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Com ou sem água pantaneiros seguem em ação!

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Texto de Armando Arruda Lacerda defende a sabedoria pantaneira, o manejo tradicional e a escuta de quem vive integrado ao ciclo das águas

Tchácau,Tchácau, Tchácau
Água mais funda
Puurrr Puurr Puurr
Depois novamente
Tchácau, Tchácau, Tchácau
Finamente, suspiro, silêncio
Bolapé, nado Bolapé nado

Mesmo com barulho das mudanças climáticas, e da seca que não chegou no Pantanal, pantaneiros não param, continuam em ação na batida do antigo caminho.

Não pára para perder tempo em se lamentar por conhecer que o fluxo e o refluxo das águas, são a essência da vida no Pantanal e perder essa hora certa de lascar o fósforo nas rodas de macega, significa proibir a única medida para apagar o repetido, e lucrativo, negócio de aguardar a ignição, por acúmulo de combustível desvitalizado em parques e reservas.

Enquanto prevalecer a óbvia destruição impune da fauna e flora, sempre caprichando na divulgação do cinismo, em permanente pose de vitimização.

O filósofo Marco Tulio Cícero já previa em 106 aC:
“-Impunitatis spes maxima illecebra est peccandi” ou o maior estímulo para o crime é a expectativa da impunidade.

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Seguindo a filosofia do amigo Tácito Loureiro em seu “Guia de Conduta Ética e de Respeito ao Pantanal Sustentável”, ao tratar do Princípio da Humildade Ecológica:

“-Nenhum ser humano conhece o Pantanal melhor do que o próprio pantaneiro. Toda e qualquer intervenção deveria começar por escutar quem , por viver há tanto tempo nele, se tornou parte integrante da sustentabilidade e da beleza que ostenta. “

O pantaneiro tira humidemente, a trilha antiga da perpétua mudança dos humores da amiga água, sua razão de seguir em ação para manter, da vida no Pantanal, a sustentação.

Armando Arruda LacerdaSeguindo batida antiga

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