Ventos podem chegar até 162 km/h; companhias aéreas cancelam centenas de voos
Bruno Solis
Foto: Reprodução
O supertufão Bavi começou a se aproximar, nesta sexta-feira (10), das ilhas Sakishima, no sudoeste do Japão, em uma área próxima a Taiwan. As autoridades locais emitiram alertas para ventos intensos, chuvas volumosas, risco de deslizamentos de terra e alagamentos.
O sistema climático ganhou força no início de julho e foi classificado como supertufão no dia (4), enquanto avançava para o oeste pelo oceano. Segundo imagens de satélite, as águas da região apresentavam temperaturas próximas de 30°C, condição que favoreceu a rápida intensificação do fenômeno.
No último domingo, o Bavi atingiu seu pico de intensidade, com ventos que chegaram a 290 km/h. O ciclone causou danos em ilhas norte-americanas do Pacífico e passou pela ilha de Rota, onde foram emitidos alertas para ventos extremos.
No Japão, a previsão indica rajadas de até 162 km/h, levando empresas aéreas a cancelarem dezenas de voos programados para a região. A Japan Airlines informou a suspensão de mais de 100 operações entre sexta-feira e sábado (11), afetando cerca de 20 mil passageiros. Já a All Nippon Airways cancelou mais de 160 voos até domingo (12), também atingindo aproximadamente 20 mil viajantes.
Antes de chegar ao Japão, o supertufão deixou um rastro de destruição nas Filipinas, com registros de deslizamentos de terra e 15 mortes. O sistema também obrigou mais de duas mil pessoas a deixarem suas casas em Taiwan diante da aproximação do ciclone.
A China também entrou em estado de atenção devido à chegada do Bavi, prevista para a manhã deste sábado (11), pelo horário de Brasília. O Observatório Nacional chinês emitiu alerta laranja para a tempestade, que deve atingir principalmente a região leste do país com fortes chuvas e ventos.


































