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Higienizar as mãos é medida simples que ajuda a prevenir doenças no dia a dia

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Infectologista reforça a importância do hábito para reduzir infecções e proteger grupos mais vulneráveis
Neste 5 de maio, Dia Mundial de Higienização das Mãos, a orientação é direta: manter o hábito de higienizar as mãos de forma correta continua sendo uma das medidas mais eficazes para prevenir doenças infecciosas.
As mãos funcionam como principal meio de transporte de microrganismos entre superfícies, pessoas e o próprio corpo. Ao tocar olhos, boca ou alimentos, a transmissão se torna mais fácil. “A lavagem remove fisicamente esses agentes e reduz drasticamente a chance de infecção. É uma medida simples, barata e com impacto comprovado na saúde pública”, destaca a infectologista do Hospital São Mateus, Ana Elisa de Carvalho.
Infecções respiratórias, como gripes e resfriados, diarreias infecciosas e conjuntivite estão entre as doenças que podem ser evitadas com esse cuidado. Em ambientes de saúde, a prática também contribui para reduzir quadros mais graves, como pneumonias e infecções de corrente sanguínea.
A falta de higienização facilita a circulação de microrganismos e aumenta o risco de surtos em casa e na comunidade, com maior impacto em grupos mais vulneráveis, como idosos, gestantes e crianças.
Técnica correta e rotina fazem diferença
Mais do que lavar as mãos, é preciso fazer isso da forma adequada. A recomendação é usar água e sabão por pelo menos 20 segundos, esfregando todas as áreas, como palmas, dorso, entre os dedos, unhas e polegares, além de enxaguar e secar bem. Lavar rapidamente ou esquecer partes das mãos compromete a eficácia do cuidado.
O álcool em gel também é um aliado importante, principalmente quando não há sujeira visível. Em situações com presença de matéria orgânica, a lavagem com água e sabão continua sendo indispensável.
A higienização deve fazer parte de momentos simples da rotina, como antes das refeições, após usar o banheiro, tossir ou espirrar, ao chegar da rua ou após contato com superfícies compartilhadas, pessoas doentes, animais ou lixo.
“A higiene das mãos segue como uma das principais formas de prevenir diversas doenças, não apenas a COVID-19”, ressalta a especialista.
Crianças e idosos exigem atenção especial. Enquanto os pequenos têm maior contato com superfícies e levam as mãos ao rosto com frequência, os idosos apresentam maior risco de complicações. O estímulo ao hábito, com orientação e exemplo dentro de casa, ajuda a consolidar a prática ao longo da vida.
Nos serviços de saúde, a higienização das mãos é considerada a principal medida para prevenir infecções relacionadas à assistência e melhorar a segurança do paciente. Falhas nesse cuidado favorecem, inclusive, a disseminação de bactérias resistentes a antibióticos.
O uso incorreto do álcool em gel também pode comprometer a proteção. Aplicar pouca quantidade, não espalhar por todas as áreas das mãos ou interromper antes da secagem completa estão entre os erros mais comuns.
Incorporar o hábito à rotina é o que garante seus benefícios e mantém a proteção no dia a dia. Para a infectologista, Ana Elisa de Carvalho, esse cuidado precisa ser constante. “A higienização das mãos é uma atitude simples, mas com impacto enorme na prevenção de doenças. Um gesto simples, feito corretamente, salva vidas e protege toda a comunidade.”
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