Iniciativa une colaboradores e missionários para ajudar a abastecer o banco de sangue da região
As baixas temperaturas típicas do inverno afetam os estoques de sangue em hemocentros de todo o país. Em resposta a esse cenário crítico e integrando as ações que sucedem o movimento “Junho Vermelho”, a Fundação João Paulo II/Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP) mobiliza pelo quarto ano consecutivo colaboradores e missionários para contribuir com a manutenção dos estoques de sangue, promovendo ações semanais de transporte até o Hemocentro de Taubaté (SP).
A campanha de incentivo à doação de sangue, iniciada em junho de 2023, consolidou-se no calendário anual da instituição. Em 2026, a iniciativa ampliou seu cronograma e programou um total de seis viagens. Cada van, com capacidade para 15 passageiros, transporta os voluntários em datas pré-estabelecidas. Duas foram em junho (19 e 26) e, em julho, além da viagem realizada no dia 03, haverá mais três (17, 24 e 31).
A expectativa é que a ação mobilize ao longo de todo o período uma média de 90 doadores, entre funcionários e missionários. Cada viagem representa um esforço da instituição para facilitar o acesso de voluntários que, muitas vezes, devido à rotina de trabalho ou dificuldades de transporte, têm dificuldade para comparecer ao hemocentro espontaneamente.
Cada doação de sangue leva cerca de 40 minutos para ser realizada e tem a capacidade de salvar a vida de até quatro pacientes que dependem de tratamentos contra o câncer, procedimentos cirúrgicos complexos e atendimentos de emergência. “Doar sangue é um ato de amor ao próximo, capaz de oferecer esperança e salvar muitas vidas”, incentiva Vanessa Correa Procopio, colaboradora da equipe do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (Sesmt) da Fundação João Paulo II.
Por que Doar Sangue no Inverno?
Historicamente, o inverno registra reduções significativas no fluxo de doadores devido à maior incidência de gripes, resfriados e à relutância natural em sair de casa nos dias mais frios. Porém, a demanda por transfusões não diminui. Promover ações institucionais que facilitem essa ponte entre o voluntário e o hemocentro, é vital para evitar desabastecimentos nos hospitais da região do Vale do Paraíba.
Além do impacto direto na saúde coletiva, o ato de doar promove benefícios práticos ao próprio doador, como a realização de uma triagem clínica detalhada (avaliação de pressão arterial, temperatura, frequência cardíaca e exames hematológicos básicos) e estímulo à renovação celular sanguínea. Dependendo das legislações municipal e estadual vigentes, doadores regulares podem também usufruir de benefícios como meia-entrada em eventos culturais, isenções de taxas em concursos públicos específicos e prioridade de atendimento.
Quem pode doar?
Para garantir a segurança tanto do doador quanto do receptor de sangue, o Ministério da Saúde estabelece diretrizes rígidas. Os interessados em apoiar a causa devem observar os seguintes critérios básicos:
– Documentação: Apresentar documento de identidade original com foto.
– Idade e peso: Ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 precisam de autorização legal) e pesar mais de 50 kg. Candidatos com mais de 60 anos devem ter realizado pelo menos uma doação anterior.
– Estado de saúde: Estar em boas condições de saúde, sem histórico recente de febre ou infecções bacterianas (mínimo de 15 dias). Não estar grávida ou amamentando. Não ter diabetes em uso de insulina ou epilepsia em tratamento. Não ter tido malária ou visitado área endêmica da doença há menos de um ano. Não ter fator de risco ou histórico de doenças infecciosas e transmissíveis por transfusão, tais como: hepatite (após os 11 anos de idade), hepatite B ou C, doença de Chagas, sífilis, AIDS (HIV) ou HTLV I/II.
– Alimentação e hábitos: Não estar em jejum (aguardar ao menos três horas caso a doação ocorra após o almoço ou jantar). Não ter consumido bebidas alcoólicas nas últimas 12 horas.
– Impedimentos temporários: Não ter realizado tatuagem ou maquiagem definitiva nos últimos 12 meses; não possuir piercing em cavidades orais ou genitais; não ter realizado endoscopia ou colonoscopia nos últimos seis meses; e não ter feito uso de anti-inflamatórios nos últimos três dias.
Mais informações: Assessoria de Imprensa Canção Nova

































