Nova cor adicionada aos semáforos prepara o trânsito para um futuro onde os carros dirigem sozinhos.
Todo mundo, até mesmo as crianças, já se acostumou com as três cores do semáforo e com o significado de cada uma delas. Com a possível implantação de mais uma luz no equipamento, muita gente pode ter que se acostumar com uma mudança bem grande nos sinaleiros do mundo todo.
Há décadas, os semáforos são controlados por computadores e possuem as cores vermelho, verde e amarelo. A ideia agora é adicionar uma quarta tonalidade de luz: o branco.
A mudança foi proposta em um estudo conduzido por engenheiros do transporte da North Carolina State University (Universidade Estadual da Carolina do Norte), nos Estados Unidos. Eles propõem a criação de um dispositivo com quatro luzes para solucionar problemas com congestionamentos.
Luz branca no semáforo
Os pesquisadores realizaram simulações para demonstrar a capacidade do novo sistema e descobriram que os carros autônomos ganharam maior eficiência operacional, além de perceberem um aumento na segurança viária.
Presentes no equipamento, alguns sensores indicam aos veículos comuns a presença dos autônomos quando há um número considerável deles naquele trecho da via. A medida pode tornar o trânsito mais fluido e reduzir o tempo de parada dos carros.
“Acreditamos que é importante incorporar o conceito de luz branca nos cruzamentos, porque ela informa aos motoristas humanos o que está acontecendo, para que saibam o que devem fazer ao se aproximarem do cruzamento”, explica Ali Hajbabaie, um dos autores do projeto.
As três cores tradicionais do sinaleiro vermelho continuariam funcionando da mesma maneira, sem alteração nas regras de trânsito em vigor.
A ideia é preparar as ruas e estradas para o futuro, uma vez que o número de carros autônomos em funcionamento ao redor do mundo ainda é bem reduzido. No mundo atual, a nova luz no semáforo teria pouca vantagem.
- Jornalista graduada pela Universidade Federal de Goiás (UFG), integra o time Edital Concursos Brasil desde 2016. Apaixonada por redação jornalística, também atuou em projetos audiovisuais durante seu intercâmbio no Instituto Politécnico do Porto (IPP).
































