deixar marcas profundas.

“No rosto desta onça, uma cicatriz revela muito mais do que um ferimento. E cada cicatriz carrega a história de uma batalha. No Pantanal, sobreviver também significa resistir”, conclui Fagner.

Veja o registro:

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(Revisão: Dáfini Lisboa)

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