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Semana Mundial do Brincar: em tempos de exposição às telas, brincadeira é essencial para o desenvolvimento infantil

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Educadores explicam como o brincar estimula criatividade, autonomia, linguagem e habilidades socioemocionais

São Paulo, 20 de maio de 2026 – Com o tema “A Potência dos Encontros”, a Semana Mundial do Brincar será realizada de 23 a 31 de maio, uma iniciativa global que mobiliza escolas, famílias, organizações sociais e espaços públicos em torno de atividades lúdicas e reflexões sobre a infância. Em um mundo cada vez mais acelerado, digital e repleto de estímulos, garantir tempo e espaço para que as crianças brinquem é essencial para o desenvolvimento do indivíduo.

A semana é celebrada tradicionalmente no final do mês de maio, associada ao dia 28 de maio, data que marca o Dia Internacional do Brincar e é usada como marco para mobilizações em diversos países. A iniciativa foi criada em 1999 pela organização International Play Association (IPA), e é promovida no Brasil desde 2010 pela Aliança pela Infância.

 

Mais do que uma forma de entretenimento, o brincar é reconhecido como um direito fundamental: está previsto no artigo 31 da Convenção sobre os Direitos da Criança, da Organização das Nações Unidas (ONU), que assegura à criança o direito ao descanso, ao lazer e às brincadeiras; e também no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) do Brasil, que garante o direito à liberdade, ao respeito e à convivência comunitária, incluindo o brincar como parte essencial do desenvolvimento saudável.
Por que brincar é importante?
Mais do que entretenimento, brincar é uma ferramenta fundamental de aprendizagem. Segundo Jacqueline Cappellano, psicopedagoga e coordenadora da Educação Infantil da Escola Internacional de Alphaville – EIA, de Barueri (SP), é por meio das brincadeiras que a criança experimenta o mundo, desenvolve a imaginação, exercita a linguagem, aprende a lidar com regras, frustrações e desafios; além de fortalecer vínculos afetivos e competências socioemocionais como empatia, cooperação e resiliência.
Segundo a educadora, o brincar promove engajamento ativo, e a atenção focada na brincadeira fixa o aprendizado na memória de longo prazo, permitindo que se crie um ambiente seguro para testar hipóteses e recalcular estratégias. “Ao brincar, a criança organiza o pensamento, cria hipóteses, testa soluções e desenvolve habilidades cognitivas importantes, como atenção, memória e raciocínio lógico. É uma forma natural e potente de aprender”, diz Jacqueline.
Além disso, o brincar favorece a resolução de problemas, como, por exemplo, ao brincar com blocos ou criar regras; as tarefas dentro da brincadeira também exigem planejamento prático imediato, e os estímulos lúdicos aceleram a criação de novas conexões sinápticas.
Cláudia Andreazza, coordenadora pedagógica do colégio Progresso Bilíngue, de Itu (SP), acrescenta que além dos impactos cognitivos, a brincadeira também é decisiva para a saúde emocional. Em jogos simbólicos, faz de conta ou brincadeiras coletivas, a criança expressa sentimentos, elabora experiências e aprende a conviver em grupo. É como se a brincadeira fosse a ‘linguagem da infância’.
“É brincando que a criança comunica emoções, reproduz situações do cotidiano e encontra formas de compreender o mundo ao seu redor. Esse processo contribui diretamente para o desenvolvimento socioemocional”, afirma Cláudia.
Excesso de telas deve ser evitado
Para Renata Alonso, coordenadora pedagógica da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP), em um cenário marcado pelo uso cada vez mais precoce e intenso de dispositivos eletrônicos, promover momentos de desconexão das telas é uma necessidade urgente para garantir o desenvolvimento saudável na infância.
“Famílias e escolas já têm sentido, na prática, os impactos do excesso de exposição às telas no dia a dia das crianças. Entre os sinais mais percebidos estão a dificuldade de concentração, a irritabilidade, a menor tolerância à frustração, atrasos no desenvolvimento da linguagem, prejuízos na socialização e até mais resistência para participar de atividades que exigem interação, movimento ou criatividade”, afirma Renata.
Segundo a educadora, embora a tecnologia possa ter seu espaço de forma equilibrada e mediada, o excesso de estímulos digitais pode limitar experiências fundamentais para a criança, como explorar o ambiente, interagir presencialmente e exercitar a criatividade. “Nesse contexto, resgatar o brincar livre é essencial. É a partir do faz de conta que a criança elabora sentimentos, expressa emoções e organiza sua compreensão sobre o mundo de forma simbólica e segura”, destaca a especialista.
Família e escolas devem estimular o brincar
Para Beatriz Martins, coordenadora pedagógica do Brazilian International School – BIS, de São Paulo (SP), garantir o direito de brincar passa pela participação ativa dos adultos e o compromisso das escolas em criar oportunidades reais para que a brincadeira faça parte da rotina infantil.
“Em meio à correria do dia a dia e ao excesso de compromissos, as crianças têm pouco tempo para brincar livremente e menos momentos de conexão genuína com os adultos. Por isso, é fundamental que pais, responsáveis e educadores reconheçam o brincar como uma necessidade do desenvolvimento, e não como um passatempo ou atividade secundária”.
É preciso separar um momento de qualidade para brincar com a criança, com presença e atenção reais. “Quando o adulto participa da brincadeira, ele estimula a linguagem, a criatividade, a segurança emocional e a socialização. Além disso, o ato de brincar com a criança fortalece vínculos afetivos, amplia a escuta e cria memórias importantes para a infância”, diz.
Na escola, afirma a docente, o brincar deve ser valorizado como parte da proposta pedagógica, não apenas no recreio, mas como ferramenta de aprendizagem, descoberta e desenvolvimento socioemocional. “Quando família e escola caminham juntas nesse incentivo, contribuem para uma infância mais saudável, equilibrada e rica em experiências”, afirma Beatriz.
Os especialistas
Beatriz Martins Perpetuo é educadora com mais de 30 anos de atuação na educação, sendo 18 deles em funções de liderança pedagógica, formando equipes, projetos e — principalmente — pessoas. Possui licenciatura plena pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduação pelo Instituto Singularidades. Atualmente atua como coordenadora pedagógica no Colégio BIS. 
Claudia Andreazza é pedagoga, pós-graduada em docência da Língua Inglesa, com 16 anos de experiência em Educação, atuando dentro e fora da sala de aula. Atualmente é coordenadora bilíngue do Kindergarten e Elementary School no colégio Progresso Bilíngue Itu.
Jacqueline Cappellano é pedagoga, pós-graduada em Bilinguismo e Psicopedagogia coordenadora da Educação Infantil da Escola Internacional de Alphaville. É uma grande entusiasta da Educação Bilíngue e fascinada pelo universo da educação infantil. Enxerga no intercâmbio entre ideias e culturas, um caminho para a paz entre os povos.
Renata Alonso é formada em Pedagogia e pós-graduada em Psicomotricidade, com mais de 15 anos de experiência em educação bilíngue. Sua grande paixão são as crianças bem pequenas, e seus estudos são voltados à primeira infância, crianças de 0 a 3 anos. Com um olhar atento ao desenvolvimento integral dos pequenos, Renata acredita que essa fase da vida é crucial para a formação de indivíduos seguros, criativos e capazes de se expressar com confiança. Seu trabalho visa proporcionar um ambiente acolhedor e estimulante para o aprendizado, sempre com foco no cuidado e no afeto. 

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Sobre a ISP – International Schools Partnership

A International Schools Partnership (ISP) é um grupo internacional presente em 25 países, com 109 escolas privadas e mais de 92.500 estudantes em todo o mundo. A ISP apoia e capacita as instituições de ensino, desenvolvendo novos padrões de excelência em educação, para transformar as escolas em referência em suas comunidades locais e no setor educacional global. O aluno da ISP está no centro da jornada de aprendizagem e é preparado para o futuro, tendo acesso a educadores apaixonados e experientes, e ferramentas para que adquira confiança, conhecimento e habilidades; e aprimore seu aprendizado acadêmico, pessoal, social e emocional em um ambiente seguro, acolhedor e inclusivo. Para mais informações, acesse o site.


Contatos para a imprensa – FSB Comunicação

Vagner Lima

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