Familia numerosa oriunda de Corumbá, desfrutando férias na capital carioca, frequentavam o mesmo ponto da Praia do Leblon.
Figura conhecida a longo tempo, nas areias do Leblon e Ipanema, vestido a caráter de árabe, a vender especialidades, o árabe do Leblon incorporou-se ao dia a dia daquelas praias.
Eis que, parte da família sendo atendida pelo árabe do Leblon. a outra já bastante adiantados no consumo de cervejas, discutiam um tom acima do normal, um assunto onde a palavra ” Corumbá ” era citada repetidamente.
Satisfeito o beduíno árabe com seu comércio bem sucedido principalmente com as crianças, acostumados àqueles diversos tipos salgados, o árabe do Leblon, saiu-se com esta:
“-Vocês são de Corumbá? Eu tambem sou de Corumbá!”
Imediatamente alvoroçaram os do time da cerveja…
“- Quase todos os anos nós passamos as férias aqui, e sempre o vemos por aqui, corumbaense nada, você é o Árabe do Leblon!”
Seguiu-se a discussão, com o impasse estabelecido:
“-Sou de Corumbá!”
“- Árabe. Árabe do Leblon! Árabe do Leblon!”
Aquietou-se um pouco o árabe do Leblon, e quando acalmaram-se os contendores, ele afirmou calmamente…
“- Sou de Corumbá e posso provar indiscutivelmente !”
“- Então prova, puxa a carteira de identidade!”
O árabe do Leblon, encarou-os por alguns segundos fixamente e falou:
“-Um, Dôzz, Trêzz, Dézz!
Vôte ! Chechou! Alguém me chechou!”
O Árabe do Leblon é de Corumbá! Provado de forma absoluta!
Para Adnan Haymour que não esquece desta história, imagine-se caso fosse interpetrada por Salim Haqzan, legítimos corumbaenses.
Armando Arruda Lacerda

































