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DIREITA LATINO-AMERICANA; Milei confirma visita ao Brasil para agendas com Bolsonaro e Flávio Bolsonaro

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Em declarações recentes, Milei afirmou acreditar em uma mudança de direção política no Brasil

Bruno Solis

O presidente da Argentina, Javier Milei, confirmou que virá ao Brasil nas próximas semanas para cumprir agendas políticas com o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A viagem reforça a aproximação entre lideranças conservadoras e de direita na América Latina.

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Segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (10) pelo portal argentino Página 12, Milei estará em São Paulo no dia 25 de julho para participar de um evento partidário que deve oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República nas eleições de outubro. O presidente argentino também informou que pretende passar por Brasília para se reunir com Jair Bolsonaro.

 

Esta será a segunda aproximação entre Milei e Flávio Bolsonaro em menos de um mês. No fim de junho, os dois se encontraram na residência oficial de Olivos, na Argentina, em uma reunião interpretada como um gesto de aproximação política entre os grupos alinhados à direita nos dois países.

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Em declarações recentes, Milei afirmou acreditar em uma mudança de direção política no Brasil, com maior espaço para propostas ligadas ao liberalismo econômico e à defesa da propriedade privada. As declarações reforçaram a sintonia ideológica entre o presidente argentino e o grupo  político ligado ao bolsonarismo.

 

A agenda no Brasil, porém, não deve incluir encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A relação entre os dois chefes de Estado tem sido marcada por divergências políticas e tensões diplomáticas desde o início do governo argentino.

 

Após a passagem pelo Brasil, Milei seguirá para o Peru, onde pretende participar da cerimônia de posse de Keiko Fujimori, apontada por ele como uma aliada política e econômica. Em seguida, no dia 7 de agosto, o presidente argentino viajará à Colômbia para acompanhar a posse de Abelardo de la Espriella e deve se reunir com o presidente do Equador, Daniel Noboa, para tratar de possíveis acordos bilaterais.

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