Cerca de 23,6% de todos os focos de calor registrados no país, estão no estado, que também lidera o número de focos de julho.
Por Tiago Terciotty, TV Centro América
Área devastada por incêndios no Pantanal, no parque Encontro das Águas, em Poconé (MT), em foto de 17 de novembro de 2023. — Foto: AP Photo/Andre Penner
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram que Mato Grosso segue sendo o estado com o maior número de focos de calor no país desde o início de 2024. Os focos registrados no estado representam 23,6% de todos contabilizados no país até agora. De janeiro até esta quarta-feira (10), foram 9,2 mil focos de incêndio, um aumento de 41,53% se comparado com o mesmo período do ano passado, quando foram 6,5 mil focos.
Segundo o Instituto, o estado também lidera o número de focos de julho, com 477 registros. No estado, o bioma mais atingido pelos incêndios é a Amazônia, com 5,6 mil focos, seguido por Cerrado (2,7 mil focos) e Pantanal (827 focos).
Já as cidades mais atingidas pelos focos de incêndio neste mês são:
- Feliz Natal – 490 focos
- Cáceres – 482 focos
- Tangará da Serra– 472 focos
Especialistas do Instituto S.O.S Pantanal, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) e da WWF Brasil explicaram as principais razões das queimadas em cada bioma. (entenda)
- 🌳AMAZÔNIA: Desmatamento
- 🍂CERRADO: Seca e expansão das áreas utilizadas para a agropecuária
- ⛺PANTANAL: Seca severa e queimas em propriedades particulares
🌳Unidades de conservação
A unidade de conservação de Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, foi a que mais registrou focos de calor (22 focos), seguida pela Cabeceiras do Rio Cuiabá (14 focos) e Nascentes do Rio Paraguai (5 focos).
🔥Operação de combate
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Mato Grosso é o estado com o maior número de focos de incêndio — Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
Em junho, o governo de Mato Grosso lançou a Operação Pantanal 2024, que combate incêndios florestais na região do Pantanal no estado. O objetivo é evitar que o fogo destrua o bioma como em anos anteriores, em que a fauna e a flora da região foram atingidas pelas queimadas.
De acordo com a Secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, a operação foi antecipada em dois meses por causa da situação climática que afeta a região. O período proibitivo também foi antecipado, que passa a valer a partir desta segunda-feira.
“Antecipamos a proibição de 1 de julho para esse bioma. Somente serão autorizados focos preventivos, ou seja, o uso do fogo para prevenir eventos maiores”, diz.





























