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Claudia Raia nega FIV: especialista explica como funciona a técnica e o impacto da idade na fertilidade

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Após atriz voltar a afirmar que não recorreu à fertilização in vitro para engravidar aos 55 anos, Dr. Alfonso Massaguer explica as principais etapas do tratamento e por que cada caso deve ser avaliado individualmente

A declaração de Claudia Raia, que voltou a negar ter recorrido à fertilização in vitro (FIV) para engravidar do filho caçula, Luca, reacendeu a discussão sobre reprodução assistida e gravidez em idades mais avançadas. Aos 59 anos, a atriz comentou novamente as especulações em torno da gestação, ocorrida quando tinha 55 anos, e afirmou que não realizou o procedimento.

O caso chama atenção para uma dúvida frequente entre mulheres que desejam engravidar: até que ponto a fertilização in vitro consegue superar os efeitos da idade sobre a fertilidade?

Segundo o Dr. Alfonso Massaguer, ginecologista, especialista em Reprodução Humana e diretor clínico da Clínica Mãe, a FIV ampliou as possibilidades de tratamento da infertilidade, mas não elimina um dos principais fatores relacionados às chances de gravidez: a idade dos óvulos.

“A idade é um dos fatores mais importantes para o resultado de uma fertilização in vitro. No final, nós trabalhamos com a matéria-prima disponível. Se temos óvulos de boa qualidade, as chances de obter bons embriões são maiores. Com o passar da idade, principalmente após os 40 anos, ocorre uma redução importante tanto na quantidade quanto na qualidade dos óvulos”, explica o médico.

FIV não é o primeiro caminho para todas as mulheres

Apesar de ser uma das técnicas de reprodução assistida mais conhecidas, procurar um especialista em Reprodução Humana não significa necessariamente iniciar uma fertilização in vitro.

De acordo com o Dr. Alfonso, o primeiro passo é investigar por que a gravidez não está acontecendo.

“É um grande erro achar que, quando você procura um especialista em Reprodução Humana, necessariamente terá que fazer uma fertilização in vitro. Nossa obrigação é encontrar a causa e tratar essa causa. Quando possível, buscamos a forma mais simples de conseguir a gravidez”, afirma.

Alterações hormonais, problemas de ovulação, pólipos, miomas, endometriose e alterações no sêmen estão entre as condições que podem ser identificadas durante a investigação. Dependendo do diagnóstico, o tratamento pode envolver desde medicamentos e indução da ovulação até inseminação intrauterina, procedimentos cirúrgicos ou FIV.

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Como funciona a fertilização in vitro?

Quando há indicação para a FIV, o tratamento começa com uma avaliação detalhada da saúde reprodutiva. Exames podem avaliar a reserva ovariana, as condições do útero, fatores hormonais, doenças infecciosas e características do sêmen, além de outros aspectos definidos de acordo com o histórico de cada paciente.

Na etapa seguinte, a mulher recebe medicamentos hormonais para estimular os ovários a desenvolverem vários folículos no mesmo ciclo. Durante esse período, o crescimento folicular é acompanhado por ultrassonografias e, quando necessário, por exames hormonais.

Quando os folículos atingem o estágio adequado, é realizada a coleta dos óvulos. O procedimento ocorre sob sedação, e os óvulos obtidos são encaminhados ao laboratório de Reprodução Humana.

Fertilização acontece no laboratório

No laboratório, os óvulos maduros são selecionados e preparados para a fertilização. Os espermatozoides também passam por processamento e seleção.

A fecundação pode ocorrer pela técnica convencional ou pela ICSI, método no qual um espermatozoide é introduzido diretamente no óvulo.

Os embriões formados permanecem em incubadoras especiais e são acompanhados durante os primeiros dias de desenvolvimento. Posteriormente, de acordo com a estratégia médica definida para cada paciente, o embrião poderá ser transferido para o útero ou congelado para utilização em outro momento.

Após a transferência embrionária, a paciente aguarda o período determinado pela equipe médica para realizar o exame de gravidez.

Por que engravidar depois dos 40 é mais difícil?

O Dr. Alfonso explica que um dos principais desafios da Reprodução Humana em mulheres com idade mais avançada está justamente na qualidade dos óvulos.

“Com o passar da idade, e principalmente após os 40 anos, a taxa de gravidez com óvulos próprios cai bastante porque os óvulos começam a apresentar uma redução importante de qualidade e quantidade. Às vezes conseguimos retirar um bom número de óvulos, mas uma parcela deles pode apresentar alterações e resultar em embriões também alterados, diminuindo as chances de sucesso”, esclarece.

Isso significa que a FIV não deve ser interpretada como uma garantia de gravidez. As chances dependem de diferentes fatores, como idade, reserva ovariana, qualidade dos óvulos e espermatozoides, desenvolvimento dos embriões, condições uterinas e o diagnóstico que levou à indicação do tratamento.

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Congelamento de óvulos pode ampliar possibilidades futuras

Para mulheres que desejam adiar a maternidade, o planejamento reprodutivo pode ser discutido antes mesmo de existir uma dificuldade para engravidar.

O congelamento de óvulos permite preservar gametas obtidos em uma idade mais jovem para uma possível utilização futura.

“É importante que a mulher que pretende deixar para ter filhos depois dos 35 anos, principalmente quando pensa em engravidar próxima ou após os 40, converse com um especialista sobre congelamento de óvulos. A ideia é preservar óvulos de uma idade mais jovem e ampliar as possibilidades reprodutivas no futuro”, destaca o Dr. Alfonso.

Quando procurar um especialista?

O momento para investigar possíveis dificuldades para engravidar também varia conforme a idade e o histórico da paciente.

Em geral, mulheres com menos de 35 anos e sem fatores de risco conhecidos devem procurar avaliação após 12 meses de relações sexuais regulares, sem uso de métodos contraceptivos, sem conseguir engravidar. Entre 35 e 39 anos, a investigação deve ocorrer mais cedo, normalmente após seis meses de tentativas.

A partir dos 40 anos, a recomendação é não adiar a avaliação especializada.

Também é importante procurar atendimento antes desses períodos quando já existe alguma condição conhecida que possa comprometer a fertilidade, como ausência ou irregularidade importante da menstruação, alterações prévias no sêmen do parceiro, histórico familiar de menopausa precoce, endometriose ou tratamentos como quimioterapia.

“O tempo é um fator muito importante na Reprodução Humana. Principalmente em idades mais avançadas, esperar muito para investigar pode reduzir as possibilidades de tratamento. Por isso, cada paciente precisa ser avaliada individualmente”, conclui o Dr. Alfonso Massaguer.

Sobre a Clínica Mãe

A Clínica Mãe é uma instituição especializada em reprodução assistida, dedicada a auxiliar pessoas que desejam realizar o sonho da maternidade e da paternidade. Com equipe especializada e recursos tecnológicos voltados à Reprodução Humana, a clínica oferece acompanhamento individualizado aos pacientes ao longo das diferentes etapas da investigação e dos tratamentos de fertilidade.

Fonte Gabriel Menezes Assessoria Site

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