O que deveria ser um passeio prazeroso e relaxante, pode dar muita dor de cabeça para mulheres que desejam viajar sozinhas. Estar em um lugar desconhecido e sem rede de apoio pode ser assutados, mas com certas estratégias e cuidados, o receio dá espaço para a alegria e satisfação de explorar o novo. O
conversou com uma estudante que ama descobrir o mundo sozinha e dá dicas de segurança para mulheres que desejam se aventurar por aí, mas ainda têm medo.
Isadora Balbinot Bortolo, 23, sempre gostou de viajar, mas foi após seu intercâmbio sozinha para Taiwan, com apenas 16 anos, que ela despertou o desejo de fazer seu caminho independente da companhia.
“Durante meu ensino médio, eu fiz intercâmbio por 10 meses em Taiwan. Morava em casa de família e aos poucos fui me acostumando com a língua, a cultura e os costumes de lá. Foi a primeira vez que viajei sem minha família e foi uma experiência incrível”, conta.
Após ficar quase um ano na China, ela aprendeu sobre os cuidados durante as viagens e estratégias para visitar diferentes lugares do mundo. Com apenas 21 anos, ela viajou durante 6 meses pelo Brasil, trocando trabalho por hospedagem. Em 2022 ficou um mês “mochilando” pelo Peru e em 2023 passou mais um mês sozinha na Bolívia.
“Sozinha mesmo, eu já fiz mochilão para o Peru e a Bolívia. As dicas que eu dou são: sempre compartilhar a localização com alguém de confiança e nunca falar para estranhos que você está viajando sozinha. Enquanto você estiver visitando um ponto turístico, não poste foto marcando a localização, publique só depois que você não estiver mais lá. Eu indico para que as viajantes escolham sempre um hostel feminino, porque lá você se sente mais segura e pode fazer amizades para sair juntas pela cidade”, explica.
A estudante de psicologia conta que já foi assediada na Bolívia. Para ela o que funciona nessas horas é sempre contar uma mentira e ir embora. “Já aconteceu de eu estar num mercado público lá na Bolívia e aí chegou um cara, sentou ao meu lado e começou a me assediar, perguntando com quem eu tava, se eu tava sozinha, enfim, me assediou. Aí o que eu faço é mandar uma mentirona, tipo ‘eu tô esperando meu namorado, a gente vai se encontrar e ele é de não sei onde’, tipo assim, invento bastante para tirar da minha cola”, orienta.
Mesmo mochilando, o que pressupõe um orçamento reduzido, Isadora conta que às vezes o barato não compensa e pode até sair caro quando a questão é a segurança. “No começo eu queria economizar muito dinheiro. Principalmente por tentar viajar numa forma mais econômica, eu optava por fazer os passeios por conta, sejam as trilhas e outras visitas e eu fui percebendo que aquilo podia me colocar em risco em algum momento e esse barato ia sair caro”, relembra.
Isadora já passeou por lugares como a Tailândia, Vietnã, Filipinas, Malásia e enfatiza a importância de pesquisar sobre a cultura local.
“Isso é importante porque às vezes você quer ir à praia com um biquíni e o local não é acostumado com esse tipo de vestimenta, então é importante sempre conhecer a cultura do local para que as pessoas não te olhem torto ou você se sinta incomodada nos locais que visitar”, alerta a jovem. Vale destacar que além do exemplo do biquíni, há locais em que não se pode entrar com ombros à mostra ou de bermuda, nestes casos não saber a regra da roupa pode te fazer perder um passeio muito interessante.
Em relação a aeroportos, ela pontua que o básico é nunca deixar a bagagem longe e está sempre com o documento junto, numa bolsa, doleira ou pochete que possa ficar bem próxima ao corpo.
“Além de perguntar para as pessoas do hostel se o local é seguro para sair sozinha, também é importante sempre levar dinheiro no cartão e em espécie para eventuais situações”, destaca.


































