Atuação integrada com diferentes setores contribui para a segurança do paciente
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Comemorado em 15 de maio, o Dia Nacional do Controle de Infecção Hospitalar é uma oportunidade para reforçar a importância de campanhas e ações educativas voltadas à prevenção do problema, já que a maioria das infecções hospitalares pode ser evitada por meio da adoção de medidas efetivas de prevenção e controle das chamadas Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS).
De acordo com o chefe do Setor de Gestão da Qualidade do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT/HU Brasil), o enfermeiro Luís Magalhães, existem ações essenciais para reduzir riscos a pacientes, profissionais e acompanhantes, contribuindo para a diminuição de complicações clínicas, do tempo de internação, do uso inadequado de antimicrobianos e dos custos hospitalares, além da qualificação do cuidado.
Ele explica que a adoção de práticas simples, como a higienização correta das mãos, o uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), a limpeza e desinfecção de superfícies e o cumprimento das precauções específicas, tem grande impacto na redução da transmissão de microrganismos e na melhoria da assistência.
Comissão de Controle de Infecção
No HDT-UFNT, por exemplo, existe a Comissão de Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (CCIRAS), que desempenha papel fundamental na promoção de práticas seguras, na prevenção das IRAS e na melhoria contínua da qualidade do atendimento prestado aos pacientes.
“A atuação da CCIRAS envolve, principalmente, o desenvolvimento e o monitoramento de protocolos assistenciais, a busca ativa de riscos de IRAS, a vigilância epidemiológica das infecções e a implementação de medidas preventivas baseadas em evidências, incluindo o desenvolvimento de ações deliberadas e sistemáticas, com vistas à redução máxima possível da incidência e da gravidade das infecções hospitalares ou relacionadas à assistência à saúde”, detalha Luís.
O enfermeiro destaca ainda que a comissão atua de forma integrada com os demais setores do hospital, contribuindo para a segurança do paciente, a redução de eventos adversos e a promoção da qualidade e da assistência segura. Entre as principais ações voltadas à Segurança do Paciente no que diz respeito às IRAS estão a higienização correta das mãos, o uso adequado de equipamentos de proteção individual, o cumprimento das precauções específicas e a adesão aos protocolos de prevenção de infecções.
Vigilância
Além dessas medidas, são fundamentais a vigilância e o monitoramento de indicadores assistenciais, a educação permanente dos profissionais, o uso racional de antimicrobianos, a identificação precoce de surtos, o gerenciamento adequado de resíduos, a limpeza e desinfecção de artigos e ambientes e, por fim, a comunicação efetiva entre as equipes.
Segundo ele, o controle das infecções hospitalares depende de um conjunto de medidas específicas. “Isso deve ser prioridade no ambiente hospitalar. Trata-se de uma responsabilidade compartilhada entre todos os profissionais de saúde, gestores, pacientes e acompanhantes. A cultura de segurança do paciente depende do comprometimento coletivo com boas práticas assistenciais, da atualização constante dos processos de trabalho e da conscientização de que a prevenção é uma das estratégias mais eficazes para garantir a segurança do paciente e a qualidade da assistência prestada”, ressalta o chefe do Setor de Gestão da Qualidade do HDT-UFNT.































