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Geração Z aponta esquecimento e idosos citam falta de coleta como obstáculos para reciclar, diz pesquisa da Nexus e Sindiplast

Close-up of a young man putting a water bottle in a recycling bin in Malmo in Sweden.

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Crédito: Getty Images

Apesar de a maioria dos brasileiros dizer que separa materiais para reciclagem em casa, os obstáculos para manter o hábito variam bastante conforme a idade. Entre os mais jovens, o principal problema é comportamental. Já entre os mais velhos, a maior dificuldade está na falta de infraestrutura. É o que mostra a pesquisa “Hábitos Sustentáveis & Percepções sobre o Plástico”, realizada pela Nexus encomendada pelo Sindiplast (Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo).

 

Segundo o levantamento, 75% dos brasileiros afirmam separar materiais recicláveis ou morar com alguém que tem esse costume. Ainda assim, os motivos que dificultam a prática mudam de acordo com a faixa etária. Entre jovens de 16 a 24 anos, da chamada Geração Z, 67% dizem separar o lixo — a menor taxa entre os grupos analisados. Para 46% deles, o principal obstáculo é a falta de costume ou o esquecimento. Em seguida aparecem a ausência de coleta seletiva na rua ou no bairro (36%) e a falta de informação sobre reciclagem (31%).
Na faixa de 25 a 40 anos, 71% afirmam separar o lixo. O esquecimento aparece menos, citado por 30% dos entrevistados. Nessa etapa da vida, a principal dificuldade passa a ser estrutural: 38% dizem que não há coleta seletiva onde moram. Outros 33% apontam falta de informação e 32% dizem que os pontos de coleta são distantes ou desconhecidos.
Entre pessoas de 41 a 59 anos, o hábito de reciclar chega a 79%. O esquecimento é mencionado por 23%. Já a falta de coleta seletiva na rua ou no bairro lidera o ranking de dificuldades, com 33%. Na sequência aparecem a falta de informação sobre coleta (30%) e a distância dos pontos de descarte (25%).
Os brasileiros com 60 anos ou mais, 80% dizem separar o lixo em casa. Nesse grupo, apenas 20% citam falta de costume como obstáculo. A principal queixa é a ausência de caminhões de coleta seletiva passando na rua, mencionada por 31%. Outros 21% dizem faltar informação sobre o destino correto dos materiais. Ao mesmo tempo, 33% afirmam não enfrentar nenhuma das dificuldades listadas na pesquisa.
“Os dados mostram que o Brasil já tem uma base importante de pessoas que separam resíduos em casa, mas ainda existe um desafio grande de transformar esse hábito em uma rotina consistente e garantir que o material chegue de fato à reciclagem. Hoje, o país gera cerca de 4,5 milhões de toneladas de resíduos plásticos por ano, e pouco mais de 20% desse volume é reciclado, segundo o relatório MaxiQuim / PICPlast. Por isso, iniciativas de conscientização ambiental são fundamentais para que mais pessoas entendam o valor do descarte correto e para fortalecer toda a cadeia da reciclagem”, afirma Paulo Teixeira, diretor superintendente do Sindiplast.
Plástico e PET lideram entre materiais separados

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Entre os brasileiros que dizem reciclar em casa, o plástico e as garrafas PET aparecem disparados como os materiais mais separados, citados por 90% dos entrevistados.
Em seguida vêm o alumínio, mencionado por 73%, e papel, papelão ou jornal e vidro, ambos com 68%.

Na hora de dar destino às embalagens plásticas, as estratégias variam. Segundo a pesquisa, 22% separam e guardam o material para a retirada de empresas especializadas e outros 22% fazem doação. Já 18% dizem que jogam o plástico no lixo comum, sem separar.
Outros 14% afirmam que levam o material até um posto de coleta e 13% reutilizam o plástico em casa, como vasos de plantas ou porta-lápis.
Desconfiança sobre o destino do lixo

Mesmo entre quem separa resíduos, há dúvidas sobre o que acontece com o material depois do descarte. Segundo o levantamento da Nexus com o Sindiplast, 56% acreditam que as embalagens plásticas separadas são efetivamente recicladas.

Por outro lado, 24% dizem não acreditar no processo. O principal receio é que o lixo reciclável acabe sendo misturado novamente em caminhões ou lixões.
Responsabilidade pela coleta

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Quando questionados sobre quem deve garantir que a coleta seletiva funcione corretamente, a maior parte dos brasileiros aponta o poder público municipal.
Segundo a pesquisa, 79% dizem que a responsabilidade é da prefeitura da cidade. Outros 47% afirmam que a tarefa também é da própria população, enquanto 27% atribuem a obrigação ao governo estadual.
“A pesquisa mostra também que existe uma responsabilidade compartilhada. De um lado, é essencial ampliar a infraestrutura de coleta seletiva e os pontos de entrega para facilitar o descarte correto. De outro, a conscientização da população continua sendo decisiva. Quando as pessoas entendem que separar o lixo em casa é o primeiro passo para a economia circular, aumentam as chances de que esses materiais retornem como matéria-prima para a indústria, gerando emprego, renda e benefícios ambientais”, finaliza o executivo.

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