Calça jeans, bota e chapéu: como tendência inspirada no agro viralizou entre crossfiteiros
“Depois que vi o tamanho que aquilo tomou, decidi levar um pouco disso para o Monstar Games. Queria mostrar para o Brasil esse crossfit raiz, essa mensagem de Deus e que o esporte também é diversão, comunidade e espírito de ajudar o próximo.”
O que começou como uma estratégia para chamar atenção durante uma competição de crossfit acabou se transformando em uma tendência nacional. Em abril deste ano, o atleta e empresário Arthur Zanca, proprietário do box CrossZanca, em Cuiabá, entrou na arena do Spunky Games vestindo calça jeans, botina e chapéu. O visual inspirado no universo agro rapidamente viralizou nas redes sociais, ultrapassou 2,5 milhões de visualizações e deu origem à trend dos chamados “crossfiteiros do agro”, que tem sido replicada por outros atletas.
O primeiro vídeo foi publicado em 16 de abril, durante a disputa do Spunky Games, em Cuiabá. Na época, Zanca havia retornado recentemente de São Paulo para Cuiabá e conta que buscava retomar a presença no cenário mato-grossense do crossfit.
“Planejei ir para o Spunky competir na elite justamente para isso. Como eu tinha acabado de voltar para Cuiabá, precisava voltar um pouco para a mídia do crossfit mato-grossense. Então decidi entrar de calça e botina, trazendo um pouco da minha essência, porque sempre andei desse jeito”, conta.
Segundo ele, a ideia não surgiu apenas como uma estratégia visual. O atleta afirma que planejou cuidadosamente cada detalhe da ação, desde a roupa até a trilha sonora utilizada na publicação.
“Queria trazer minha essência e pegar um pouco da atenção da galera para passar a mensagem que gostaria de passar. Primeiro, levar uma mensagem de Deus. Também fazer meu marketing de retorno, mostrar autenticidade e que eu estava de volta para Cuiabá. Pensei em tudo: na música, no lançamento, na forma de postar. Tudo estava muito bem pensado.”
O alcance, porém, superou qualquer expectativa. O vídeo ultrapassou as fronteiras de Mato Grosso e começou a circular entre praticantes de crossfit de todo o país.
“Só não achava que ia viralizar desse tanto fora de Cuiabá, de Mato Grosso e fora da competição. Virou algo em nível nacional.”
Além da estética ligada ao universo agro, Zanca afirma que o objetivo era resgatar características que, na visão dele, acabaram ficando em segundo plano dentro do esporte ao longo dos anos.
“O crossfit antigo tinha competitividade, mas também diversão, comunidade e apoio ao próximo. O crossfit da atualidade deu uma apagada nisso e virou muito ganhar a qualquer custo. Isso vem me incomodando há bastante tempo. Decidi entrar ali para trazer uma mensagem diferente, colocar um pouco mais de Deus e mostrar que o crossfit é muito mais do que competição.”
A repercussão fez com que outros atletas passassem a reproduzir o estilo nas competições. Vídeos semelhantes começaram a surgir em diferentes estados, incluindo Mato Grosso do Sul, onde praticantes aderiram ao visual inspirado no campo durante eventos temáticos.
Com a repercussão nacional, Zanca decidiu levar o personagem para um palco ainda maior. Recentemente, voltou a competir vestido como “crossfiteiro do agro” durante o Monstar Games, considerado um dos principais festivais de crossfit do país.
Vídeos que misturam exercícios de alta intensidade com roupas típicas de cowboys acumulam milhares de visualizações e despertam a curiosidade de quem acompanha.
Por g1 MT
Vídeos que misturam exercícios de alta intensidade com roupas típicas de peões e cowboys acumulam milhares de visualizações e despertam a curiosidade de quem acompanha o esporte. Apesar da estética inusitada, a proposta vai além da roupa (assista acima).
Um dos responsáveis por popularizar o movimento é o educador físico e empresário Zanca, de 36 anos, proprietário de academias de crossfit em Cuiabá e São Paulo. Conhecido nas redes sociais pelos vídeos usando chapéu, bota e calça jeans, ele afirma que a ideia surgiu durante uma competição da categoria elite.
“Queria levar a mensagem de Deus e reacender a essência do crossfit, que é se divertir, comunidade, amigos. Eu quis resgatar isso, mas não imaginava que tomaria essa proporção a nível nacional”, afirmou.
Ao g1, ele explicou que o uso das peças está mais relacionado à identidade pessoal e à produção de conteúdo do que à prática esportiva em si. Apesar da repercussão, Zanca destaca que a vestimenta não é recomendada para os treinos do dia a dia e tem caráter apenas estético.
Com participações em competições de crossfit em diferentes estados brasileiros, ele acredita que o sucesso dos vídeos está ligado à identificação do público com valores como amizade, diversão e senso de comunidade, características que, segundo ele, fazem parte da essência do esporte.
Zanca, coach de CrossFit e Performance, durante competições de crossfit — Foto: Reprodução/Redes sociais
O fenômeno ganhou força nas redes sociais e fez com que cada vez mais praticantes adotassem a estética country em vídeos e eventos, transformando o visual de cowboy em uma das tendências mais comentadas do mundo fitness nos últimos meses.
Segundo Zanca, muitos de seus alunos passaram a incorporar elementos do estilo em gravações para as redes sociais e em competições da modalidade.
Para ele, a adesão aconteceu de forma espontânea, impulsionada pela identificação dos praticantes com a proposta de valorizar a comunidade do crossfit e a cultura ligada ao agro, que é forte em Mato Grosso.


































