Fisco não conseguiu provar que cantora passou mais de 183 dias na Espanha em 2011
Everson Teodoro
A cantora Shakira foi absolvida nesta segunda-feira (18) pela Suprema Corte da Espanha da acusação de fraude fiscal que enfrentava desde 2018. A decisão marca o fim de uma disputa que se arrastou por sete anos e garante à colombiana o reembolso de mais de 60 milhões de euros — cerca de R$ 352,8 milhões — referentes às multas pagas acrescidas de juros.
Segundo documentos obtidos pela agência Reuters, as autoridades fiscais espanholas não conseguiram comprovar que a artista passou mais de 183 dias no país em 2011 — o limite legal que obriga os residentes a recolherem imposto de renda na Espanha. A defesa de Shakira sempre sustentou que ela tinha uma vida itinerante no período e que sua residência oficial estava localizada em Nassau, nas Bahamas.
A disputa com o fisco espanhol teve diferentes capítulos. Em 2018, a receita federal espanhola denunciou a artista por supostamente ter vivido na Espanha entre 2011 e 2014 — tempo suficiente para caracterizar residência fiscal e obrigar o recolhimento de impostos sobre boa parte de sua renda mundial. Em um dos processos, Shakira chegou a pagar cerca de R$ 41 milhões para encerrar a disputa. Em 2025, ela voltou a ser alvo da Justiça espanhola, mas o caso foi arquivado em 8 de maio deste ano pelo Ministério Público e pela Procuradoria do Estado por falta de provas. A absolvição desta segunda-feira encerra definitivamente a relação da cantora com a Justiça tributária espanhola.
































