BREQUE NACIONAL
Paralisação reúne trabalhadores de aplicativos em protesto contra Uber, 99 e iFood; categoria reivindica reajuste da taxa mínima, regulamentação e fim de bloqueios nas plataformas
Bruno Solis
Foto: Reprodução
O primeiro dia da paralisação nacional de entregadores e motoristas de aplicativos mobilizou uma multidão de trabalhadores em Cuiabá nesta sexta-feira (31). Segundo a organização do movimento, mais de 5 mil pessoas aderiram ao protesto, que cobra melhores condições de trabalho e remuneração das plataformas Uber, 99 e iFood.
Batizada de “Breque Nacional”, a mobilização também foi registrada em diversas cidades brasileiras, entre elas Itabira (MG), Botucatu (SP) e João Pessoa (PB). Em alguns municípios, a paralisação poderá se estender até domingo (2).
Em Mato Grosso, o ato ocorreu em Cuiabá e Várzea Grande. A concentração teve início no estacionamento da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), de onde centenas de motociclistas seguiram em carreata pelas principais avenidas da Capital para chamar a atenção da população e das empresas para as reivindicações da categoria.
O presidente do Instituto Motoboys, João Gabriel Patriota Muniz, conhecido como “Bardudão”, afirmou que o movimento é um recado às plataformas de transporte e entrega.
“Cuiabá, Várzea Grande, Mato Grosso parou contra as empresas de aplicativo que nos exploram e nós estamos mandando o recado”, declarou.
Entre as principais reivindicações dos trabalhadores está o fim do sistema denominado “Mais Entregas”, a unificação da taxa mínima em R$ 10,50 para todos os aplicativos, reajuste de 100% no valor pago por corrida ou entrega e o fim dos bloqueios motivados por paradas técnicas.
Os manifestantes também defendem a regulamentação das plataformas, com regras que garantam maior segurança e remuneração considerada justa para motoristas e entregadores.
Segundo João Muniz, os valores atualmente pagos pelas empresas são insuficientes para cobrir os custos da atividade.
“As empresas de aplicativo querem pagar uma taxa muito baixa. O iFood paga cerca de R$ 3, a Uber pouco mais de R$ 3 e a 99 cerca de R$ 4,50. A gente quer uma taxa unificada e, por isso, a categoria está paralisando e pedindo melhores condições de trabalho”, afirmou.
A expectativa dos organizadores é ampliar a adesão ao movimento ao longo do fim de semana, mantendo a pressão sobre as plataformas por mudanças nas condições de trabalho e na política de remuneração dos profissionais.

































