Letrus é finalista do prêmio Empreendedor Social da Folha de São Paulo
Fundadores da edtech, que usa IA para desenvolvimento da escrita e letramento em escolas públicas do Mato Grosso, concorrem na categoria Inovadores Sociais do Ano
São Paulo, 14 de outubro de 2024. A Letrus, edtech cofundada por Thiago Rached e Luis Junqueira, é uma das finalistas do prêmio Empreendedor Social da Folha de São Paulo. A companhia criou um programa de desenvolvimento da escrita e letramento, que utiliza Inteligência artificial proprietária, tecnologia educacional e apoio pedagógico. A Letrus foi adotada neste ano como política pública de educação do 9º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio das escolas estaduais do Mato Grosso. “Sempre acreditamos que uma educação de qualidade para todos, que ensina a ler e escrever, não é um sonho romântico, mas uma realidade possível. Essa boa educação deve ser um direito universal e não um privilégio de alguns”, diz Thiago Rached, CEO da Letrus.
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Este ano, o concurso, que é realizado em parceria com a Fundação Schwab, completa 20 anos e promove uma edição especial, reconhecendo lideranças em inovação em áreas como ambiente, educação, saúde, habitação e geração de renda, além de soluções de impacto em direitos humanos, fortalecimento da democracia, equidade de gênero e combate ao racismo. A Letrus concorre na categoria Inovadores Sociais do Ano, que vai premiar as iniciativas que tenham a missão explícita de resolver um problema social, com foco na redução das desigualdades sociais que já tenham atuação consolidada em ambiente, saúde, educação, habitação, inclusão social ou produtiva.
A Letrus começou a ser desenhada pelo professor Luis Junqueira, ainda 2015, quando o uso de IA na educação estava restrito a pesquisas acadêmicas. “Desde sempre a proposta foi usar a tecnologia para dar ao professor a ferramenta para olhar cada estudante com a seriedade e o amor que merece”, conta. Em 2019, um estudo de impacto financiado pelo MIT comprovou que o programa gera avanço pedagógico e contribui para a redução das desigualdades. Com a pesquisa, o Abdul Latif Jameel Poverty Action Lab (J-PAL) colocou a Letrus entre as referências destacadas pelo laboratório em seu site e materiais institucionais. O resultado do estudo também rendeu à Letrus o reconhecimento pela Unesco como a melhor tecnologia educacional do mundo. E este ano o Fórum Econômico Mundial indicou a Letrus em um relatório sobre a IA no futuro da aprendizagem como um dos 9 exemplos inspiradores ao redor do mundo.
Em 2022, a Letrus foi adotada como política pública de educação para a 3ª série do Ensino Médio das escolas estaduais do Espírito Santo. Os estudantes da rede, que obtiveram a 11ª nota na redação do Enem do país em 2020, chegaram à liderança já na prova de 2022, posição que foi repetida em 2023. Recentemente, o Estado ampliou o uso do programa para todas as séries do Ensino Médio. A Letrus também está presente na rede estadual de Goiás. Além disso, está conduzindo um novo estudo de impacto, financiado pela USAID, para, além de ratificar o potencial de redução de desigualdades na educação, gerar evidências sobre os efeitos a longo prazo do programa, incluindo matrículas universitárias e emprego.
Como funciona
Na Letrus, cada tema é apresentado dentro de uma trilha com uma linha gradual de trabalho, começando na leitura e interpretação, incentivando as discussões de ideias e terminando na produção autoral. Para a Inteligência Artificial fica o trabalho de avaliar a compreensão, corrigir as redações em tempo real com dicas para os alunos e entregar ao professor uma análise da evolução de cada aluno e um comparativo com a turma. Para o professor, o que lhe cabe de fato: criar aulas tendo como ponto central os alunos e o desenvolvimento das suas habilidades com base nas informações. Os gestores das escolas e das secretarias de educação, por sua vez, têm acesso aos dados gerais das turmas, possibilitando uma atuação mais eficiente no apoio pedagógico.
Sobre a Letrus
A Letrus é uma EdTech que desenvolveu um programa de desenvolvimento de leitura e escrita utilizando tecnologia educacional, inteligência artificial proprietária e apoio pedagógico para o aperfeiçoamento da produção textual dos seus estudantes. Em operação de 2017, é aplicado em escolas das redes pública e privada. Foi premiada pela Unesco como melhor tecnologia educacional do mundo, chancelada academicamente pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e apontada pelo Fórum Econômico Mundial como referência no uso de IA na aprendizagem. Ao todo, a empresa já levantou R$60 milhões em investimentos desde sua fundação e tem entre seus investidores Crescera Capital, Owl Ventures, BID Lab, Altitude, Potencia, Canary, Positive Ventures, Fundação Lemann e VélezReyes+.
Informações à imprensa – Kyvo Comunicação
Ana Cristina de Oliveira
































