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Nova Aliança Tucum pelas Águas une povos e organizações do Tapajós pela gestão participativa da bacia

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Iniciativa surge do 2º Encontro das Águas, realizado no Território Indígena Manoki (MT), e reforça a governança comunitária e a defesa dos rios da Amazônia.

 

Povos indígenas, comunidades tradicionais e organizações da sociedade civil lançaram, durante o 2º Encontro das Águas, a Aliança Tucum pelas Águas, um pacto coletivo em defesa da Bacia Hidrográfica do Tapajós. A nova articulação busca fortalecer a participação social nos processos de gestão das águas, valorizando os saberes tradicionais e a incidência política das comunidades que vivem e dependem do rio.

 

Realizado na Aldeia Cravari, no Território Indígena Manoki, o encontro reuniu cerca de 60 representantes de povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, organizações locais e pesquisadores da Amazônia. Durante três dias, os participantes debateram estratégias de resistência frente às ameaças da mineração, das hidrovias, do garimpo ilegal e das mudanças climáticas — e consolidaram uma agenda comum para fortalecer a governança participativa da bacia.

 

Lançamento da Aliança Tucum pelas Águas em Brasnorte (MT). Crédito: Khayo Ribeiro/ICV

 

“Apoiar espaços como o Encontro das Águas é essencial para fortalecer a participação social qualificada e a defesa dos rios. O que vemos é um processo de amadurecimento: comunidades mais articuladas e com mais voz nas decisões sobre políticas públicas que impactam o Tapajós”, afirma Trícia Oliveira, líder de Cidadania Ativa do WWF-Brasil.

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Aliança Tucum pelas Águas nasce como instrumento de resistência, solidariedade e esperança, unindo diferentes regiões da bacia — do Mato Grosso ao Pará — em torno da defesa dos rios, florestas e modos de vida. Durante o encontro, uma carta coletiva foi construída e aprovada pelos participantes, reafirmando os compromissos pela governança democrática das águas e pelo fortalecimento da incidência política das comunidades amazônicas.

 

“Para o povo Manoki, receber o Encontro das Águas é muito importante porque traz conhecimento para dentro do território e visibilidade às nossas lutas. É um momento de troca e de fortalecimento dos direitos de todos os povos que vivem do rio”, destaca Tipuici Manoki, liderança indígena e integrante da Rede Juruena Vivo.

 

“O mais marcante é ver as pessoas se sentindo parte do processo e assumindo o protagonismo. A Aliança Tucum pode influenciar decisões em nível local, estadual e nacional”, complementa Deroní Mendes, coordenadora do Programa de Transparência e Justiça Climática do Instituto Centro de Vida (ICV).

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O encontro também simbolizou a continuidade de um trabalho iniciado em 2024, em Alter do Chão (PA), quando o 1º Encontro das Águas lançou as bases para uma governança hídrica participativa na bacia e o Curso de Formação de Defensores e Defensoras das Águas do Tapajós. Desde então, dezenas de lideranças vêm se capacitando e articulando ações coletivas para garantir que nenhuma decisão sobre o Tapajós seja tomada sem a escuta das comunidades.

 

A segunda edição foi liderada pela Rede Juruena Vivo (RJV) e pelo Instituto Centro de Vida (ICV), com apoio do Movimento Tapajós Vivo (MTV), da Federação dos Povos Indígenas do Estado do Pará (Fepipa) e do WWF-Brasil, no âmbito do projeto Rumo a uma Gestão Participativa das Águas no Tapajós. A iniciativa é financiada pelo Ministério Federal de Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha (BMZ), por meio da rede WWF.

 

Leia a carta completa da Aliança Tucum pelas Águas:

CARTA DO 2º ENCONTRO DAS ÁGUAS.pdf

Fotos do encontro:

Fotos – Crédito Khayo Ribeiro ICV

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