Economista libertário e ultraliberal de 53 anos assume com promessa de tratamento de choque para tirar país da crise
Centenas de apoiadores de Javier Milei já se aglomeram em frente ao Congresso Nacional, em Buenos Aires, na manhã deste domingo (10) para acompanhar a posse do novo presidente da República da Argentina
Ontem, Milei se encontrou com Santiago Peña, presidente do Paraguai, de quem ganhou um poncho tradicional do país durante encontro bilateral. O Poncho Para’i de 60 Listas é feito à mão, se tornou patrimônio cultural imaterial da Unesco e consiste em três partes: o corpo, as franjas e a ‘fajita’ ou guarda
O economista libertário e ultraliberal de 53 anos assume, neste domingo (10), a Presidência decidido a dar um tratamento de choque para tirar o país da sua crônica crise financeira. Para isso, Milei precisará do apoio da oposição
Avesso à política tradicional, à qual se refere como “a casta”, Milei fará o juramento diante do Parlamento, como manda a tradição, mas fará um discurso para os cidadãos, aos quais conclamou a comparecer com bandeiras em frente ao Congresso
A data da posse de Milei marca os 40 anos da última ditadura militar na Argentina, que começou em 1976 e terminou com a posse do presidente Raúl Alfonsín, em 10 de dezembro de 1983
Terceira economia da América Latina, a Argentina registra uma inflação de mais de 140% ao ano e uma taxa de pobreza superior a 40%
Para enfrentar essa crise, Milei prometeu medidas drásticas, como o corte do gasto público, redução do Estado e estímulo ao modelo liberal em um país acostumado, há anos, com subsídios do governo de déficit fiscal
“Se Milei cumprir 50% do que prometeu, já vamos estar mudando muito nosso futuro”, opinou Franco Propato, um vendedor de motos de 23 anos que está disposto a dar tempo ao novo líder “porque a política que temos faz 40 anos nos deixou uma bagunça muito grande e, de um dia para outro, não será possível consertar”, completou
O partido de direita e ultraliberal Libertad Avanza, de Milei, é apenas a terceira minoria no Congresso, o que obriga o presidente eleito a se acertar com as demais forças políticas para avançar com as várias reformas que propôs
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