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Quase 900 mil lâmpadas e 17 mil eletrodomésticos deixam de virar lixo em Mato Grosso

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DESTAQUES DA PAUTA
– Programa Nossa Energia já trocou quase 900 mil lâmpadas, 13 mil geladeiras e 4,2 mil ventiladores mais eficientes.

– Equipamentos substituídos recebem destinação ambiental correta, com reciclagem e tratamento de materiais poluentes.

– Além de reduzir o consumo de energia, o programa evita o descarte irregular e diminui os impactos ao meio ambiente.

Foto: Energisa

Atenciosamente,

Juliana Bino – Analista de Comunicação da Energisa Mato Grosso /

Robson Boamorte – Analista de Comunicação da Energisa Mato Grosso /

Lorena Segala – BP (gestora) de Comunicação da Energisa Mato Grosso /

Programa Nossa Energia troca equipamentos antigos por modelos mais eficientes e garante a destinação ambientalmente adequada de materiais que poderiam levar milhares de anos para se decompor.

Trocar um equipamento antigo por um novo pode representar muito mais do que economia na conta de energia e melhoria na qualidade de vida. Em Mato Grosso, as ações do programa Nossa Energia, desenvolvido pelo núcleo de eficiência energética da Energisa, também contribuem para evitar que lâmpadas, ventiladores e geladeiras sejam descartados de forma inadequada no meio ambiente.

Desde 2015, o programa já promoveu a troca de 899.792 lâmpadas e cerca de 13 mil geladeiras. Em 2025, a iniciativa passou a incluir também a substituição de ventiladores e, desde então, 4.229 equipamentos já foram trocados.

A iniciativa funciona por meio da substituição de equipamentos usados e em funcionamento por modelos novos e mais eficientes. Cada unidade consumidora pode trocar até cinco lâmpadas convencionais por lâmpadas de LED, além de um ventilador e uma geladeira, conforme os critérios estabelecidos pelo programa.

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Além do benefício direto para os consumidores, a iniciativa também contribui para a preservação ambiental. O vidro de uma lâmpada pode levar até 10 mil anos para se decompor. Já os componentes de um ventilador podem permanecer na natureza por cerca de 500 anos. No caso das geladeiras, o tempo de decomposição dos diferentes materiais que compõem o equipamento é considerado incalculável.

Por isso, os equipamentos substituídos não são simplesmente descartados. Os materiais são recolhidos e encaminhados para empresas especializadas, responsáveis pelo tratamento, reaproveitamento e destinação ambientalmente adequada dos resíduos. Em Cuiabá, a empresa contratada realiza a coleta dos equipamentos descartados uma vez por mês e os encaminha para unidades especializadas.

“Quando um equipamento é trocado pelo programa, o benefício vai além da economia de energia para o consumidor. Também evitamos que materiais potencialmente poluentes sejam descartados de forma irregular e garantimos que eles recebam o tratamento adequado”, como explica Alex Fabiano, analista de Eficiência Energética da Energisa Mato Grosso.

Destinação segura

O processo de destinação varia de acordo com o tipo de equipamento. No caso das lâmpadas, o material é coletado e transportado de forma segura até uma unidade especializada, onde passa por triagem e descontaminação em equipamentos fechados. O mercúrio, presente em alguns modelos, é capturado para evitar a contaminação do solo, da água e da atmosfera. Depois, os componentes, como vidro e metais, são separados e encaminhados para reciclagem. Ao final, é emitida a documentação que comprova a destinação ambientalmente adequada do resíduo.

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As geladeiras passam por um processo ainda mais específico. Antes da desmontagem, os fluidos refrigerantes são recuperados em circuito fechado, evitando a liberação de substâncias potencialmente poluentes. O óleo do compressor também é retirado e destinado de forma adequada. Em seguida, o equipamento é desmontado e seus componentes, como aço, alumínio, cobre, plásticos, vidro e componentes eletrônicos, são separados para reciclagem. A espuma isolante também recebe tratamento para evitar a emissão de gases na atmosfera.

Já os ventiladores são encaminhados para triagem e desmontagem técnica. Seus componentes são separados de acordo com o tipo de material, como aço, alumínio, cobre, plásticos e componentes eletrônicos. O cobre presente nos motores e os demais materiais recicláveis podem retornar à cadeia produtiva, enquanto os resíduos sem possibilidade de reaproveitamento são encaminhados para unidades licenciadas.

“Em todos os casos, o processo é acompanhado por documentos de controle e rastreabilidade, que comprovam o tratamento e a destinação correta dos resíduos. Dessa forma, cada troca realizada pelo Nossa Energia representa uma oportunidade de melhorar a eficiência energética das residências e, ao mesmo tempo, reduzir os impactos ambientais provocados pelo descarte inadequado de resíduos”, finalizou Alex.

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