Onça-pintada fêmea passou uma noite emitindo sinais de que estava à procura de um parceiro. O flagra do comportamento animal foi registrado esta semana no Pantanal de Mato Grosso do Sul e impressionou turistas que acompanhavam a cena de pertinho, a olhos nus.
Na ocasião, a onça-pintada Tatá foi avistada emitindo vocais que sinalizam ao macho sua disponibilidade para acasalar. Cheia de vontade, a fêmea entoava seus potentes esturros para dentro, avisando aos interessados que estava à procura de um parceiro.
Um dos guias de campo que desbravava o Pantanal com os turistas naquela noite filmou a cena. Ao Jornal Midiamax, ele confirmou as segundas intenções da mocinha. “Sim, ela pode usar essa vocalização para atrair macho e também para marcar o seu território”, comentou Fagner de Almeida.
Onças se comunicam por meio dos esturros
Há poucos meses, uma armadilha fotográfica do Projeto Jaguatiricas, instalada no Pantanal de Miranda, flagrou o mesmo comportamento em outro exemplar da espécie. Idealizador da iniciativa, o biólogo Henrique Villas-Boas Concone explicou que as onças adaptam seus esturros dependendo do que querem “dizer”.
“É um som usado para comunicação entre onças-pintadas, vamos dizer assim. Então, ela pode usar isso quando está em busca de um parceiro. Tanto a fêmea quanto o macho vocalizam tentando encontrar parceiro. Isso significa que estão sinalizando a presença”, afirmou o biólogo.
O profissional ainda ressaltou que, de modo geral, os esturros são a principal linguagem das onças-pintadas. “Macho chamando fêmea, fêmea chamando macho, sinalizando a posição onde o bicho está. Caso, às vezes, ele escute outro esturrando, ele esturra de volta, nesse comportamento de demarcar território”, completou.
(Revisão: Dáfini Lisboa)


























