- No Ano Internacional da Mulher Agricultora da ONU, produtoras brasileiras ilustram como a gestão inovadora e o diálogo transformam a cadeia produtiva
São Paulo, julho de 2026 – Em 2026, a comemoração do dia do agricultor, em 28 de julho, é uma oportunidade para valorizar o protagonismo feminino a participação feminina no setor. A data ganha ainda mais relevância por estarmos no Ano Internacional da Mulher Agricultora, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU).
O último Censo Agropecuário do IBGE, de 2017, aponta que mulheres estão à frente de 30 milhões de hectares no país, o que corresponde a 8,5% da área total de produção e 19% das propriedades. Dados mais recentes do Cepea, centro de pesquisas ligado à Universidade de São Paulo, indicam que em 2025 elas respondiam por aproximadamente 20% das pessoas que atuam no agro. Embora ainda sejam minoria, lideranças femininas conquistam cada vez mais espaço em posições de liderança e tomada de decisão, contribuindo ativamente com o sucesso do agro.
As trajetórias das agricultoras Patricia Brunetta e Carla Nemitz ilustram o potencial das mulheres assumindo posições estratégicas, conduzindo negócios e ajudando a moldar um setor mais inovador, diverso e preparado para o futuro.
No Mato Grosso, a ponte entre a ciência e o campo
Quando uma semente de algodão chega à fazenda, ela já percorreu um longo caminho de pesquisa, desenvolvimento e produção. Mas existe uma etapa decisiva para que toda essa tecnologia chegue ao produtor com qualidade: o beneficiamento das sementes. É justamente nesse elo estratégico da cadeia que atua a engenheira agrônoma e produtora rural Patricia Brunetta.
(Crédito: divulgação)
Responsável pelo deslintamento e beneficiamento de cerca de 60% das sementes de algodão do mercado brasileiro, a produtora também está à frente da gestão da qualidade das operações do Grupo Itaquerê, em Primavera do Leste (MT).
“O amor pela terra e pela agricultura aprendi ainda durante a minha infância com meu pai”, conta Patricia. Filha de engenheiro, ela cresceu na cidade e nunca teve dúvidas de que seu futuro estaria ligado à agricultura. Ela iniciou sua atuação na cultura do algodão em 1999. Desde então, construiu uma trajetória marcada pela combinação entre conhecimento técnico, gestão de pessoas e compromisso com a qualidade.
No Rio Grande do Sul, o diálogo e o legado como força de transformação
No Sul do país, Carla Nemitz se destaca com outra frente de atuação. Quando criança, aprendeu que o campo exigia dedicação, resiliência e capacidade para tomar decisões difíceis. Décadas depois, a produtora rural, que dá continuidade ao legado da terceira geração da família, é responsável pela produção de soja, arroz e milho no município de Manoel Viana (RS). Enquanto comanda a operação de cinco fazendas, ela vivencia um novo capítulo dessa história: suas duas filhas participam da rotina da propriedade e seguem seus passos no agronegócio.
(Crédito: divulgação)
“Não podemos gerir uma propriedade rural com base apenas na tradição. Hoje, os dados são o nosso principal insumo para a tomada de decisão”, afirma Carla. “Meu objetivo é mostrar que o campo é um ambiente de alta tecnologia e que nós, mulheres, estamos na vanguarda dessa inovação, buscando produzir mais, melhor e com mais responsabilidade ambiental e social”, completa.
Além do foco em tecnologia, Carla defende que um relacionamento mais próximo e transparente entre os agricultores e a indústria é o caminho para construir um legado que vai além da porteira. A história desta agricultora mostra como a visão de que o diálogo e a escuta mútua são fundamentais para o avanço do setor.
O legado do campo no mundo corporativo
No dia do agricultor, as trajetórias de Patricia e Carla refletem um movimento que ultrapassa os limites das fazendas. A experiência adquirida no campo e o legado familiar têm inspirado gerações de mulheres a construir carreiras em diferentes elos da cadeia do agronegócio.
É o caso de Graciela Mognol, diretora de Marketing da BASF Soluções para Agricultura. Filha de agricultores de Carazinho, no interior do Rio Grande do Sul, ela cresceu no campo e desde cedo entendeu que poderia contribuir para a agricultura ainda que fora da fazenda. Para ela, as histórias de sucesso das agricultoras e outras profissionais do setor provam que a liderança feminina fortalece a inovação e competitividade em toda a cadeia, seja operando máquinas no campo, produzindo ou desenhando estratégias nas sedes das companhias.
“O agro precisa de pessoas preparadas. Hoje, vemos um setor cada vez mais aberto a diferentes perfis de liderança, e as mulheres têm desempenhado um papel importante de ampliação dessa diversidade de talentos”, analisa Graciela. “A inovação floresce quando diferentes vozes e visões colaboram, conectando a experiência de quem está na terra com as ferramentas do mercado. É essa harmonia, e a força dessas mulheres, que comprovam que o futuro do agro será cada vez mais produtivo”.
Sobre BASF Soluções para Agricultura
Tudo o que fazemos, fazemos por amor à agricultura. A agricultura é fundamental para fornecer alimentos suficientes e acessíveis para uma população em rápido crescimento, ao mesmo tempo que reduz os impactos ambientais. É por isso que trabalhamos com parceiros e especialistas para integrar nossos compromissos de sustentabilidade em todas as decisões de negócio. Com € 990 milhões em 2025, investimos em uma sólida estrutura de P&D e no desenvolvimento de soluções para os diversos sistemas produtivos. Conectamos sementes e biotecnologias, soluções de proteção de cultivos, ferramentas digitais e iniciativas de sustentabilidade com o objetivo de contribuir com agricultores, agricultoras e outros elos da cadeia produtiva para que tenham os melhores resultados. Em 2025, nosso negócio gerou vendas de €9,6 bilhões. Para mais informações, visite www.agriculture.basf.com ou nossos canais nas redes sociais.
Sobre a BASF
Na BASF, criamos química para um futuro sustentável. Nossa ambição: ser a empresa química preferida para viabilizar a transformação verde de nossos clientes. Combinamos sucesso econômico com proteção ambiental e responsabilidade social. Cerca de 108.000 colaboradores do Grupo BASF contribuem para o sucesso de nossos clientes em quase todos os setores e em quase todos os países do mundo. Nosso portfólio compreende, como negócios principais, os segmentos Químicos, Materiais, Soluções Industriais e Nutrição e Cuidados; nossos negócios autônomos estão agrupados nos segmentos de Tecnologias de Superfície e Soluções para Agricultura. A BASF gerou vendas de aproximadamente €60 bilhões em 2025. As ações da BASF são negociadas na bolsa de Frankfurt (BAS) e como American Depositary Receipts (BASFY) nos Estados Unidos. Mais informações em: www.basf.com
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