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Cabelo transplantado pode cair? Especialista responde 8 dúvidas sobre o procedimento

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Do tempo de recuperação às indicações da cirurgia, médico aponta o que é mito, o que é verdade e quando o transplante capilar é recomendado
A busca por soluções para a queda de cabelo tem levado cada vez mais pessoas aos consultórios médicos. Entre os tratamentos disponíveis, o transplante capilar se destaca por oferecer resultados duradouros, mas ainda é cercado por dúvidas e informações equivocadas. Afinal, o cabelo transplantado pode cair novamente? Mulheres podem fazer o procedimento? Quanto tempo é necessário para voltar ao trabalho?
Segundo o médico especialista em transplante capilar e professor do curso de Medicina da Uniderp, Dr. Rafael de Cristo, muitos pacientes chegam à consulta influenciados por informações incompletas encontradas na internet e nas redes sociais. “Embora o transplante capilar seja uma técnica consolidada e segura, ainda existem muitos mitos que geram insegurança. O primeiro passo é entender que cada caso deve ser avaliado individualmente, considerando a causa da perda capilar, a área doadora disponível e as expectativas do paciente”, explica.
 
A perda excessiva de cabelo, o aumento da área de rarefação e a redução progressiva da densidade capilar são sinais que merecem avaliação médica. Quanto mais cedo a causa for identificada, maiores são as chances de controlar a queda e ampliar as opções de tratamento, aponta o médico. “O transplante capilar é uma ferramenta importante, mas não é a única solução. Em muitos casos, tratamentos clínicos iniciados precocemente podem retardar a evolução da perda capilar e melhorar significativamente a qualidade dos fios”, completa.
 
Mito ou verdade?
 
O cabelo transplantado pode cair novamente- mito e verdade
Após o procedimento, é comum que os fios transplantados caiam entre duas e oito semanas depois da cirurgia. Esse processo é esperado e faz parte da adaptação dos folículos ao novo local. Os fios voltam a crescer gradualmente nos meses seguintes. O que cai é a haste do cabelo, não o folículo transplantado. Após essa fase, o crescimento acontece de forma natural e permanente na grande maioria dos casos.
 
Apenas homens podem fazer transplante capilar- mito
Embora a calvície masculina seja mais conhecida, mulheres também podem ser candidatas ao transplante capilar, especialmente quando apresentam rarefação localizada dos fios, cicatrizes no couro cabeludo ou alguns tipos específicos de alopecia. “As mulheres representam uma parcela crescente dos pacientes. A indicação depende de uma avaliação cuidadosa para identificar a causa da perda capilar e verificar se há uma área doadora adequada”, afirma o Dr Rafael.
 
O resultado é imediato- mito
Os resultados do transplante exigem paciência. Os primeiros sinais de crescimento costumam aparecer após três ou quatro meses, enquanto o resultado final geralmente é observado entre 12 e 18 meses após a cirurgia.
 
O transplante capilar dói- mito
O procedimento é realizado com anestesia local, o que minimiza o desconforto durante a cirurgia. No pós-operatório, os pacientes podem apresentar leve sensibilidade, inchaço ou coceira temporária.
Quem faz transplante precisa raspar toda a cabeça- mito
Existem técnicas que permitem a realização do procedimento sem a raspagem completa dos cabelos, especialmente em casos selecionados. A indicação depende da extensão da área a ser tratada e da avaliação médica.
É possível voltar ao trabalho rapidamente- verdade
Na maioria dos casos, atividades administrativas podem ser retomadas entre três e sete dias após o procedimento. Já atividades físicas intensas ou profissões com maior exposição ao sol costumam exigir um período maior de recuperação.
“O retorno varia conforme a atividade exercida pelo paciente. O mais importante é seguir corretamente as orientações médicas para garantir a melhor cicatrização possível”, destaca o especialista.
O transplante impede a progressão da calvície- mito
O procedimento redistribui os fios para áreas com perda capilar, mas não interrompe necessariamente a evolução da calvície nas regiões que ainda possuem cabelos suscetíveis à queda. Por isso, muitos pacientes precisam associar o transplante a tratamentos clínicos para preservar os fios existentes.
Pessoas jovens podem fazer transplante- depende
A idade, sozinha, não determina a indicação. O mais importante é avaliar a estabilidade da queda de cabelo e o padrão da alopecia. Pacientes muito jovens precisam de uma análise criteriosa para evitar resultados inadequados no futuro, já que a calvície pode continuar evoluindo.

 

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Camila Souza Crepaldi

Especialista de Comunicação – Vice-Presidência de Gente, Cultura e Comunicação – Comunicação Externa Aliança J&A

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