Ginecologista Alfonso Massaguer destaca hábitos que ajudam a reduzir o risco da doença e orienta sobre sinais de alerta e mamografia
O Brasil deve registrar 78.610 novos casos de câncer de mama feminina por ano no triênio 2026–2028, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Neste Outubro Rosa, o cenário reforça a necessidade de ampliar a informação sobre redução de riscos, diagnóstico precoce e acesso ao tratamento.
O ginecologista Alfonso Massaguer destaca a importância de combinar hábitos saudáveis com acompanhamento médico. A prevenção envolve reduzir a exposição a fatores de risco modificáveis, enquanto a detecção precoce busca identificar a doença em fases iniciais. A mamografia, portanto, não impede o desenvolvimento do câncer, mas pode detectar alterações antes do aparecimento de sintomas.
O câncer de mama não tem uma causa única. Idade, histórico familiar, fatores genéticos e hormonais podem influenciar seu desenvolvimento. Por isso, mesmo mulheres que mantêm uma rotina saudável precisam estar atentas às orientações de acompanhamento.
Hábitos saudáveis ajudam a reduzir o risco
Entre as medidas que contribuem para reduzir o risco de câncer de mama estão a prática regular de atividade física, a manutenção de um peso saudável e evitar bebidas alcoólicas. O excesso de gordura corporal, especialmente após a menopausa, é um fator de risco reconhecido para a doença.
Na alimentação, a orientação é priorizar frutas, verduras, legumes, feijões e cereais integrais, reduzindo o consumo de ultraprocessados. Caminhadas, dança e bicicleta são opções para incorporar movimento à rotina. Não fumar também é uma medida importante para a prevenção de diversos tipos de câncer e outras doenças.
Conhecer as mamas não substitui a mamografia
Observar as mamas no cotidiano ajuda a perceber mudanças, mas o autoexame sistemático não é recomendado como método de rastreamento. Não é necessário seguir uma técnica rígida ou escolher um dia específico para essa observação, que não substitui os exames indicados nem a avaliação profissional.
Caroço na mama ou na axila, mudança no formato da mama, retração do mamilo, pele com aspecto de casca de laranja e saída espontânea de líquido pelo mamilo, especialmente com sangue, são sinais que precisam ser investigados. Essas alterações podem ter causas benignas, mas a avaliação não deve ser adiada. A ausência de dor não descarta a doença.
Quando fazer a mamografia
A orientação vigente do Ministério da Saúde para o rastreamento de rotina no SUS é realizar mamografia a cada dois anos em mulheres de 50 a 74 anos sem sinais ou sintomas suspeitos.
Mulheres de 40 a 49 anos e acima de 74 anos também podem acessar o exame de rastreamento por demanda, após orientação profissional sobre benefícios e riscos.
A presença de sintomas exige avaliação independentemente da idade ou da data da última mamografia. Já mulheres com risco elevado podem precisar de acompanhamento individualizado, considerando o histórico familiar e outros fatores clínicos.
Para Massaguer, o Outubro Rosa é uma oportunidade de estimular cuidados que devem permanecer ao longo do ano. Além da conscientização, o enfrentamento da doença depende de acesso à avaliação, investigação das alterações e continuidade do atendimento.






























