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DISPUTA PELO PAIAGUÁS; PL rejeita pressão do Republicanos e mantém senador WF na disputa

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Segundo a Folha de S. Paulo, cresce distância entre os 2 partidos e dificulta articulação para reeditar aliança que elegeu Mauro Mendes

MARCOS LEMOS Da Reportagem
Reprodução/Agência Senado e Secom-MT
Para jornal, cresce a distância entre o senador WF e o governador Pivetta. no que se refere à possível aliança entre PL e Republicanos

A tentativa de reconstruir a aliança que governou Mato Grosso nos últimos oito anos sofreu um novo revés, no fim de semana.

O Partido Liberal (PL) decidiu manter a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo do Estado, e rejeitou a possibilidade de abrir mão da disputa em favor do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que mira a reeleição.

A informação foi publicada no domingo (12) pela Folha de S.Paulo e reforça o impasse entre as duas legendas, que negociam uma composição nacional para a eleição presidencial de 2026, mas esbarram justamente nos acordos estaduais.

Segundo a publicação, a direção nacional do Republicanos condicionou o apoio à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à construção de alianças em estados considerados estratégicos – entre eles, Mato Grosso.

No Estado, a expectativa do Republicanos era contar com o apoio do PL à candidatura de Pivetta à reeleição.

O partido, porém, descartou essa possibilidade e reafirmou que Wellington permanece como candidato ao Palácio Paiaguás.

A decisão amplia a distância entre as duas legendas, justamente no momento em que o governador busca reeditar a ampla coligação formada em 2018 e 2022, quando o grupo liderado por Mauro Mendes reuniu partidos de centro e de direita.

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O impasse em Mato Grosso ganhou importância dentro das negociações nacionais por causa do peso eleitoral do Estado entre os partidos de direita.

Além da forte identificação do eleitorado mato-grossense com o ex-presidente Jair Bolsonaro, o Estado é considerado estratégico pela influência política do agronegócio e pelo potencial de arrecadação para as campanhas.

De acordo com a Folha, o palanque de Mato Grosso tornou-se uma das principais moedas de negociação entre PL e Republicanos, nas conversas sobre a sucessão presidencial.

A posição do PL, no entanto, foi de manter a candidatura de Wellington, afastando, ao menos neste momento, qualquer composição em torno de Pivetta.

As conversas entre PL e Republicanos envolvem ainda outros estados considerados prioritários para ambas as legendas, como São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Acre.

O Republicanos busca ampliar sua participação nos palanques estaduais em troca do apoio ao projeto presidencial do PL.

Ao mesmo tempo, a legenda avalia a possibilidade de permanecer neutra na disputa pelo Palácio do Planalto, embora descarte uma aliança com o presidente Lula (PT).

As negociações também ganharam novos capítulos após informações divulgadas pelo portal O Antagonista sugerirem que um eventual acordo entre PL e Republicanos envolveria a promessa de indicação do presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), para uma futura vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

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A informação foi negada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

O próprio Marcos Pereira também rejeitou qualquer negociação envolvendo cargos no Judiciário e afirmou que o Republicanos ainda discute internamente qual será sua posição na disputa presidencial.

Enquanto as negociações nacionais continuam, o cenário eleitoral mato-grossense permanece indefinido.

Além de Wellington Fagundes e Otaviano Pivetta, o senador Jayme Campos (União Brasil) também mantém sua pré-candidatura ao Governo do Estado.

Já o MDB, presidido pela deputada Janaina Riva, sinalizou preferência por uma composição com Jayme Campos, embora continue dialogando com os demais pré-candidatos antes das convenções partidárias.

Com as convenções previstas para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto, o espaço para construção de alianças diminui a cada semana.

A manutenção da candidatura de Wellington Fagundes representa mais um obstáculo para a estratégia de unificação das forças de centro e direita em Mato Grosso e indica que a disputa pelo Palácio Paiaguás deverá contar, ao menos por enquanto, com múltiplos candidatos no campo conservador.

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