Da Redação OD – Bruna Barbosa Foto: Reprodução
No final de janeiro, Júlia recebeu a notícia de que foi aprovada em segundo lugar para cursar Direito no campus Araguaia da UFMT, em Barra do Garças (511 km de Cuiabá). A notícia foi compartilhada pela filha no X (antigo Twitter) e a feirante foi alvo de mensagens preconceituosas, além de ter sido acusada de estar “roubando a vaga” de pessoas mais novas.
“Algumas [mensagens] desejavam que ela morresse, falavam que ela estava com o pé na cova, além de estar roubando vaga”, conta Stephanie ao Olhar Conceito.
Na rede social, a jovem chegou a rebater alguns dos comentários que acusavam a mãe de ser “idosa” para cursar Direito. “Minha mãe passou a vida se dedicando para os outros. Criou 2 filhos, dois sobrinhos, cuida de um irmão pcd e se dedica até para as 4 cachorras que temos. Ela não queria fazer a prova, mas insisti pois é o sonho dela ser advogada, finalmente conseguiu realizar esse sonho”.
Apesar das mensagens preconceituosas, Stephanie conta que a mãe não desanimou e “nem ligou para isso”. Júlia se preparou durante dois anos para fazer o Enem no ano passado, entre os cuidados diários com a casa, família e a rotina de trabalho.
“Ela sempre quis estudar Direito, sempre foi o sonho dela. A preparação da prova foi correria, afinal ela tinha que limpar a casa etc, ajudei com materiais e também ajudando na casa. Quando saiu o resultado, vibramos muito, ela ficou bastante feliz e eu chorei por nós duas. Sobre o Hate, eu e meu irmão ficamos indignados, começamos a expor essas pessoas”.

































