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Minha Casa, Minha Vida responde por metade dos lançamentos no Centro-Oeste no primeiro trimestre

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INDICADORES IMOBILIÁRIOS NACIONAIS CBIC

Na região Centro-Oeste, o programa Minha Casa, Minha Vida respondeu por 48% das unidades residenciais lançadas no primeiro trimestre de 2026, percentual próximo ao dos empreendimentos de demais padrões, que representaram 52% da oferta regional. Os dados fazem parte do levantamento Indicadores Imobiliários Nacionais da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em correalização com o SESI, divulgado nesta segunda-feira (25/5). Nacionalmente, o programa foi responsável por 49% das vendas de imóveis no período, com 54.510 unidades comercializadas.

 

Em termos percentuais, o Norte tem a maior participação do programa na oferta total de imóveis (52%), enquanto o Sul tem a menor (17%). Os dados, relativos ao primeiro trimestre de 2026, foram colhidos pela Brain Inteligência Estratégica em 221 cidades, incluindo as 27 capitais e respectivas regiões metropolitanas.

 

Para o vice-presidente Financeiro da CBIC, Eduardo Aroeira Almeida, os números reforçam a importância da política pública no combate ao déficit habitacional. “O Minha Casa, Minha Vida vem cumprindo o seu papel de tornar realidade o sonho da casa própria para milhões de brasileiros. Ao longo do tempo, vem se mostrando como grande impulsionador da indústria da construção, representando a metade do mercado imobiliário residencial”, pontuou.

 

Entre o início de janeiro e o fim de março deste ano, foram lançadas 97.802 unidades residenciais, uma redução se comparado com o primeiro trimestre de 2025 de 4,9%. A diferença é maior se comparada ao 4º trimestre de 2025, com redução de 32,1%. Historicamente, o último trimestre de cada ano costuma ser o que há maior quantidade de lançamentos.

 

Estabilidade – Embora o dado geral tenha apresentado retração, houve forte expansão no Centro-Oeste no período, com crescimento de 38,3% no número de lançamentos na região, melhor desempenho no país.

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Segundo o conselheiro da CBIC e diretor de economia do SECOVI-SP, Celso Petrucci, a queda de lançamentos já era esperada, dada a sazonalidade do mercado imobiliário — que concentra muitos lançamentos no fim do ano — e que o pequeno recuo das vendas não é motivo de preocupação. “Houve uma redução de 2,6%, o que, no contexto atual, consideramos que é praticamente uma estabilidade em relação ao trimestre anterior”, afirmou Petrucci.

 

O levantamento apontou que o número de unidades vendidas cresceu na maior parte do Brasil, apesar da redução de lançamentos. Apenas a região Sul teve recuo nas vendas, com 0,05% menor do que o mesmo período do ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses, foram vendidas 438.012 unidades, com o Sudeste respondendo por mais da metade deste número (223.670).

 

O comparativo entre as unidades vendidas e o valor geral de vendas (VGV) cresceu 0,5% em relação a 2025, atingindo R$ 65,9 bilhões. A oferta final teve uma elevação mais expressiva, de 8,2%,com 350.891 unidades disponíveis. Considerando a média dos últimos 12 meses, se não houvesse novos lançamentos, a oferta final se esgotaria e menos de 10 meses.

 

O levantamento também ouviu pessoas quanto à intenção de compra de imóvel nos próximos dois anos. Ao todo 49% dos entrevistados declararam interesse na compra, sendo as casas em rua o principal tipo de imóvel pretendido (47%), seguido de apartamento (35%).

 

Cenário traz preocupação – Deixar de pagar aluguel é apontado como principal motivo para a compra (38%), seguido de sair da casa dos pais (12%) e mudança de localidade (8%). “O Minha Casa, Minha Vida passou por uma reformulação recente em que houve aumento nas faixas de renda e no valor máximo dos imóveis. Isso tem potencial de aumentar ainda mais a participação do programa no mercado imobiliário”, disse o vice-presidente de Habitações de interesse social da CBIC, Clausens Duarte.

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Os efeitos inflacionários da crise do petróleo, provocada por tensões no Estreito de Ormuz, já refletem nos indicadores da construção, com aumento nos preços dos materiais e tem preocupado o setor da construção. Outro fator de atenção é a iminente aprovação da PEC que estabelece o fim da escala 6×1 e redução de carga horária para 40 horas sem que haja contrapartidas ou aumento de produtividade. Também preocupa a incerteza quanto à regulamentação da Reforma Tributária, etapa essencial para a clareza do ambiente tributário e a transição entre o antigo e o novo modelo.

 

De acordo com o vice-presidente da Indústria Imobiliária da entidade, Ely Wertheim – também presidente executivo do SECOVI-SP, essas questões precisam de uma solução, pois impactam profundamente no desempenho do setor. “Precisamos dar um encaminhamento que não penalize tanto o setor, sobretudo porque há muitos contratos que foram firmados com as regras vigentes atuais, de escala 6×1 e jornada de 44 horas semanais. Além disso, os impactos da guerra têm aumentado o custo da construção civil em todas as etapas da obra. E por fim, precisamos que o arcabouço tributário esteja claro para o início da transição, e por isso, é fundamental que definida a regulamentação da Reforma Tributária o quanto antes”, finalizou Wertheim.

Indicadores imobiliários nacionais:  anexo 1.pdf 

📞 Mais informações: Fernando Caixeta – [email protected]

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