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Jayme Campos critica atraso de Mato Grosso na educação integral: “Um dos últimos do Brasil”

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Senador afirma que Estado com alta arrecadação não pode manter apenas 15% das escolas públicas de ensino médio em tempo integral

Apenas 15% das escolas públicas que ofertam ensino médio em Mato Grosso funcionavam em tempo integral em 2025. O dado, extraído de relatório do Todos Pela Educação, com base em informações do MEC/Inep, coloca o Estado em posição preocupante no cenário nacional e mereceu duras críticas do senador Jayme Campos (União-MT) durante pronunciamento nesta terça-feira, 19, da tribuna do Senado.

O índice confirma a distância de Mato Grosso em relação à meta nacional de ampliação da jornada escolar e também em relação a unidades da Federação que já avançaram de forma mais consistente nessa agenda. Para o senador, o baixo desempenho é incompatível com a realidade fiscal de um Estado que arrecada muito e ocupa posição de destaque na produção, na exportação e no crescimento econômico.

“Não basta o Estado ser rico na produção, na exportação e na arrecadação. Ele precisa ser rico também em oportunidades para os seus jovens”, afirmou Jayme Campos.

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O senador destacou que a educação em tempo integral é uma política estratégica para melhorar o aprendizado, reduzir desigualdades, proteger crianças e adolescentes da vulnerabilidade social e preparar os estudantes para o mercado de trabalho.

“Quando o jovem passa mais tempo na escola, com ensino de qualidade, atividades culturais, esportivas, reforço pedagógico e preparação para a vida, ele tem mais chance de construir um futuro digno. Quando isso não acontece, quem perde é a família, é a economia, é o Estado e é o Brasil”, acentuou.

Para Jayme Campos, a baixa expansão do modelo revela falta de planejamento e de prioridade política. Ele lembrou que outros estados brasileiros já avançaram de forma mais consistente na implantação da educação integral, demonstrando que o problema não está apenas na disponibilidade de recursos, mas também na capacidade de gestão.

“Mato Grosso não pode aceitar ficar para trás numa agenda tão importante. Temos recursos, temos arrecadação e temos condições de fazer mais. O que falta é transformar a educação em prioridade real, com metas claras, orçamento, planejamento e cobrança de resultados”, afirmou.

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Com uma vida pública ligada à defesa da educação como instrumento de desenvolvimento social e econômico, Jayme Campos afirmou que Mato Grosso precisa recuperar o espírito de ousadia educacional. Foi durante sua gestão como governador que a Universidade do Estado de Mato Grosso — Unemat foi instituída pela Lei Complementar nº 30, de 15 de dezembro de 1993, consolidando uma política de interiorização do ensino superior no Estado.

Para o senador, a mesma visão que permitiu ampliar o acesso ao ensino superior no interior de Mato Grosso deve agora orientar a expansão da educação integral, a valorização dos professores e a melhoria da estrutura das escolas públicas

“A educação não pode ser tratada como despesa. Educação é investimento. Mato Grosso precisa formar melhor seus jovens, valorizar seus professores e garantir que a riqueza do Estado chegue também à sala de aula” – concluiu Jayme Campos.

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