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Pantanal das araras azuis livres ou vida comunitária inter espécies nas sedes de fazendas.

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Diferentes criadores pantaneiros e seus colaboradores em fazendas estão nos enviando amostras de vídeos e fotos de casais de arara azuis, vejam este exemplo do Paiaguás.

Felizmente, a maior parte do Pantanal ainda é constituida por fazendas tradicionais onde as araras sentem-se protegidas e tem profunda simbiose com humanos e a criação pantaneira, sendo acolhidas como integrantes da auto proteção socialmente solidária da comunidade orgânica viva e multi espécies em cada local.

Especialmente para araras azuis e outras aves que necessitam de água pura (e um pouco de lama) nestes tempos de seca, foi improvisado um bebedouro exclusivo dentro do quintal…

Este criador tradicional do Paiaguás há 50 anos plantou na sua sede e cuidou de um manduvi, na cicatriz de um galho quebrado, um casal de araras logo se estabeleceu, de uma de suas procriações, um novo casal escavou mais abaixo outro ninho, comunidade solidária e ativa que continuam todos os anos rendendo novas aves.

Nas fazendas, mesmo não se usando o manduvi, é costume plantá-lo perto da sede, para sombra refrescante e atrair araras e outras aves, que quebram a monotonia do silêncio com sua gritaria, e ainda servem de equipe de sentinela, vigilância moda droneque fica sobrevoando e chamando atenção sobre quaisquer movimento de intrusos.

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As araras azuis são como um anjo da guarda, e componente essencial na vida nas fazendas com manejo de pastoralismo tradicional no Pantanal.

Armando Arruda Lacerda

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