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Primeira turma de Identificadores Florestais do Brasil conclui formação em Mato Grosso

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Há 17 anos formado em Engenharia Florestal, Robervane Sementilli voltou à sala de aula para atualizar conhecimentos que fazem parte de sua atuação profissional. Nesta terça-feira (22), ele esteve entre os 15 alunos que concluíram, em Alta Floresta, a primeira turma do curso FIC de Identificador Florestal, formação pioneira no Brasil voltada à identificação de espécies utilizadas pelo setor de base florestal. “O curso foi muito importante para aprimorar a identificação das espécies, especialmente por ter um enfoque voltado ao setor madeireiro. Esse conhecimento ajuda a melhorar a qualidade do trabalho técnico, evitar problemas e buscar mais segurança jurídica nas atividades relacionadas ao manejo florestal”, afirmou.

 

A segunda etapa prática do curso, realizado no Dia da Árvore, celebrado em 21 de setembro, e na terça, reforça a relação entre conhecimento técnico, uso sustentável dos recursos florestais e conservação. A formação teve 160 horas e reuniu conteúdos teóricos e práticos de identificação de espécies. O curso foi idealizado e realizado pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (CIPEM), pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e IFMT – Campus Juína, com apoio do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), do Sindicato dos Madeireiros do Extremo Norte de MT (Simenorte), do Sindicato das Indústrias Madeireiras e Moveleiras do Noroeste de Mato Grosso (SIMNO) e da Universidade do Estado de Mato Grosso – Campus Alta Floresta (UNEMAT).

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Para o presidente do CIPEM, Ednei Blasius, a qualificação é estratégica para um setor que trabalha com mais de 60 espécies de madeiras florestais comerciais em Mato Grosso. “Um curso desses vem melhorar cada vez mais o nível de conhecimento técnico-científico para o setor madeireiro do Estado. O manejo florestal, toda a cadeia produtiva, começa lá na floresta, começa na base”, destacou. Segundo ele, a identificação correta das espécies contribui diretamente para a rastreabilidade, a legalidade e a sustentabilidade da produção.

 

A reitora da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e coordenadora do curso, a professora doutora Gracialda Ferreira, destacou o pioneirismo da formação. “Esse curso é mais uma ferramenta que o setor produtivo e a academia colocam a serviço da sociedade para garantir segurança e qualidade nas atividades do manejo florestal na Amazônia. É o primeiro curso do Brasil desta modalidade”, afirmou. A proposta, segundo ela, é expandir a formação para outras regiões da Amazônia.

 

O presidente do Simenorte, Dioni Domiciano, ressaltou que a qualificação também fortalece a relação do setor produtivo com os órgãos ambientais. “Nosso setor de base florestal está precisando, e muito, qualificar pessoas para que a gente consiga conversar com os órgãos ambientais de igual para igual”, afirmou. Com os primeiros 15 profissionais formados, a iniciativa abre caminho para ampliar a qualificação técnica e a segurança na identificação das espécies desde a floresta, fortalecendo o manejo florestal sustentável.

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Sobre o CIPEM –  O Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (CIPEM) é a união de oito sindicatos empresariais de Base Florestal, que tem o objetivo de organizar e fortalecer o setor. Incentiva a produtividade e o consumo consciente de madeira e seus subprodutos de forma sustentável, com respeito à legislação vigente e em harmonia com o meio ambiente. Saiba mais em www.cipem.org.br

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