O projeto “Comunidades Tradicionais de Poconé” pretende potencializar o turismo cultural e histórico nas comunidades rurais tradicionais, além de despertar o interesse dos empreendedores locais para desenvolver e comercializar os produtos e serviços da região.
O projeto conta com o apoio do Conselho Estadual de Cultura e é financiado por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do Governo Federal, através do Governo de Mato Grosso/SECEL-MT.
Nesta reportagem, vamos conhecer a Comunidade Capão do Angico :
A Comunidade Capão do Angico é uma comunidade rural tradicional localizada a cerca de cinco quilômetros da área urbana de Poconé. Os integrantes da comunidade desempenham o papel de protetores da biodiversidade local, combinando a tradição pantaneira com ações de preservação ambiental.
A comunidade detém a propriedade intelectual coletiva de duas atividades significativas: a conservação ambiental e a fabricação de cerâmica tradicional.
Essas ações seculares precisaram ser reinventadas com novas abordagens, apoiadas por instituições e autoridades estabelecidas.
Embora ainda não seja oficialmente confirmado, estudos e pesquisas recentes sugerem que a tradição dos ceramistas da região está relacionada à passagem dos índios Guatós por Poconé. Isso é considerado devido ao fato de que, após a Guerra do Paraguai, os Guatós se estabeleceram na área, mantendo a técnica da cerâmica para a fabricação de potes, panelas, moringas e outros utensílios.

A agricultura familiar, a pecuária e as olarias especializadas na fabricação de telhas e tijolos foram as principais fontes econômicas da comunidade nos últimos anos. Em contrapartida, a comunidade tem sido capacitada pela associação em técnicas de cerâmica e produção de mudas nativas para venda.
O turismo cultural rural vem ganhando destaque ao integrar lazer, história, meio ambiente e produção de cerâmica.
ATENDIMENTO:
Local: Estrada rural Capão do Angico. Aproximadamente cinco quilômetros afastada do centro urbano de Poconé.
Referência: Nas proximidades do prédio da antiga Escola Municipal Dom Pedro II, concedido à Associação de Moradores.

Tradição: Fabricação de cerâmica, conservação do meio ambiente.
Devoção religiosa: A comunidade é devota de vários santos, entre eles: São Jorge (abril), Santa Rita de Cássia (maio), São Benedito (julho).
Data proposta para atendimento a grupos: Apenas com agendamento; atendimentos podem ser realizados diariamente, com preferência para os finais de semana.
1 – Quebra-torto pantaneiro: café da manhã farto e típico da região;

2 – Cabeça de boi assada no forno de barro: uma tradição do Pantanal com um sabor intenso e distinto, como a carne das bochechas, que é bastante macia. Ou até mesmo a língua e os miolos são utilizados, devendo ser apreciado com um tempero separado, quase um vinagrete com especiarias, acompanhado de mandioca e farinha. Cada cabeça possui pelo menos três quilos de carne, suficiente para alimentar até oito pessoas.
3 – Experiências na comunidade: rodas de conversa, roda de viola, toque do berrante, atividades de ceramistas;

4 – Esporte e lazer: trilha ou caminhada, passeio a cavalo pantaneiro com guia, introdução à prova de laço;
5 – Almoço pantaneiro: um almoço autêntico do Pantanal, que pode incluir peixe, frango caipira, feijoada pantaneira ou churrasco;
6 – Piscina, música ambiente, área de bar com mesa de sinuca, espaços cobertos e bosque;
7 – Crepúsculo pantaneiro: Roda de viola – voz e violão (com artista local), oportunidade para interação, refeição ou porções leves;
8 – Pernoitar: O local disponibilizado é para camping, contanto que sejam realizadas reservas.
CONHEÇA OS EMPREENDIMENTOS EXISTENTES NA COMUNIDADE:





























